FINAL DA TAÇA DE SÃO
MIGUEL:
Capelense, 2 - Santa Clara B,
3
Eficácia valeu mais um troféu para o
Santa Clara
Encarnados juntaram a Taça de São Miguel à de Honra depois de
derrotarem o Capelense na final por 3-2. Num jogo com duas partes distintas
venceu quem melhor acerto revelou na finalização.
O Santa Clara abriu e fechou a temporada 2011/12 a festejar. Depois de em
Novembro ter celebrado a conquista da Taça de Honra, na noite desta
quinta-feira, dia 17, a equipa B dos encarnados de Ponta Delgada ergueu o troféu
correspondente à vitória na Taça de São Miguel. No desafio da final o colectivo
de Pedro Bermonte bateu o Capelense por 3-2.
Foi um jogo com duas partes distintas. Na primeira o Santa Clara foi superior
e justificou os dois golos de vantagem ao intervalo. Basílio abriu o marcador
aos 13 minutos e Chalana, aos 27, elevou a contagem na conversão de uma grande
penalidade que puniu falta de Manuel Marques sobre Hélder Arruda. Na reacção aos
dois golos sofridos a turma das Capelas pecou na finalização: Ruben Leite atirou
à figura do guarda-redes Vieirinha e Valtinha, de bicicleta, errou o alvo por
centímetros.
A bússola continuou a apontar a baliza sul no decorrer da segunda parte
porque o Capelense reapareceu em campo a colocar maior intensidade nas saídas
para o ataque e porque o treinador, Sidónio Ferreira, também arriscou com a
saída de Manuel Marques para a entrada de Bruno Sousa. Mauro deu o primeiro
aviso e, aos 50 minutos, a formação das Capelas diminuiria a desvantagem num
auto-golo de Rui Mota após cruzamento de Bruno Sousa.
Estava relançado o desafio e o recuo dos encarnados no terreno permitiu que o
opositor mandasse no jogo. Mas o Capelense não criava perigo e no contra-ataque
o Santa Clara mostrava que estava vivo: Rui Oliveira interceptou o remate que
poderia ser vitorioso de Canigia mas pouco depois, aos 81 minutos, Hélder Arruda
assinou o golo mais bonito da noite.
Nos descontos, Rui Oliveira voltou a reduzir (3-2) de grande penalidade mas
não havia tempo para mais. O árbitro, Pedro Cabral, que foi poupado nos amarelos
e fechou os olhos a uma agressão de José Pacheco a Diogo Moniz, deu por
concluída a partida e iniciou-se a festa encarnada pela segunda conquista em
época de estreia do projecto da equipa B.
Referência final para o facto deste ter sido o último jogo oficial disputado
no relvado natural do municipal da Ribeira Grande. A partir da próxima semana
entram em campo as máquinas para procederem à empreitada de substituição do
tapete verde por um relvado sintético. O jogo merecia mais público. Cerca de 300
espectadores é pouco para uma final…
Ficha técnica
Estádio Municipal da Ribeira Grande.
Árbitro: Pedro Tavares (AF Ponta Delgada).
Auxiliares: Luís Cabral e Paulo Medeiros.
Capelense: Pedro Martins; Manuel Marques (Bruno Sousa, 45), Quental, Rui
Oliveira e José Pacheco; Valtinha, João Pereira e Bolinhas; Tiago Oliveira,
Mauro e Ruben Leite (Rodolfo, 87).
Treinador: Sidónio Ferreira.
Santa Clara: Vieirinha; Vítor Sousa, Filipe, António Alves e Rui Mota
(Menina, 83); Diogo Moniz, Chalana e Aurínio (Luís Filipe, 86); Basílio (Tiago
Resendes, 70), Canigia e Hélder Arruda.
Treinador: Pedro Bermonte.
Ao intervalo: 2-0.
Marcadores: Basílio (13), Chalana (27 gp), Rui Mota (50 pb), Hélder Arruda
(81) e Rui Oliveira (90+2 gp).
Disciplina: cartão amarelo a Vítor Sousa (42), Rui Mota (61), Filipe (67) e
Quental (71).
Fonte: SZ