4.25.2020

Governo dos Açores propõe recondução de Duarte Ponte para a EDA

Governo dos Açores propõe recondução de Duarte Ponte na Presidência da EDA
O Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, comunicou hoje à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores a intenção de reconduzir Duarte José Botelho da Ponte na Presidência do Conselho de Administração da empresa Eletricidade dos Açores - EDA, S.A.
Esta comunicação à Assembleia enquadra-se no âmbito da legislação que prevê a audição prévia pelos deputados regionais dos nomes escolhidos pelo Executivo para a presidência de empresas públicas.
A eleição do Presidente do Conselho de Administração da EDA, S.A. decorrerá posteriormente, em Assembleia Geral da empresa.
 Duarte Ponte é licenciado em Engenharia Química pela Universidade do Porto, doutorado em Tecnologia Alimentar pela Universidade Wageningen, na Holanda, e professor associado da Universidade dos Açores desde 1990.
Exerceu os cargos de Diretor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, entre 1989 e 1993, e de Pró-Reitor da Universidade dos Açores para as áreas da Ciência e do Planeamento, entre 1991 e 1996.
Entre 1996 e 2008 assumiu funções de Secretário Regional da Economia no Governo dos Açores e é, desde 2011, Presidente do Conselho de Administração da Eletricidade dos Açores e da EDA Renováveis.
GaCS/PC/MN

Açores: Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC)

RIAC alarga meios de pagamento no seu portal na Internet
O Governo dos Açores, através da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC), disponibiliza no seu portal na Internet, em www.riac.azores.gov.pt, novos meios de pagamento dos seus serviços acessíveis online, reforçando o leque de funcionalidades ao dispor dos cidadãos, que, assim, podem escolher pagar com recurso ao MBWAY, aos cartões de crédito de diversos processadores de pagamento nacionais e internacionais ou através de transferência bancária no Multibanco.
Esta medida pretende reforçar a comodidade no acesso aos serviços da Administração Pública Regional, entre outros, enquanto, simultaneamente, se oferecem alternativas de serviço à distância com toda a fiabilidade e segurança, no sentido de evitar deslocações desnecessárias e de contribuir para a prevenção da COVID-19.
No mesmo sentido, a RIAC irá continuar a trabalhar com vista a aumentar progressivamente as possibilidades e a diversidade de serviços online.
Foram também reforçados os meios da RIAC afetos à Linha de Apoio ao Cidadão, com o número 800 500 501, que permitem oferecer um novo serviço de apoio aos cidadãos na obtenção de informação sobre os diversos serviços da Administração Pública Regional, tendo em conta o encerramento com presença física daqueles que não são essenciais.
A Linha RIAC está habilitada a esclarecer os Açorianos sobre dúvidas de caráter não médico relacionadas com a situação na Região decorrente da pandemia do novo coronavírus, à semelhança do que já acontece com a Linha Açores de Esclarecimento Não Médico COVID-19, com o número 800 29 29 29, criada especificamente pelo Governo dos Açores para esse efeito.
A Linha RIAC disponibiliza ainda informações sobre as medidas excecionais no apoio imediato à economia e à manutenção do emprego e do rendimento dos trabalhadores da responsabilidade do Governo dos Açores.
Para além disso, os Açorianos continuam a dispor de forma atualizada, sempre que se justifique, para as mesmas finalidades, do portal RIAC, em www.riac.azores.gov.pt, o qual disponibiliza igualmente acesso à referida Linha de Apoio ao Cidadão, do Governo dos Açores, por 'chat' ou Skype, no email riac@riac.gov.pt ou por mensagem na página do Facebook, em www.facebook.com/riac.gov.
A Rede Integrada de Apoio ao Cidadão, organismo na dependência da Vice-Presidência do Governo, foi criada com o propósito de racionalizar e modernizar o atendimento da Administração Regional, com vista à melhoria da interação desta com os cidadãos e empresas.
A RIAC oferece atualmente um vasto leque de serviços e de conteúdos informativos em diversas áreas, facilitando e simplificando o acesso dos cidadãos não só à Administração Pública Regional, mas também à Administração Central e Local, bem como a outras entidades públicas e privadas.
GaCS/SB/MN

4.24.2020

Campeonato de Ralis dos Açores:

Campeonato de Ralis dos Açores
Cancelamento (ainda) em aberto
O representante nos Açores da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, em declarações à RTP/Açores, diz que o adiamento do Rali Sical, que se deveria realizar a um e dois de Maio, nas estradas da ilha Terceira, não foi da responsabilidade da Federação.
Rúben Macedo descarta, para já, o cancelamento do Campeonato dos Açores e, ao mesmo tempo, informa que as próximas provas serão adiadas e não anuladas.
Neste contexto, a próxima prova, o Rali Ilha Azul, no Faial, está marcada para cinco e seis de junho, sendo, contudo, em face do quadro vigente de saúde pública, quase certo o respectivo adiamento.
Por seu turno, Luís Pimentel, da Associação de Pilotos da Ilha de São Miguel, realça, igualmente em declarações à RTP/Açores, que a federação está a dar pouca importância aos pilotos.
Relembre-se que, em recente entrevista a DI, Ana Isa Cabral, Presidente do Terceira Automóvel Clube, entidade organizadora do Rali Sical e do Rali Ilha Lilás, defendeu, numa posição meramente pessoal, conforme fez questão de referir, que o Campeonato Regional de Ralis 2020 deveria ser cancelado.
Indefinições
Acresce sublinhar que o Rali da Madeira e o Rali de Portugal também foram adiados e, inclusive, arriscam-se a ser cancelados. Certo é que, pelo menos para já, reina a indefinição no mundo dos desportos motorizados, a exemplo do que sucede em todas as modalidades. Urge, porém, tomar decisões, atendendo às características, à logística e aos meios que envolvem os ralis. A ver vamos.
CA/MN

Prova de Red Bull Cliff Diving 2020 nos Açores foi cancelada

Evento passava pelos Açores em Setembro
Edição 2020 do Red Bull Cliff Diving cancelada
A Red Bull anunciou esta semana o cancelamento de todas as provas do circuito mundial de Cliff Diving, entre as quais a etapa agendada para decorrer na Região Autónoma dos Açores, mais precisamente em Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel, a seis de Setembro.
“A época de 2020 do Red Bull Cliff Diving World Series foi cancelada à luz de preocupações de saúde pública e dos conselhos das autoridades. Confiamos que esta decisão será compreendida e respeitada por todos”, pode ler-se em comunicado, no qual se garante:
“Todos os esforços e energias estão agora focados em fazer acontecer uma época excecional em 2021, quando os melhores atletas do mundo, lado a lado com os mais jovens talentos da modalidade, voltarem a maravilhar o público com os seus saltos de até 27 metros de altura”, sublinha o documento.
O circuito mundial estava previsto arrancar a 16 de Maio, em Bali, na Indonésia, fechando em Novembro, em Sidney, na Austrália.

12.ª Época
Recorde-se que esta seria a 12.ª época da Red Bull Cliff Diving World Series. No total seriam oito etapas que os concorrentes teriam que cumprir até Novembro, num figurino que trazia consigo muitas novidades para este ano.
Temporada onde a palavra de ordem seria igualdade, uma vez que esta seria a primeira vez que homens e mulheres disputavam todo o calendário com o mesmo número de atletas (oito) no quadro permanente.
Em termos nacionais, Portugal continuava a ser ponto de passagem desta competição. O Arquipélago dos Açores permanecia em destaque, assumindo uma vez mais o papel do maior clássico da magna competição.
A etapa que assinalava o regresso ao ilhéu de Vila Franca do Campo seria a nona visita consecutiva à região por parte da Red Bull Cliff Diving World Series.
Como referimos, a época arrancava em Bali, Indonésia, a 16 de Maio. Seguia-se o regresso a La Rochelle (França), sendo que depois a caravana rumava ao Texas (Estados Unidos da América) e a Polignano a Mare (Itália).
Para abrir a segunda metade da campanha, teríamos a estreia da capital da Noruega, Oslo, no calendário. Os Açores e a alucinante visita à velha ponte de Mostar (Bósnia e Herzegovina) antecediam o desfecho da competição, que tinha o palco inédito de Sydney, na Austrália. Um epílogo que ocorria no dia sete de Novembro.
O britânico Gary Hunt e a australiana Rhiannan Iffland defendiam os títulos conquistados em 2019.

CA/MN

Câmara da Ribeira Grande distribiu computadores e internet

Alunos das escolas da Maia, Ribeira Grande, Maia e Rabo de Peixe recebem computadores portáteis para acompanharem os estudos
A Câmara da Ribeira Grande deu início à distribuição dos 125 computadores portáteis e 50 equipamentos de internet junto das escolas básicas do concelho – Ribeira Grande, Rabo de Peixe e Maia – para fazer face às necessidades identificadas pelos estabelecimentos de ensino para poderem dar resposta ao ensino à distância.
O investimento, de cerca de 40 mil euros, visa “colmatar lacunas junto das famílias que não possuem este tipo de equipamento para que os alunos possam completar o 3.º período do ano lectivo 2019/2020 através do ensino à distância”, explicou Alexandre Gaudêncio.
O edil, na nota enviada às redacções, deixou claro que “os equipamentos funcionarão na modalidade de empréstimo, pelo que no final do ano lectivo deverão ser devolvidos às escolas que farão a sua gestão de utilização.”
A Câmara da Ribeira Grande recorda que sempre mostrou disponibilidade para apoiar as escolas no decorrer da reunião camarária de 2 de Abril, trabalhando por antecipação de modo a assegurar os equipamentos necessários em tempo útil.
CA/MN

Grupo SATA suspende até 6 junho vôos para Toronto e Boston

 Sata suspende operação nacional até 6 de Maio e internacional até 6 de Junho
Considerando a evolução da situação relativa à Covid-19, o Grupo SATA anunciou que manterá a sua operação suspensa até 15 de Maio, mas há ligações que ficam suspensas até 6 de Junho como o são as de Toronto (Canadá), Boston (EUA), Praia (Cabo Verde) e Frankfurt (Alemanha).
Neste momento, o Grupo Sata garante que está empenhado em assegurar voos para transporte de bens essenciais, material hospitalar necessário, medicamentos e a dar resposta a casos de força maior que surjam, em particular, no arquipélago dos Açores, mas também em voos charter para trazer refugiados mas também para levar trabalhadores. 
Aos poucos, a vida em alguns países do continente europeu começa a retomar o seu ritmo. É o caso da Áustria, destino para o qual a companhia aérea Azores Airlines realizou um voo charter em cooperação com o AirBroker Empty Leg Portugal, para transportar colaboradores da constructura Rio Arda, uma empresa portuguesa com presença no mercado austríaco, reconhecida pela sua particular competência na construção, designadamente na área da cofragem e da carpintaria.
A companhia aérea açoriana também foi à China para trazer material hospitalar e de protecção individual para os Açores. 
A empresa lembra ainda que as companhias aéreas do Grupo SATA reorganizaram a totalidade da sua operação aérea, a partir do momento em que começaram a ser reduzidas as ligações aéreas dentro da Região Autónoma e as ligações aéreas do exterior para o
Arquipélago dos Açores, por forma a acomodar as progressivas alterações de cenário, face à pandemia Covid-19 que assola os quatro cantos do mundo. 
N.C./MN

4.23.2020

Santa Clara Açores entrega três monitores ao HDES

Primeiro de três monitores a doar aos hospitais da Região
Santa Clara entrega monitor cardíaco ao Hospital do Divino Espírito Santo
A Santa Clara Açores, Futebol S.A.D procedeu ontem, no Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel à entrega de um dos três monitores cardíacos a doar aos hospitais da Região.
A entrega contou com a presença do Conselho de Administração do Hospital Divino Espírito Santo e também com Rui Cordeiro, Presidente da SAD do Santa Clara.
Rui Cordeiro, no final, usou da palavra para afirmar: “A entrega dos monitores é um momento de gratidão e de profundo reconhecimento pelo trabalho destes heróis. (…) O Santa Clara está unido no coração de todos os açorianos e açorianas e temos uma dívida de gratidão impagável”.
Para além dos monitores, Rui Cordeiro fez questão de oferecer uma camisola do clube como gesto simbólico da gratidão pelo trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde da Região.
CA/MN

4.22.2020

Governo dos Açores suspende operação maritima inter-ilhas

Este ano não há navio inter-ilhas, anuncia o governo regional
Está suspensa este ano a operação sazonal de transporte marítimo de passageiros e viaturas inter-ilhas.
O anúncio foi feito esta manhã pela secretária regional dos Transportes. 
Ana Cunha diz que não estão garantidas as condições para a habitual operação de verão com inicio em maio.
Quanto à operação regular de transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ilhas do Faial, Pico e São Jorge continua suspensa, com excepção de transporte de carga e casos de força maior.

Governo dos Açores decide suspender operação sazonal de transporte marítimo de passageiros e viaturas interilhas.

A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas anunciou hoje, em Ponta Delgada, a suspensão, este ano, da operação sazonal de transporte marítimo de passageiros e viaturas interilhas no arquipélago dos Açores.
Ana Cunha revelou, em conferência de imprensa, que “o Governo dos Açores entende que não estão reunidas condições para que o transporte marítimo de passageiros e viaturas interilhas se realize, à semelhança do que tem vindo a acontecer anteriormente”.
A 18 de março, o Conselho do Governo deliberou suspender as ligações aéreas interilhas praticadas pela SATA Air Açores e também as ligações aéreas da Azores Airlines para o exterior da Região.
Na mesma reunião do Conselho do Governo foi também aprovada a suspensão das ligações marítimas de passageiros e viaturas, a cargo da Atlânticoline, entre todas as ilhas da Região, sendo que ambas as empresas, no âmbito do seu setor de atividade, continuam a assegurar as ligações e a capacidade de transporte de carga e passageiros, desde que classificados como casos de força maior, cumprindo assim a respetiva e importante missão de serviço público.
Assim sendo, foi deliberado pelo Conselho do Governo, “e após parecer da Autoridade de Saúde Regional, suspender, em 2020, a operação sazonal, dita ‘operação de verão’, de transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ilhas da Região”, afirmou a titular da pasta dos Transportes, acrescentando que “essa operação será retomada em 2021”.
A Secretária Regional recordou que neste momento encontram-se também suspensas as ligações marítimas regulares de transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ilhas do Faial, Pico e São Jorge, “exceto o transporte de carga e casos de força maior, desde que devidamente autorizados pela Autoridade de Saúde Regional”.
Ana Cunha sublinhou que a expectativa do Governo é de que, “assim que for levantada a suspensão das ligações marítimas regulares, as mesmas possam ser retomadas e, de acordo com o horário de verão da Atlânticoline e recorrendo à sua frota própria, se possa realizar a operação entre as ilhas do Faial, Pico, S. Jorge e Terceira, bem como a operação entre as Ilhas das Flores e Corvo”.
“O Governo dos Açores considera que é seu dever continuar a encorajar vivamente os Açorianos a não viajarem para fora da sua ilha de residência, a fim de evitar ao máximo a propagação do novo coronavírus, responsável pela doença COVID-19”, frisou a Secretária Regional, lembrando que “vivemos tempos extraordinários, que requerem, aqui e agora, medidas extraordinárias, de forma a que possamos continuar a trabalhar para, de forma ponderada e segura, fazer com que a atividade social e económica dos Açores consiga regressar à normalidade possível”.
GaCS/HB

Futebol: Líderes dos distritais pretendem subir de divisáo:

Entre os quais o Rabo de Peixe, vencedor do CFA
Líderes dos distritais querem subir ao CP
A missiva seguiu, igualmente, para as direcções das Associações Distritais e Regionais de Futebol.
No documento, os emblemas em causa elogiam o empenho da FPF e das associações distritais e, ao mesmo tempo, mostram-se disponíveis para colaborar na reformulação dos quadros competitivos.
Recorde-se, que a FPF suspendeu o Campeonato de Portugal e determinou não existirem descidas de divisão, o que, naturalmente, corta o espaço para as subidas nos distritais.
CD Rabo de Peixe
Um de os clubes mais injustiçados com o quadro vigente, resultante da pandemia por Covid-19, é, indiscutivelmente, o Desportivo de Rabo de Peixe, virtual vencedor do Campeonato de Futebol dos Açores (CFA) mas que, com a decisão federativa, fica impedido de ascender ao Campeonato de Portugal.
A este propósito, Paulo Gomes, Presidente da Associação de Futebol de Angra do Heroísmo, entidade organizadora do CFA 2019/20, em declarações a DI/CA, afirmou que a situação do Rabo de Peixe não é (ainda) definitiva: "Estamos à espera de decisão da FPF em relação às subidas dos clubes dos distritais/regionais. A decisão de não subida estava bem encaminhada, não fossem as associações de todo o país que diligenciaram esforços para que a FPF considerasse a hipótese do Campeonato de Portugal albergar estes mesmos clubes. Penso que a qualquer momento sairá a decisão final. Vamos aguardar", nota.
CA/MN

Jaime Vieira, estrutura desportiva servirá esta grandiosa Vila

Junta de Rabo de Peixe congratula-se com assinatura da empreitada para o novo campo de jogos
As obras tiveram início já esta semana, sendo que a nova infraestrutura "irá permitir que mais de três centenas de atletas possam novamente ter a sua casa para treinar e jogar, o que irá projectar ainda mais o Clube Desportivo de Rabo de Peixe, bem como dará uma melhor resposta desportiva à população estudantil pela proximidade às escolas e a toda a comunidade da Vila", diz o autarca Jaime Vieira.
Para o Presidente da Junta de Freguesia, o novo campo de jogos "é a concretização de um grande sonho desta autarquia, que há muito ansiava por uma nova estrutura desportiva para melhor servirá esta grandiosa Vila", refere.
"Hoje, já é uma certeza que o do novo campo de jogos vai mesmo ser construído. E isso deve-se ao Executivo liderado por Alexandre Gaudêncio, e à persistência desta Junta de Freguesia, que tornaram possível vislumbrar o início da obra na próxima semana", afirma o social-democrata.
Jaime Vieira explica que o novo campo de jogos "foi uma das grandes aspirações desta junta de freguesia e da Câmara Municipal. Quem nem as várias dificuldades encontradas em todo o processo quebraram", afirma Jaime Vieira
"Temos de enaltecer a acção do Presidente de câmara, Alexandre Gaudêncio, pois a obra só foi possível pelo facto de ele acreditar na nossa gente. Assim como destacar a perseverança do vereador Carlos Anselmo, que acompanhou todo o processo", acrescenta.
Jaime Vieira teve ainda uma palavra "para aa paciência e a coragem do Clube Desportivo de Rabo de Peixe, que tem feito um extraordinário trabalho em situações muito complicadas, conseguindo manter a sua formação aberta com mais de duas centenas de crianças e jovens no Futebol de 11, bem como viu a sua equipa sénior sagrar-se campeã dos Açores", concluiu.
CA/MN

Novo campo de Futebol na vila de Rabo de Peixe

Câmara adjudica empreitada de construção do novo campo de jogos na vila de Rabo de Peixe
Orçado em cerca de 1,8 milhões de Euros, o novo campo de futebol na Vila de Rabo de Peixe vai “responder à necessidade que o clube local tem em fixar-se num recinto desportivo que ofereça melhores condições à prática desportiva, valorizando de igual modo o crescimento humano e desportivo dos jovens que praticam a modalidade no clube”, destacou Alexandre Gaudêncio.
O Presidente da Câmara da Ribeira Grande, que se fez acompanhar pelo vereador Carlos Anselmo e pelo Presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe, Jaime Vieira, acrescentou que “esta é uma obra que vai ao encontro das necessidades e dos anseios do clube e que pretende ser uma mais-valia para a Vila.
“A proximidade com as escolas circundantes permitirá reforçar a prática da atividade desportiva junto das crianças e jovens que frequentam os estabelecimentos de ensino, contribuindo para o fomento de hábitos de vida saudáveis”, acrescentou.
O projecto “assenta na construção de um novo terreno de jogo em piso sintético, balneários para as equipas e árbitros, zona de arrecadação e toda a requalificação da zona exterior ao recinto onde se inclui estacionamento para 75 viaturas numa área total de 16.300 m²”, revelou Alexandre Gaudêncio.
Prevê também a construção de uma área para funcionamento da sede social do clube, gabinete médico, ginásio e lavandaria. A bancada dos adeptos aponta para 2500 lugares sentados.
A empreitada de construção do novo campo de jogos do Clube Desportivo de Rabo de Peixe é um investimento que também vai permitir gerar cerca de uma centena de postos de trabalho na construção civil numa altura em que o sector atravessa por um momento de dúvidas e incertezas devido à pandemia por Covid-19.
CA/MN

“palavra Açores” - Governo Regional cumpre contratos

Apesar de pandemia provocada pela Covid-19
Governo cumpre na totalidade contratos da “palavra Açores”
O Governo Regional dos Açores vai cumprir, na totalidade, os contratos relativos à promoção do Arquipélago no exterior (vulgo apoio da palavra “Açores”), apesar das inevitáveis consequências da pandemia da Covid-19.
A garantia, conforme demos conta em edição anterior, foi dada pela Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro, para quem a situação actual “não constitui motivo de incumprimento dos contratos-programa assinados com os clubes”.
Recorde-se que chegou a circular em alguma comunicação social que, em face da situação vigente, os contratos em vigor podiam ser revistos, nomeadamente no que concerne ao apoio concedido ao Santa Clara, emblema que compete na Primeira Liga do futebol luso e que recebe anualmente do executivo das ilhas de bruma, para o fim em referência, um milhão de Euros, dividido em duas tranches de 500 mil Euros.

11 clubes/12 equipas 
Sublinhe-se, a propósito, que a concessão de apoios aos clubes desportivos participantes nas provas nacionais, época 2019/20, na esfera da promoção e valorização da imagem da Região no exterior, implica um investimento global superior a um milhão, oitocentos e cinquenta mil euros. São apoiados, neste âmbito, 11 clubes (12 equipas) e o campeão regional de ralis.
Os valores não sofreram mudanças em relação à campanha anterior, sendo que o Santa Clara (futebol) continua a arrecadar a principal fatia do bolo disponível, no caso concreto, um milhão de Euros.
Lusitânia (basquetebol), Sporting da Horta (andebol) e Fonte do Bastardo (voleibol), com 126 mil Euros cada, surgem logo a seguir na tabela. As três equipas açorianas que se exibem no Campeonato de Portugal de Futebol (Praiense, Fontinhas e Sporting Ideal) são contempladas com 96 mil Euros cada.
O campeão açoriano de ralis embolsa 64 mil Euros. Clube Kairós (voleibol feminino), Candelária (hóquei em patins) e União Sportiva (basquetebol feminino) recebem 38 mil Euros cada. O ténis de mesa do GDCS Juncal amealha 4.700 Euros (3.100 para a equipa masculina e 1.600 para a feminina).
Segundo o executivo liderado por Vasco Cordeiro, “estes apoios são concedidos com base em pressupostos de avaliação da projecção mediática e promocional de cada uma das provas em que as equipas apoiadas participam”.

Boa notícia
Segundo apurámos, esta posição governamental deixou, como é natural, os clubes sobremaneira satisfeitos, atendendo à importância das verbas em questão nos respetivos orçamentos.
“É uma notícia que tranquiliza a vasta comunidade desportiva, isto numa época de enorme incerteza, em face da realidade atual de saúde pública. Caso a decisão fosse outra, podiam advir dificuldades acrescidas para os clubes com reflexos óbvios na salutar prática desportiva. Registe-se o bom senso da decisão e, claro, de quem a tomou”, diz, em declarações a DI/CA, fonte de um dos emblemas apoiados.
CA/MN

Azores MotoFest foi cancelado este ano na ilha Terceira

Azores MotoFest cancelado
O Azores MotoFest, que este ano iria ser realizado por um grupo de aficionados da ilha Terceira foi cancelado. 
Criado em 2016 pelo Grupo Motard de Santa Maria, o evento seria organizado entre 10 a 15 de Junho.
A concentração costuma aglomerar centenas de motociclistas da Região e do continente português, mas não havendo ligações marítimas para este fim, a organização decidiu cancelar o Terceira Motofest, devido ao actual momento do estado de emergência.
Até 2019, o Azores MotoFest já tinha passado pelas ilhas do Pico, Graciosa e São Jorge, com as respectivas designações Pico MotoFest, Graciosa MotoFest e São Jorge MotoFest.
O Azores MotoFest costuma aglomerar centenas de motards e são realizados espectáculos de Freestyle, dança, concertos musicais e passeios temáticas pelas ilhas onde são realizados os eventos.
Apesar de ainda não existirem certezas, a organização mostra interesse em poder organizar o evento em 2021.

Rali SICAL na ilha Terceira foi cancelado

Edição do Rali SICAL de 2020 cancelada
Em virtude do surto pandémico de Covid-19 e das limitações que o mesmo coloca a toda a sociedade, o Terceira Automóvel Clube informou ontem que, após uma profunda avaliação do panorama económico, social e automobilístico que se vive actualmente, a empresa Nestlé, representante da marca SICAL, em articulação com este clube, decidiu cancelar a edição de 2020 do Rali SICAL.
A decisão justifica-se pelas incertezas actualmente vivenciadas, assim como pela necessidade de canalizar verbas para o apoio a famílias e empresas, por força do impacto económico da pandemia de Covid-19 no país.
O apoio da SICAL manter-se-á em edições futuras, sendo apenas anulada a edição deste ano pelos motivos expostos.

CA/MN

Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol (ANTB)

Na modalidade desportiva de basquetebol
Treinadores pedem fecho imediato da época
A maioria dos treinadores de basquetebol acredita não existirem condições para os campeonatos chegarem ao fim. 
Isso mesmo constatou a Associação Nacional de Treinadores da modalidade (ANTB), no inquérito que realizou para perceber a visão dos vários treinadores e cujos resultados partilhou numa reunião com a Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), realizada por videoconferência, com o objectivo de debater o futuro imediato da modalidade a nível nacional.
Assim, de acordo com o inquérito efectuado, do qual surgiram 111 respostas de vários treinadores, salientando-se apenas a ausência de resposta de um treinador da Liga Portuguesa de Basquetebol e de três da Liga Feminina, o resultado é unânime: "não existem condições para voltar à competição".
Dos inquiridos, 60% acreditam que o regresso dos campeonatos não é viável, ao passo que 22% opinam que devem ser realizados todos os jogos da fase regular, mas os play-offs e/ou fases finais devem ser reduzidos a eliminatórias. A solução considerada menos exequível no entender da classe é aquela que prevê (apenas) a realização dos jogos da fase regular, sem play-offs.
A generalidade dos treinadores acredita que, em caso de cancelamentos das provas, a próxima temporada se deve iniciar em Setembro, como é, aliás, habitual.

Reunião decisiva
Conforme demos conta em edições anteriores, a FPB está a ouvir, desde a passada semana, os vários agentes da modalidade, estando agendada para amanhã, dia 18 de Abril, uma reunião entre federação e associações, por videoconferência, que se afigura decisiva para o desfecho da campanha em curso.
Ao que consta, a possibilidade de encerrar de imediato todas as competições, em face do quadro vigente de saúde pública, ganha cada vez mais força.
CA/MN

Ultra Trail Run/Rota dos Baleeiros no Faial em Outubro

Rota dos Baleeiros adiada para Outubro
Aquela que é considerada a maior prova de trail da Região Autónoma dos Açores, a denominada Grande Rota dos Baleeiros, foi adiada para o próximo mês de Outubro, em virtude da pandemia da Covid-19 que nos afecta. 
Recorde-se, a propósito, que será a estreia da magna prova nas competições do circuito mundial de ultramaratonas em trilhos. A prova, que estava inicialmente agendada para maio, tem como palco a ilha do Faial.

Entrevista com Marco Monteiro presidente do SC Praiense

Garante Presidente do Praiense, Marco Monteiro
SAD desconhece casos de necessidade no plantel

O Presidente do Sport Clube Praiense - SAD e clube - mostrou-se “surpreendido” com a notícia publicada, na passada terça-feira, no jornal “A Bola”, a qual refere que “há jogadores a depender de colegas para comer”.

Marco Monteiro admite dificuldades, atendendo a que o principal investidor dos encarnados da cidade de Nemésio, Luis Oliver, esteve internado, em Madrid, com Covid-19, mas afirma que desconhecia a existência de situações de extrema necessidade.
“É verdade que o Praiense ainda não pagou os ordenados relativos à segunda quinzena de Fevereiro e ao mês de Março, mas é algo que pretendemos solucionar com a maior brevidade possível. Como é público, o Luis Oliver esteve internado, com Covid-19. Regressou a casa há uma semana, mas ainda está em período de convalescença, o que tem atrasado o processo. É justo reconhecer que o momento exige a devida sensibilidade. Agora, também lhe posso garantir que desconhecia por completo que alguns atletas estavam em tamanhas dificuldades. Ninguém me disse nada”, atesta.
O líder do Praiense diz que “o clube sempre agiu de boa-fé com o grupo de trabalho. Por exemplo, enquanto outros pagaram metade de março e mandaram os jogadores para casa - isto para não falar de quem fez ainda pior -, decidimos liquidar o mês de março por inteiro e, a partir daí, avançar, porventura, para outras soluções. Reconheço que é desagradável chegar ao fim do mês e não ter o ordenado, mas sempre assegurei aos atletas e treinadores que tudo seria cumprido”.
“Embora com atrasos pontuais em determinadas situações, o Praiense é um clube que, por norma, paga a tempo e horas. Aliás, ao longo dos últimos anos, houve ocasiões em que pagámos alguns dias antes do prazo limite, o que demonstra a seriedade que sempre colocámos nas nossas acções”, reforça.

Refeições
No que concerne à questão das refeições, também mencionada na peça de “A Bola”, Marco Monteiro esclarece que “não se passou nada de anormal. A cozinheira estava a confeccionar refeições para apenas cinco pessoas e foi ela própria quem tomou a iniciativa de encerrar a cozinha. Não há qualquer problema entre a referida senhora e o Praiense. Acrescento, porém, que os jogadores estão instalados em casas, pagas pelo clube, equipadas com cozinha. Perante o quadro de saúde pública que atravessamos, todos nós somos sujeitos a sacrifícios em nome de um bem maior: a vida”, acrescenta.

Por outro lado, o dirigente confirma que “há rendas em atraso” nas moradias utilizadas pelos atletas, situação que, contudo, “deve ser ultrapassada a breve trecho”.

Fundo da FPF
Em jeito de conclusão, Marco Monteiro disse ao Diário Insular que o Praiense ainda não decidiu se vai concorrer ao fundo de apoio disponibilizado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para pagamento de ordenados.

Recorde-se que, uma vez que os jogadores, equipa técnica, dirigentes de topo da FPF e Staff da selecção nacional abdicaram de metade do prémio de qualificação para o Euro 2020 a favor do Fundo de Apoio às competições FPF face ao Covid-19, os valores do referido fundo, inicialmente de 4,7 milhões de Euros, sofreram alterações.
Assim, no que concerne ao Campeonato de Portugal, os montantes passam a ser os seguintes: valor máximo por clube maio - 17.625 Euros, valor máximo por clube junho - 17.625 Euros, valor máximo por clube total - 35.250 Euros.
Atendendo a que também interessam aos clubes açorianos, aqui ficam os valores no que diz respeito ao Campeonato da Segunda Divisão de Futsal: valor máximo por clube maio - 3.150 Euros, valor máximo por clube junho - 3.150 Euros, valor máximo por clube total - 6.300 Euros.

DI/CA/MN

I Liga de Futebol: Santa Clara continua com apoio do Governo

I Liga de Futebol
Governo Regional mantém apoio ao Santa Clara
O Governo Regional dos Açores vai cumprir o contrato relativo à promoção do arquipélago no exterior, pelo que o Clube Desportivo Santa Clara vai receber os 500 mil Euros referentes à segunda tranche do valor protocolado, ao contrário do que chegou a ser noticiado.
A garantia foi dada pela secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro, para quem a situação actual “não constitui motivo de incumprimento dos contratos-programa assinados com os clubes”.
A previsão é que a segunda tranche seja liquidada no calendário previsto, ou seja, em maio, garantindo o Santa Clara - único representante açoriano na alta-roda do futebol luso - um importante encaixe financeiro, numa altura em que aos clubes se deparam com várias quebras de receitas fruto da suspensão das competições.  

Plantel de férias
Por outro lado, todos os profissionais do clube encarnado da cidade de Ponta Delgada estão de férias desde a passada sexta-feira. Depois de várias reuniões, a Sociedade Anónima Desportiva comunicou a treinadores, jogadores e restante staff que estão liberados de toda a atividade desportiva até ao final do corrente mês de Abril.
As férias têm, naturalmente, como objectivo não sobrecarregar psicologicamente os jogadores neste período de confinamento. O Santa Clara segue, assim, o mesmo caminho que outros clubes da principal liga nacional de futebol, uma vez que o retorno à competição é ainda uma incógnita, em virtude da pandemia Covid-19.
CA/MN

4.14.2020

Futsal: «Nacional» da II Divisão Masculina “Série Açores”

Santa Clara e Bruno Almeida rescindem amigavelmente
No comunicado os «encarnados» aproveitam “a oportunidade para agradecer o empenho e o profissionalismo evidenciados ao longo da temporada, desejando ainda a melhor das sortes à equipa técnica liderada por Bruno Almeida, quer no campo pessoal, quer no campo profissional”.
Recorde-se, que em face da última decisão federativa, as provas nacionais de futsal também foram dadas por concluídas, sem apuramento de campeão e não se aplicando o regime de subidas e decidas.
Nesse contexto, foi dada por concluída a presente edição do Campeonato Nacional da Segunda Divisão Masculina “Série Açores”, a qual se revelou, como sempre acontece, bastante animada e intensa.
Caso se cumpra a diretriz federativa, teremos na edição vindoura precisamente as mesmas oito equipas que deram corpo à campanha 2019/20: Santa Clara (vencedor da Série Açores e que se preparava para disputar o acesso ao escalão maior com os apurados das restantes séries), GD Biscoitos, Barbarense, Lusitânia, Casa da Ribeira, Posto Santo, Achada e Boavista de São Mateus (equipas qualificadas para a II Fase - Manutenção da Série Açores).
Na fase de apuramento de subida, o Santa Clara estava inserido na “Zona Sul”, onde teria como adversários o Sassoeiros, Fonsecas e Calçada, Olho Marinho, Ferreira do Zêzere e Barreirense.
Na outra série de equipas “Zona Norte” figuravam as equipas do Rio Ave, Ladoeiro, ABC Nelas, Dínamo Sanjoanense, Nun’Álvares e Caxinas.
Os vencedores de ambas as zonas, assegurariam o acesso à I Divisão e iriam disputar depois uma final para se apurar o campeão, em duas mãos.
Na primeira fase da “Série Açores”, a classificação foi a seguinte: 
1.º Santa Clara, 35 pontos; 2.º GD Biscoitos, 31; 3.º Lusitânia, 23; 4.º Barbarense, 22; 5.º Achada FC, 21; 6.º Casa da Ribeira, 16; 7.º Posto Santo, 10; 8.º Boavista S. Mateus, 3 pontos.
CA/MN

I Liga com 20 equipas: Duas séries na II Liga e play-offs

São três, as propostas para mudar o futebol português
I Liga com 20 equipas: Duas séries na II Liga e play-offs

Com os campeonatos de futebol parados devido a pandemia de COVID-19, são mais as dúvidas que certezas sobre o regresso do futebol e em que moldes. Muitos agentes desportivos têm olhado para esta paragem como uma oportunidade para alterar os quadros competitivos de futebol (profissionais e não profissionais) em Portugal.
Uma das provas que precisa de alterações é o Campeonato de Portugal, como já foi defendido por vários treinadores e dirigentes. O jornal ‘A Bola’ avançou na sua edição de ontem, segundo a Sportinforma, que alguns clubes que militam no terceiro escalão do futebol português querem mexer na forma como a prova está organizada para minimizar o impacto do novo coronavírus.
Duas séries na Segunda Liga, Campeonato de Portugal com duas divisões
Em 2020/2021, a Primeira Liga teria 18 equipas e a Segunda Liga teria 20. Já o Campeonato de Portugal seria disputado por 96 equipas. Esta seria a época de transição para o novo modelo.
Na época 2021/2022, a I Liga continuaria a ter as 18 equipas mas a Segunda Liga seria disputada em duas séries (Norte e Sul), cada uma com 14 equipas, mais as seis equipas B e seria jogada em duas fases.
O Campeonato de Portugal seria dividido em duas divisões (CP de Elite com duas séries de 18 equipas e CP Inter-Associações, com quatro séries de 12 equipas, ambas jogadas em duas fases).
Além disso, haveria sempre play-off para promoções e despromoções entre as várias competições. Esta proposta parte do princípio que a atual época de 2019/2020 na I e II Ligas será concluída.
Campeonato de Portugal com 96 equipas
Outra proposta para mudar o quadro competitivo em Portugal foi lançada pelo Tirsense. O emblema de Santo Tirso considera que o futebol distrital deverá ter o mesmo tratamento que o Campeonato de Portugal, onde irão existir subidas à II Liga, sugerindo que estas ocorram também no futebol distrital.
Em 2020/21, o Campeonato de Portugal seria composto por 95 equipas, dividas em cinco séries (mais uma do que atualmente), sendo 21 delas promovidas das Distritais. As restantes 74 seriam compostas pelas equipas que se mantêm da presente época (70), mais duas despromovidas da II Liga e dois clubes convidados.
Daqui os cinco primeiros classificados de cada série e os três melhor segundos classificados jogariam um play-off de acesso à II Liga 2021/2022, os dois finalistas seguiam para a II Liga, e o vencedor do play-off seria o campeão do Campeonato de Portugal. Nas descidas, os sete últimos classificados de cada uma das cinco séries cairiam para os distritais, ou seja 35 equipas.
Em 2021/2022, o Campeonato de Portugal teria 80 equipas, divididos por quatro séries (o mesmo número que existe atualmente, mas com mais equipas por série).
Nesta época seguiriam para o play-off de acesso à II Liga os dois melhores classificados de cada série, com os dois finalistas a seguirem para a II Liga. Os sete últimos classificados de cada série desceriam aos distritais - 28 equipas.
Em 2022/2023 é quando, segundo o plano do Tirsense, o Campeonato de Portugal voltaria à normalidade, ou seja, ao sistema utilizado atualmente: 72 equipas, divididas em quatro séries.
I Liga para 20 equipas em 2020/21
Ainda antes das duas propostas anteriores, já alguns clubes do Campeonato de Portugal como Vizela, Fafe, Sintrense, Espinho, Olhanense, Sertanense, Amora, Trofense, Lusitano e Leiria tinham avançado com uma proposta para mudar os quadros competitivos do futebol em Portugal já na próxima época, como forma de minimizar o impacto da pandemia de COVID-19.
Estes clubes propõem que a Primeira Liga seja alargada para 20 clubes em 2020/2021 para depois reduzir a mesma para 18 emblemas na época seguinte. Já a Segunda Liga seria disputada por 28 clubes, divididos em duas séries de 14 equipas em 2020/2021. A proposta prevê ainda que o Campeonato de Portugal seja disputado em duas séries de doze equipas cada a partir de 2020/21. Nas Distritais criava-se uma prova inter-associações com 56 equipas, dividas em quatro séries de 14 formações.
As competições nacionais de futebol de seniores foram suspensas a 12 de Março, dois dias depois de a Federação Portuguesa de Futebol ter decidido suspender as competições nacionais dos escalões de formação. A FPF decidiu depois concluir “as competições nacionais de todos os escalões de formação de futebol e futsal, masculinas e femininas, não resultando das mesmas qualquer efeito desportivo imediato”, acrescentando que “não serão atribuídos títulos nas referidas competições, nem aplicado o regime de subidas e descidas”.
CA/MN

Entrevista com o antigo árbitro micaelense José Luís Tavares:

José Luís Tavares e a paixão pelo futebol
“Quando acontecem as homenagens os árbitros são sempre esquecidos”
Para além da arbitragem, José Luís Tavares, de 59 anos de idade, surge também ligado à comunicação social. Colabora com o Correio dos Açores, mas já teve incursões pelo Asas do Atlântico, Açoriano Oriental, Jornal do Desporto e Diário dos Açores, não só como correspondendo desportivo da Lagoa.
Fale-me um pouco de si. Onde nasceu, estudou e o que faz?
Nasci e fui criado na Lagoa, na Freguesia de Nossa Senhora do Rosário até aos 24 anos de idade, altura em que casei e fui viver para Santa Bárbara, da Ribeira Grande, onde estou há quase 35 anos. Estudei em três escolas primárias. Na escola do Bairro dos Pescadores, na 1.ª e 2.ª classe, na escola da Atalhada, 3.ª e 4.ª classe e na escola Jácome Correia, no Rosário, na 5.ª e 6.ª classe. Sou funcionário público há 28 anos, assistente operacional na Direção Regional da Juventude.
Quanto tempo esteve ligado à arbitragem?
Bastante tempo. Foram 25 anos ao serviço da arbitragem regional e nacional, de 1977 a 2002. Faça lá as contas. E até agora, nem um louvor, nem uma homenagem. Quando acontecem as homenagens, os árbitros são sempre esquecidos. Vá lá saber-se a razão... 
Como árbitro, naturalmente que guarda boas recordações e outras nem tanto. Quer partilhar connosco alguns desses momentos?
Como em tudo na vida, há boas e más recordações. Ao serviço da arbitragem, tive um momento nunca visto na ilha do Faial, num jogo do Campeonato Regional de Juniores. O jogo correu de feição, de tal modo que ao intervalo e no final da partida a minha equipa de arbitragem foi aplaudida de pé pelos espectadores presentes na bancada do Estádio da Alagoa. Nunca tinha acontecido ao longo da minha carreira de árbitro. Momentos menos bons também aconteceram. Lembro-me de um jogo de seniores, em Água de Pau, entre o Santiago e o Capelense que não chegou ao fim, devido a uma lesão grave de um jogador do Santiago. As equipas pediram para que eu não continuasse com o jogo e vendo a aflição dos jogadores, acabei por ceder ao pedido.
Jogou futebol ou nem por isso?
Cheguei a dar uns toques e joguei nos Juvenis do Operário, três ou quatro jogos oficiais, a defesa esquerdo. Vi que não tinha talento e desisti. Fui para a arbitragem com 16 anos. Tive dois irmãos que foram jogadores de fama naquele tempo. E os mais antigos devem-se lembrar certamente. O João Manuel Tavares, radicado no Canadá, jogou nos finais de 70, princípios da década 80 no Operário e o Carlos Tavares (Costinha), esse sim, tinha pezinhos de lã e era um fenómeno a jogar futebol. Jogou no Operário, Santa Clara, Vasco da Gama da Bermuda e Mira Mar. Faleceu num trágico acidente de viação a 31 de Agosto de 1993, com 27 anos de idade.
No passado, os campos eram pelados, de terra batida. Os relvados sintéticos trouxeram outra realidade ao futebol. Quer comentar?
A minha carreira na arbitragem foi feita praticamente em campos pelados. O Estádio de São Miguel era o único campo que possuía relvado. As finais da Taça de São Miguel, por tradição, eram realizadas no Estádio. Daí, que todos os árbitros ambicionavam apitar uma final no Estádio de São Miguel. Acho que neste aspecto as coisas melhoraram substancialmente”.
Surge também uma ligação à comunicação social, entre eles, o Jornal do Desporto, e também o Correio dos Açores. É também uma paixão?
Desde criança que era um apaixonado pela comunicação social. Na brincadeira com os colegas de escola fazia relatos de futebol. Já mais tarde cheguei a fazer relatos a sério para o "Asas do Atlântico" com o Palmeira Bicho, dos jogos do Santa Clara para a antiga Série Açores. Fui correspondente desportivo na Lagoa. Acompanhava sempre o Operário. Fui correspondente desportivo na Lagoa do Jornal Açores, no tempo do João de Brito Zeferino e José Aguiar, e ainda colaborei com os jornais Açoriano Oriental, Jornal do Desporto, Diário dos Açores e Correio dos Açores. Gosto de escrever. Fazer reportagens, crónicas de jogos. Gosto de futebol.
Este ano, com a paragem dos campeonatos, por causa da Covid-19, o Rabo de Peixe, que venceu o Campeonato de Futebol dos Açores arrisca-se a não participar no Campeonato de Portugal. Seria uma injustiça, caso isso viesse a acontecer?
Seria uma tremenda injustiça. Um clube que durante anos anda a lutar nos cinco primeiros lugares por uma subida e esta época sobe com mérito e é confrontado com toda essa situação, não dá para acreditar. A verdade desportiva virá ao de cima.
Como tem sentido toda esta situação de Estado de Emergência decretado e agora com as cercas sanitárias?
Sempre acautelado em casa e seguindo as recomendações que vão transmitindo, através do Serviço Regional de Saúde. Vejo isso tudo com muita precaução. O que acontece aos outros, também poderá acontecer a nós.
O que mais gosta de fazer e o que menos gosta?
Gosto muito de escrever. Gosto de cultivar a leitura, de ver as novidades crescerem. Gosto imenso de fazer grelhados e de uma boa comida. Detesto o mau tempo, sobretudo o vento. Não gosto de cozinhar, nem lavar loiça.
Costuma-se dizer que o futuro a Deus pertence. Está optimista em relação ao futuro?
Nada optimista. Quando vejo tudo a subir e o ordenado da classe pobre a continuar na mesma, não vamos a lado nenhum. É viver apertado!
CA/MN

CD Santa Clara: Entrevista com o técnico Santaclarense:

João Henriques: “Mantemos o ritmo semanal e as rotinas”
Em entrevista concedida ao Site da Liga Portugal, diz ainda, entre outras coisas, que “acompanha o trabalho do seu plantel através do controlo do treino”. Mesmo assim, “nesta situação, o tempo livre não é muito”, revela.
Natural de Tomar trabalhou em emblemas da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos até aterrar no CD Fátima. Iniciou a época de 2017-18 no Leixões SC, da LigaPro, e terminou-a ao serviço do FC P. Ferreira, da Liga NOS. Cumprindo agora segunda temporada consecutiva no leme do Santa Clara, João Henriques já deixou o nome na história da equipa dos Açores, quando, na época transata, o conjunto açoriano logrou o melhor registo de pontuação e de golos marcados de sempre do clube, na principal competição do futebol português.
Com a pausa nas competições profissionais, o técnico de 47 anos aplaude o comportamento responsável da sociedade em geral, acreditando que, “mais tarde ou mais cedo, arranjaremos solução” para o problema, defendendo que é fundamental que “as pessoas tenham consciência de que nunca deixaremos de ter risco”. 
Qual a sua opinião relativamente à situação da pandemia do COVID-19, tanto a nível nacional, como no que toca ao mundo do desporto?
“É um vírus desconhecido. Até haver a cura ou uma vacina contra o vírus temos todos de ser prudentes, ajudando aqueles que estão na linha da frente. Sabemos também que este vírus já está a ter um impacto terrível na economia mundial. Temos de ponderar bem aquilo que é a paragem da economia e o retorno a normalidade. Isto deixa-me muito preocupado. Tenho confiança que relativamente ao vírus, a responsabilidade da sociedade está a dar frutos e, mais cedo ou mais tarde, arranjaremos solução. Já as repercussões na economia são muito mais graves. A criminalidade, no futuro, poderá aumentar, fruto do desespero das pessoas não terem emprego, de terem incapacidade para sustentar as suas famílias. O desemprego e as falências das empresas também poderão acontecer e isto trará consequências graves para a nossa sociedade. O futebol não foge à regra. Isto vai sempre prejudicar todos, uns mais do que outros. O campeonato terá de regressar mais cedo ou mais tarde porque só assim a indústria do futebol poderá minimizar os estragos provocados pela pandemia. E isto é uma certeza que eu tenho. É fundamental que as pessoas tenham consciência de que nunca deixaremos de ter risco”.
Como é que um treinador de futebol adapta e acompanha o trabalho do seu plantel?
“No futebol, um treinador acompanha o trabalho do seu plantel através do controlo do treino. Estamos a manter o regime semanal. Mantemos as rotinas. Através de uma plataforma, estamos todos juntos em videoconferência e ministramos a sessão de treino. Antes de cada um, os jogadores têm de responder a um questionário e enviar para a equipa técnica até uma determinada hora. Depois iniciamos a sessão e, no final, caso aquele seja o único treino do dia, os jogadores preenchem um questionário relativo à perceção subjetiva de esforço, para nós sabermos como é que eles se sentiram em relação à intensidade dos treinos. Se for uma sessão bidiária, os jogadores têm de nos enviar uma tarefa, através de uma aplicação onde sabemos quais são as distâncias percorridas, assim como tempo de exercício e a intensidade em que foi efetuado. O controlo é feito através destas aplicações e plataformas e vamos controlando as sessões de treino em conjunto com as questões da nutrição. Neste sentido, foi também enviado um plano alimentar que os atletas têm cumprido, a que se junta também uma pesagem diária aos jogadores. São esses os dados que chegam até nós e que nos permitem preparar as sessões de treino seguintes. Vamos variando as sessões de treino, sendo que há treinos mais direcionados para a prevenção de lesões, outros para a trabalho de força, outros para o trabalho de resistência e outros para a força explosiva. Fazemos outro tipo de treinos onde privilegiamos a velocidade, a mudança de direção e a agilidade. E, por último, temos sessões em que utilizamos os ciclos ergómetros que cada um dos nossos atletas possui em sua casa. No meio disto, ainda conseguimos ter convidados que vão fazer uma sessão diferente para os jogadores sentirem alguma diversidade em termos mentais”.
Além do trabalho diário, como é que ocupa o seu tempo livre?
“Nesta situação, o tempo livre não é muito, mas mesmo assim há sempre um livro para ler, um ou outro filme que nós conseguimos ver e algumas séries também. Mas, sobretudo, muitas informações relativamente à nossa questão profissional. Sempre que aparece uma série relacionada com o nosso dia-a-dia, suscita sempre alguma curiosidade”.
Que atividades sugere aos portugueses para se entreterem por casa?
“Fazer algum exercício físico regular. Se diariamente se fizer períodos curtos, mas com alguma frequência, é importante. Devemos manter a nossa mente ocupada, não só com notícias. Tudo o tempo restante, ocupar com jogos em família, atividades na cozinha e atividades que possam exercitar a mente, como leitura, ouvir música ou ver séries. Tudo isso são atividades importantes de se fazerem e dá para ocupar o dia inteiro. É importante manter as rotinas para que não se sofra tanto no stress e depois no retorno à atividade normal”.
O que é que sente mais falta e qual será a primeira coisa que lhe vem à cabeça fazer quando terminar o período de quarentena?
“A competição. O treino. A adrenalina de ter competição todas as semanas. O treino diário e o desafio que é. Fora do âmbito profissional, tenho mais necessidade de poder fazer livremente aquilo que gosto, como dar um passeio, almoçar fora ou estar à beira-mar”.
Por fim, quer deixar alguma mensagem ao país?
“Vamos respeitar aquilo que nos é pedido. Se respeitarmos as indicações que nos são dadas, mais depressa voltaremos à nossa vida ativa. Só conseguimos fazer parte dessa saúde publica se colaborarmos com quem está na linha da frente, que está a sacrificar a sua saúde e a sua vida por todos. Vamos colaborar dessa forma. Para os amantes do futebol, a exigência será a mesma. Quanto melhor cumprimos com essas indicações, mais depressa vamos voltar a ter futebol e a ver jogos. Vamos colaborar para que isso aconteça o mais depressa possível”.
SAD do Santa Clara afasta possibilidade de reduzir salários
A Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Clube Desportivo Santa Clara - representante açoriano na alta-roda do futebol luso - decidiu alargar a todos os colaboradores a medida, já anunciada para o plantel, de não reduzir salários.
Segundo adianta o diário desportivo "A Bola", esta posição não será revertida, uma vez que a Liga de Clubes pretende levar o campeonato até ao fim, embora o quadro de pandemia da Covid-19 deixe tudo em aberto. 
Recorde-se, a propósito, que alguns clubes da esfera do futebol profissional em Portugal já começaram a tomar medidas. Belenenses, Desportivo de Chaves e Leixões estão em lay-off, ao passo que SL Benfica, Sporting CP e Sporting de Braga avançaram para férias. A redução de salários, pelo menos enquanto durar o quadro actual, é uma forte possibilidade.
CA/MN