4.05.2019

Bucareste: Conferência Interparlamentar sobre o futuro da UE

Berta Cabral defendeu em Bucareste mais recursos para os Açores e para a Madeira
 A deputada do PSD/Açores à Assembleia da República, Berta Cabral, considerou Terça-feira que Portugal “não pode aceitar qualquer redução dos fundos de coesão e dos fundos agrícolas” provenientes da União Europeia (UE), referindo-se “aos cortes previstos no quadro financeiro plurianual 2021-2027, que constituem uma ameaça para o edifício europeu”, afirmou. 

 Intervindo na Conferência Interparlamentar sobre o futuro da UE, em Bucareste, no âmbito da Presidência Romena do Conselho da UE, a social democrata alertou para o facto do nosso país, “que tem duas regiões ultraperiféricas (RUP), necessitar de uma forte política de coesão”, de modo “a reduzir o gap entre as economias menos desenvolvidas e as mais prósperas, atenuando as assimetrias permanentes das RUP da Europa”, disse. 
 Para Berta Cabral, a Europa deve ter em conta “as desvantagens permanentes das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, em conformidade com o Tratado sobre a Funcionamento da União Europeia”, tornando-se essencial “assegurar a coesão social e económica destas regiões e continuar a atenuar a insularidade e a dupla insularidade, a fim de promover o desenvolvimento integral de cada ilha”, referiu. 
 Frisando que “a Europa não são as instituições europeias, a Europa são os seus cidadãos”, a deputada açoriana entende que “a subsidiariedade é um dos pilares fundadores da construção europeia”, mas que é essencial “envolver os vários níveis de poder, os Estados-Membros, as regiões e os municípios, como forma, talvez a única, de aproximar os cidadãos da UE e de lutar contra a falta de confiança nas instituições europeias”, alertou. 
 A deputada defendeu o reforço dos actuais níveis de recursos para os Açores e a Madeira, melhorando a política de coesão, a política agrícola comum, a política comum das pescas e os fundos POSEI, lembrando que o Parlamento Europeu percebeu e votou favoravelmente a manutenção, a preços constantes, dos fundos de coesão relativamente ao quadro anterior.

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