Angrense com dois novos equipamentos criados por Laura Reis
Os novos equipamentos do Sport Club Angrense têm um cunho da ilha de São Jorge. A sua criadora, Laura Reis, é jorgense e está a estudar moda no Porto.
São dois os novos equipamentos deste clube de Angra do Heroísmo: um oficial, de cor vemelha e branca, e um alternativo, de cores dourada e azul escuro. Foram escolhidos no catálogo da empresa DESPORTREINO, onde a jovem criadora estagiou.
"A minha função nesta empresa foi a de criar. Desenvolvi vários modelos, tendo um dos quais sido selecionado para o catálogo da empresa para o corrente ano e a opção do Sport Clube Angrense para a próxima época desportiva", recorda Laura Reis.
O curso profissional na área de Design de Moda está agora a terminar. A Escola Artística Soares dos Reis foi a sua casa durante três anos e não há nada de que se arrependa. "É um excelente estabelecimento de ensino do qual levo as melhores referências", diz a DI.
Ainda assim, o gosto pelo desenho de moda não é uma descoberta recente.
"Desde pequena que sei do meu interesse por esta área. Desenhava alguns croquis (peças de roupa para senhora) e mostrava sempre aos meus pais, que me diziam que tinha jeito. E foi perante as avaliações e o incentivo que eles me deram que pensei em seguir Design de Moda. Na altura estudava na Escola Básica e Secundária da Calheta, em São Jorge. Após concluir o nono ano entrei para a Escola Artística Soares dos Reis", lembra.
NA ILHA DO DRAGÃO
Laura Reis não sabe ainda se quer prosseguir estudos na área, mas uma coisa é certa: o futuro passa pelos Açores e, se possível, por São Jorge.
Apesar disso, a jovem de 19 anos diz ter consciência dos constrangimentos de quem quer seguir Moda e viver numa ilha como São Jorge.
"Tenho a noção clara de que será muito difícil trabalhar e ter sucesso nesta área, devido aos constrangimentos de se viver numa ilha tão periférica e tão condicionada como é São Jorge. E mesmo pensando que as novas tecnologias já nos permitem trabalhar à distância, nesta e noutras áreas, a realidade não é tão simples como isso. Para se trabalhar na moda devemos estar no centro da sua atividade. É o mais desejável, claro. Soluções diferentes serão sempre soluções alternativas, muito mais difíceis e para as quais temos de nos preparar", adianta a jorgense.
Mas a vida não é difícil só para os criadores das ilhas. Laura Reis lamenta que os designers/estilistas portugueses só sejam reconhecidos lá fora, apesar do seu talento.
"É uma luta árdua contra uma mentalidade difícil de alterar. Penso que chega a ser ingrato estarmos constantemente a ser bombardeados com moda internacional quando temos ótimos criadores e marcas nacionais com propostas muito interessantes. O mercado e o país têm que apostar na moda nacional. Acredito que, quando o fizerem, não se irão arrepender", assegura.
É com esta perspetiva de vida que Laura Reis vai tentar estabelecer-se na ilha enquanto criadora de equipamentos desportivos. Sempre gostou, aliás, de desporto e foi jogadora de voleibol.
"Gosto muito de desporto, por isso sinto-me confortável a desenhar este tipo de vestuário. Como fui praticante de voleibol e atenta aos outros desportos, foi-me fácil perceber as necessidades de um desportista e, assim, desenvolver equipamentos adequados à prática desportiva", frisa.
Apesar disso, vai continuar o desenho de roupa de estilo clássico/casual, para o qual foi preparada.
Fonte: Diário Insular
São dois os novos equipamentos deste clube de Angra do Heroísmo: um oficial, de cor vemelha e branca, e um alternativo, de cores dourada e azul escuro. Foram escolhidos no catálogo da empresa DESPORTREINO, onde a jovem criadora estagiou.
"A minha função nesta empresa foi a de criar. Desenvolvi vários modelos, tendo um dos quais sido selecionado para o catálogo da empresa para o corrente ano e a opção do Sport Clube Angrense para a próxima época desportiva", recorda Laura Reis.
O curso profissional na área de Design de Moda está agora a terminar. A Escola Artística Soares dos Reis foi a sua casa durante três anos e não há nada de que se arrependa. "É um excelente estabelecimento de ensino do qual levo as melhores referências", diz a DI.
Ainda assim, o gosto pelo desenho de moda não é uma descoberta recente.
"Desde pequena que sei do meu interesse por esta área. Desenhava alguns croquis (peças de roupa para senhora) e mostrava sempre aos meus pais, que me diziam que tinha jeito. E foi perante as avaliações e o incentivo que eles me deram que pensei em seguir Design de Moda. Na altura estudava na Escola Básica e Secundária da Calheta, em São Jorge. Após concluir o nono ano entrei para a Escola Artística Soares dos Reis", lembra.
NA ILHA DO DRAGÃO
Apesar disso, a jovem de 19 anos diz ter consciência dos constrangimentos de quem quer seguir Moda e viver numa ilha como São Jorge.
"Tenho a noção clara de que será muito difícil trabalhar e ter sucesso nesta área, devido aos constrangimentos de se viver numa ilha tão periférica e tão condicionada como é São Jorge. E mesmo pensando que as novas tecnologias já nos permitem trabalhar à distância, nesta e noutras áreas, a realidade não é tão simples como isso. Para se trabalhar na moda devemos estar no centro da sua atividade. É o mais desejável, claro. Soluções diferentes serão sempre soluções alternativas, muito mais difíceis e para as quais temos de nos preparar", adianta a jorgense.
Mas a vida não é difícil só para os criadores das ilhas. Laura Reis lamenta que os designers/estilistas portugueses só sejam reconhecidos lá fora, apesar do seu talento.
"É uma luta árdua contra uma mentalidade difícil de alterar. Penso que chega a ser ingrato estarmos constantemente a ser bombardeados com moda internacional quando temos ótimos criadores e marcas nacionais com propostas muito interessantes. O mercado e o país têm que apostar na moda nacional. Acredito que, quando o fizerem, não se irão arrepender", assegura.
É com esta perspetiva de vida que Laura Reis vai tentar estabelecer-se na ilha enquanto criadora de equipamentos desportivos. Sempre gostou, aliás, de desporto e foi jogadora de voleibol.
"Gosto muito de desporto, por isso sinto-me confortável a desenhar este tipo de vestuário. Como fui praticante de voleibol e atenta aos outros desportos, foi-me fácil perceber as necessidades de um desportista e, assim, desenvolver equipamentos adequados à prática desportiva", frisa.
Apesar disso, vai continuar o desenho de roupa de estilo clássico/casual, para o qual foi preparada.
Fonte: Diário Insular