5.25.2020

I Liga NOS: Futebol de regresso em Portugal a 3 Junho

Liga recomeça a 3 de junho, em Portimão
Já está definido o calendário da 25.ª jornada da Liga, a primeira a ser disputada após a suspensão provocada pela pandemia de covid-19.
A competição regressa a 3 de junho, e com dois jogos: o Portimonense-Gil Vicente, no Algarve (19h), e o duelo entre o Famalicão e o líder FC Porto (21h15), que será disputado em Barcelos, ao que tudo indica.
No dia seguinte, 4 de junho, entra em campo o segundo classificado, Benfica, que recebe o Tondela a partir das 19h15. Segue-se o encontro entre Vitória de Guimarães e Sporting, pelas 21h15, mas o dia começa com o Marítimo-V. Setúbal (19h).
Importa referir que o Santa Clara-Sp. Braga estava inicialmente marcado para as 21 horas do dia 5 de junho, mas foi antecipado duas horas, para salvaguardar questões relativas à iluminação da Cidade do Futebol.
LIGA DE PORTUGAL CALENDÁRIO DOS JOGOS
A primeira Liga profissional de Futebol em Portugal vai regressar no próximo mês de junho mais precissamente na quarta-feira dia 3, com os dois primeiros jogos referentes á 25ª jornada, Portimonense- Gil Vicente e Famalicão - FC Porto os restantes encontros vaia-se disputar ao longo da mesma semana. Fica aqui o calendário da 25ª e 26ª jornadas da I Liga nos seguintes dias e horas.
JOGOS da 25.ª jornada
Quarta-feira, dia 3 de junho
Portimonense – Gil Vicente, 19 horas
Famalicão – FC Porto, 21.15 horas
Quinta-feira, dia 4
Marítimo – V. Setúbal, 19 horas
Benfica – Tondela, 19.15 horas
V. Guimarães – Sporting, 21.15 horas

Sexta-feira, dia 5
Santa Clara – SC Braga, 21 horas
Sábado, dia 6
Desp. Aves – Belenenses, 19 horas
Boavista – Moreirense, 21.15 horas

Domingo, dia 7
Rio Ave – Paços de Ferreira, 21 horas
JOGOS da 26.ª jornada
Terça-feira, dia 9 de junho
Gil Vicente – Famalicão
Quarta-feira, dia 10
V. Setúbal – Santa Clara, 17 horas
Portimonense – Benfica, 19.15 horas
FC Porto – Marítimo, 21.30 horas

Quinta-feira, dia 11
Tondela – Desp. Aves., 19 horas
Belenenses – V. Guimarães, 21.15 horas

Sexta-feira, dia 12
Moreirense – Rio Ave, 19 horas
Sporting – P. Ferreira, 21.15 horas

Sábado, dia 13
SC Braga – Boavista, 21 horas

5.24.2020

Futebol: Carlos Pereira discorda desfecho diferente traçado para 1.ª e 2.ª Ligas

Presidente do Marítimo discorda do desfecho diferente entre 1.ª e 2.ª Liga
Carlos Pereira diz que os clubes do segundo escalão não contestaram a decisão devido ao apoio financeiro
O presidente do Marítimo, Carlos Pereira, disse este sábado estar contra o desfecho diferente traçado para 1.ª e 2.ª Ligas e que os clubes do segundo escalão não contestaram devido ao apoio financeiro.
Em causa, está o facto de a 1.ª Liga regressar, a 3 de junho, para se disputar as últimas 10 jornadas, enquanto a 2.ª Liga foi cancelada, após ambas terem estado paradas, devido à pandemia de covid-19.
"Se parasse a 1.ª e a 2.ª Ligas e se considerássemos o 'ano zero', com subidas e descidas administrativas ou sem subidas e descidas administrativas, eu estava plenamente de acordo. Agora não posso ter duas competições profissionais em que numa desce desportivamente e noutra sobe administrativamente, sem ter que disputar as últimas 10 jornadas", defendeu, em declarações à RTP-Madeira.
O dirigente verde rubro acrescentou que o apoio que as equipas da 2.ª Liga receberam condicionou a posição desses mesmos clubes nesta contestação.
"O que não há direito é que os clubes que já não disputavam praticamente nada, a troco de uns patacos, tenham cedido a não fazer esta contestação. É um direito que lhes assistia, mas, às vezes, as dificuldades financeiras que estão em cima de cada um os obriga a estarem calados e a prepararem a próxima época de uma forma diferente, sustentando o que os míseros 180 mil euros lhes proporciona para a próxima época. É por isto que o futebol não pode viver assim", comentou.
A impugnação do Marítimo ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), em 15 de maio, sobre a suspensão definitiva da 2.ª Liga, trata-se de uma queixa à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), à qual considera haver uma "liderança fraca", além de uma "navegação à vista" e não uma ação contra Nacional e Farense, os dois primeiros classificados, garantiu Carlos Pereira.
"Daqueles que são os 149 artigos, para alterar foram escolhidos quatro para criar uma revolta entre Marítimo e Nacional, quando não tem nada de verdade, muito menos com o meu amigo João Rodrigues, [presidente] do Farense. Não queremos alterar por alterar. Queremos alterar para dar confiança ao que será o novo modelo de governação e a nova Comissão Executiva da própria Liga", afirmou o presidente maritimista.
Carlos Pereira deixou ainda uma palavra ao homólogo do FC Porto, Pinto da Costa, após um desacordo entre os dois na última reunião de presidentes da 1.ª Liga, em causa devido ao dirigente do Marítimo ter considerado uma "traição" a reunião entre os líderes dos três 'grandes', os presidentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e LPFP e ainda o primeiro-ministro, em 28 de abril.
"Não percebo onde está a ofensa, mas percebo se dá jeito, e foi isso que eu disse, nesta altura, não reunir com o Benfica e com o Sporting, tem todo o direito de o fazer. Não tem é o direito de me usar para não estar em reuniões que foram aconselhadas a serem feitas, porque a posição tomada para a 2.ª Liga dá muito jeito à 1.ª Liga, mas, infelizmente, não vou ser campeão, não tenho interesse direto nisso, por isso, que me perdoe o meu amigo Jorge Nuno Pinto da Costa, mas vou ser igual ao que sempre fui", respondeu.

5.11.2020

1 de Maio de 1991: São João Paulo II visitou os Açores

11 de Maio, desde 1991, é para mim uma data especial e inesquecível. João Paulo II em ilhas açorianas! Aqui fica a minha Nota de Abertura de hoje no Atlântico Expresso, a marcar a data.
“Um Santo nos Açores”
Completam-se hoje 29 anos sobre a data da visita de São João Paulo II aos Açores, onde esteve na Terceira e em São Miguel. Uma inolvidável para quem a viveu e que merece nunca ser esquecida. Este ano, e por coincidência, este aniversário ocorre no dia em que, não fosse a situação em que nos encontramos, se iniciaria a semana das Festas do Senhor Santo Cristo, cuja Imagem saiu à rua, excepcionalmente, naquele Sábado, 11 de Maio de 1991, para estar no local onde se realizou a celebração da Palavra, já que a Eucaristia foi celebrada na Ilha Terceira, sede do Bispado açoriano.
Não podia, por isso mesmo, ser outro o tema desta nossa Nota de Abertura, já que os acontecimentos marcantes merecem ser evocados, não só como efeméride, mas acima de tudo como lição, porque a nossa identidade faz-se pela história, nos momentos bons para neles nos revermos e nos menos bons para os não repetirmos.
Em 2014, por ocasião da canonização de João Paulo II e de João XXIII que ocorreu no dia 27 de Abril daquele ano, em Roma, Américo Natalino Viveiros editou o livro “Um Santo nos Açores” que para além de recordar em texto e fotos a visita aos Açores, incluiu diversos testemunhos sobre ambos os Papas.
Nesse livro, escrevemos que “ambos os Papas que a Igreja agora reconhece com as honras dos altares foram lutadores estrénuos pela Liberdade e pela Paz. João Paulo II chegou a afirmar que “a democracia precisa da virtude, se não quiser ir contra tudo o que pretende defender e estimular”.
Na sua visita, João Paulo II referiu o dom missionário dos Açorianos que durante estes cinco séculos de história têm contribuído para a dilatação da Fé no Mundo, não só com as grandes figuras que deram à igreja universal, mas acima de tudo com o testemunho dos que daqui saíram para os vários continentes e que levaram a crença e a tradição, as vivências e os cultos que hoje se sentem em vários países, como raízes de açorianidade profunda que é bom reconhecer. A visita papal aos Açores foi como que o reconhecimento destes séculos de Fé e hoje, passados estes anos, resta-nos a consolação de sentirmos que valeu a pena.
Em tempo de confinamento e restrições, esta data passa apenas por uma memória, mas atrevemo-nos a deixar uma sugestão a quem de direito: que no próximo ano 2021 em que se comemoram os 30 anos sobre a data da visita, e coincidindo o dia 11 de maio com a terça-feira da festa do Senhor Santo Cristo, que será no dia 9 de Maio, se possa dignamente celebrar a efeméride, perpetuando-a com um obelisco ou outra forma artística, que assinale o local onde João Paulo II orou perante a imagem mais querida dos micaelenses e de onde falou ao coração de todos os presentes, estimulando todos, principalmente os jovens a “não terem medo de ser santos”.
Num tempo em que é clara a estratégia de varrer e esmagar os princípios da civilização cristã, em nome de ideais hedonistas e materialistas, é dever de quem discorda dessa estratégia dar sinais de que “estamos vivos” e fazer memória é uma forma de dizer que afinal há valores que essas minorias não conseguem destruir.
A visita de João Paulo II foi mais do que um simples acontecimento. Foi uma afirmação e um apelo a que não se percam as raízes e a matriz que enforma a alma açoriana numa trilogia de sentimentos que ninguém matará: o Culto ao Espírito Santo na alegria e na partilha, a Fé no Santo Cristo, Príncipe das Ilhas e a devoção a Maria, a Senhora dos Açores!
Santos Narciso

Faz 29 anos que o Papa João Paulo II veio aos Açores

Editorial do Jornal "O Dever" da passada quinta feira.
O Papa que quis vir aos Açores!
No próximo dia 11 deste mês de Maio, faz 29 anos que Sua Santidade o Papa João Paulo II veio aos Açores, foi aprimeria vez que o Sucessor de Pedro visitou a Diocese de Angra.
Desde a sua primeira visita a Portugal, em Maio de 1982, que a nossa Diocese ansiava que o Papa viesse aos Açores, pois já nessa altura, em que S. João Paulo II veio a Fátima agradecer o dom da vida, por causa do atentado ocorrido contra a sua pessoa, na Praça de São Pedro, no Vaticano, precisamente em 13 de Maio de 1981, o Bispo de Angra de então, D. Aurélio Granada Escudeiro, fez o convite, juntamente com o Presidente do Governo Regional do tempo, Dr. Mota Amaral, para que os Açores fossem incluídos no périplo papal, que incluiu Lisboa, Vila Viçosa, Fátima, Coimbra, Braga e Porto, mas, não foi possível incluir as ilhas atlânticas.
No entanto o desejo do Papa vir aos Açores foi-se alimentando e sonhado por muitos de nós. Lembro-me de o Pe. Jacinto Monteiro dizer, depois do Papa João Paulo II ter ido visitar as ilhas de Cabo Verde, em Janeio de 1990: “agora sei que o Papa vai vir aos Açores”. O Sr. Bispo D. Aurélio nunca desistiu da ideia, também eu, que tinha acompanhado todas as trasmissões da RTP (único canal telvisivo da época) aquando da visita de 1982, e que tinha uma grande admiração por ele, sonhava com essa visita.
Os meus primeiros 4 anos de Padre, foram vividos no Paço Episcopal de Angra, como Secretário Particular do Sr. D. Aurélio, que durante 22 anos foi Bispo da nossa Diocese, por essa razão, acompanhei desde a primeira hora a vinda do Santo Padre a terras açorianas, mesmo alguns meses antes de ter sido dado a conhecer publicamente.
Em Outubro de 1990, fui chamado ao gabinete do Sr. Bispo e ele passa-me para a mão uns papeis para eu datilografar (não havia ainda computadores), ao olhar para os tais papéis li o título com a letra única do Sr. D. Aurélio, “O Papa vem aos Açores”; fiquei admirado e olhei para o Sr. Bispo, ele com brilho nos olhos diz-me: é verdade o Papa vem aos Açores, mas, por agora é “segredo de confissão”, e foi… em Dezembro afirmaram que o Papa iria à Madeira, então por cá começaram a dizer, se vai á Madeira, também vem aos Açores. Lembro-me de nesse dia, durante o jantar, o Sr. D. Aurélio afirmar, “na Madeira já deram com a língua nos dentes, por aqui continuamos igual”!
Só em Janeiro de 1991, é que foi declarada pública tão aguardada visita, em que o Sr. D. Aurélio defendeu sempre que o Papa vinha a Portugal para vir aos Açores e à Madeira, o que muitas pessoas, mesmo até Prelados de outras Dioceses achavam que era uma “presunção” do nosso Bispo!
Começou a preparar-se o programa, para esse inolvidável 11 de Maio de 1991, vieram comitivas de Roma, Comissão nacional; escolheram os espaços para a celebração da Eucaristia em Angra, ficou por ser em frente à Praça de Toiros, mas o Relvão também foi pensado… houve a polémica da imagem do Senhor Santo Cristo sair do Santuário para o local da celebração da Palavra, em Ponta Delgada, mas que acabou por se ultrapassar. Enfim, foi uma jornada de trabalho, oração e preparação das pessoas para acolheram o Sucessor de Pedro, que pela primeira vez (e se calhar única) pisava terra açoriana, nas ilhas Terceira e de São Miguel, (a que tem a sede da Diocese e a que é mais populosa) foi esse o critério da escolha. Já que o programa não dava para ir a mais nenhuma, embora se tivesse tentado que fosse também ao Faial.
No dia 10 de Maio o Papa chegava a Lisboa precisamente na hora do almoço, por isso o Sr. Bispo pediu que eu colocasse uma telvisão na sala de jantar, para ele com os convidados que estavam cá, Padres e Bispos, pudessem acompanhar a chegada do Santo Padre pela segunda vez ao nosso país.
Eis que vemos, no écran, o avião da Alitália, aterrar em Lisboa e proceder-se à cerimónia oficial da chegada, com as autoriadades do país, Bispos da Conferência Episcopal, com a falta dos Bispos de Angra e o do Funchal, que estavam em suas Dioceses a aguardar a vinda do Papa.
O Santo Padre desce a escada do avião, não beijou o solo, porque já o tinha feito em 1982, dirigindo-se para a tribuna dos discursos, cumprimentando todos os presentes. O Presidente da República faz o discurso de boas vindas onde expressou a alegria por termos novamente o Sucessor de Pedro entre nós. Depois foi a vez do Papa fazer o seu discurso inaugural desta segunda visita ao nosso país; pouco depois de começar a discursar afirma João Paulo II: “Com grande alegria, volto a este Portugal bem-amado acedendo de todo o coração ao convite das autoridades civis, com Vossa Excelência à frente, Senhor Presidente da República, e do Eminentíssimo Cardeal Patriarca, em nome dos Bispos portugueses, para visitar algumas regiões deste País, em especial as Dioceses de Angra do Heroísmo, no Arquipélago dos Açores, e do Funchal, no Arquipélago da Madeira, que não pude visitar em 1982”.
Estou a ver como se fosse hoje, o Sr. D. Aurélio, com um brilho nos olhos e uma grande alegia no coração disse bem alto: “eu dizia, eu dizia e não queriam acreditar, Papa vem a Portugal para vir aos Açores e à Madeira”, eu bem dizia, repetiu… e assim ficou provado que ele tinha razão!
S. João Paulo II quis vir aos Açores… que continue a olhar por estas ilhas!
Pe. João António Neves

Coliseu Micaelense - 100 anos de cultura

Década de 1910 - Coliseu Micaelense - 100 anos de cultura”
O PRIMEIRO DOS AÇORES E O SEGUNDO DE PORTUGAL
Depois de quatro anos de construção ininterrupta, o Coliseu Avenida é inaugurado a 10 de maio de 1917 em Ponta Delgada, na confluência da Avenida Roberto Ivens com a Rua de Lisboa, assumindo-se como “a primeira casa de espetáculos dos Açores e a segunda de Portugal” (o Coliseu dos Recreios abrira em 1890 e o do Porto só abriria em 1941). Na gala inaugural, presidida por José Maria Raposo de Amaral, atua uma orquestra sinfónica local dirigida pelo maestro José Cordeiro, num palco com pano de boca pintado por Domingos Rebelo e proscénio esculpido por Canto da Maia, perante a lotação esgotada de 600 cadeiras de plateia, 1200 lugares de geral e 80 camarotes de primeira e de segunda ordens.
Quatro dias depois, a nova casa de espetáculos acolhe um certame de filarmónicas micaelenses, com sete bandas de música provenientes de Ponta Delgada, Ribeira Grande, Rabo de Peixe, Água de Pau e Vila Franca do Campo.
A inauguração das sessões cinematográficas ocorre a 17 de maio, com a projeção de filmes mudos acompanhada localmente pelos 18 músicos da orquestra de José Cordeiro, e o primeiro espetáculo de revista sobe ao palco a 21 de junho, com um original de Jorge Pereira e Castanheira Lobo intitulado “Etc. e Tal”.
Em outubro, o Coliseu acolhe o primeiro concerto de música sinfónica, com uma orquestra micaelense de 34 músicos; o primeiro espetáculo de caridade, a favor da família de um alfaiate falecido; e a primeira sessão política, promovida por José Maria Raposo de Amaral para preparação das eleições administrativas.
No final deste ano inaugural de 1917, a Sociedade Coliseu Micaelense elege os seus primeiros órgãos sociais, presididos por José Maria Raposo de Amaral (Assembleia Geral), Luís Bettencourt de Medeiros e Câmara (Direção) e Frederico Carlos dos Santos Ferreira (Conselho Fiscal).
No ano seguinte, decorrem aqui os primeiros folguedos carnavalescos, estreia-se o filme “Christus” com uma lotação esgotada de mais de dois mil espetadores, apresentam-se as companhias artísticas de Augusto de Andrade, Artur Ângelo e Abílio do Amaral, promove-se uma récita infantil a favor das famílias dos soldados micaelenses que partem para a guerra, exibem-se imagens aéreas de Ponta Delgada captadas por hidroaeroplanos norte-americanos e, até, realizam-se combates de boxe entre marinheiros americanos e ingleses perante a assistência do próprio comandante da base naval dos Estados Unidos em S. Miguel, almirante Dunn.
Em 1919, o Coliseu homenageia os “intrépidos aviadores que fizeram a travessia da América aos Açores em hidroavião”, promove um sarau a favor da Associação de Caridade “O Século XXI” e acolhe espetáculos de revista, de opereta e, até, de caráter equestre.
- José Andrade
(Baseado no seu livro “Coliseu Micaelense- 100 anos de cultura”)
A assinalar os 103 anos do Coliseu Micaelense (10 de maio de 1917 - 10 de maio de 2020) na revista Açores do jornal Açoriano Oriental:

5.06.2020

Rali Além Mar Ilha Azul foi adiado

XXXI Edição do Rali Além Mar Ilha Azul adiado

Inicialmente previsto para se realizar nos dias 5 e 6 de Junho, o Rali Além Mar Ilha Azul foi adiado para data a anunciar, comunicou a organização.
“Considerando a publicação da Resolução do Conselho de Governo que aprovou o Roteiro da Região Autónoma dos Açores «Critérios para uma saída segura da Pandemia COVID-19», a Direção do Clube Automóvel do Faial em conjunto com o seu principal patrocinador, a Fábrica de Tabaco Estrela, decidiu adiar para data a anunciar oportunamente a XXXI edição do Rali Além-Mar Ilha Azul, que estava inicialmente agendado para os dias 5 e 6 de Junho de 2020”.
A Direção do Clube Automóvel do Faial entende que “em primeiro lugar está a saúde das pessoas, e neste momento com a recomendação do Governo dos Açores para a suspensão até às 00:00 horas do dia 15 de Junho, da realização de eventos públicos e abertos ao público, levou a esta nossa tomada de posição”.
No entanto, “o Clube Automóvel do Faial tendo em conta o cenário de crise, mas ciente do enorme contributo em termos económicos que a organização de um rali tem para a economia de cada uma das nossas ilhas, irá fazer de tudo, claro está colocando sempre as questões da saúde pública em primeiro lugar, e as orientações emanadas da Autoridade Regional de Saúde, para que o Campeonato dos Açores de Ralis possa ser uma realidade no corrente ano”.

Campeonato de Portugal: Vizela e Arouca sobem á II liga

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FPF indica Vizela e Arouca para subirem à II Liga
Clubes contestam e Praiense remete assunto para a justiça
A Federação Portuguesa de Futebol anunciou na tarde de Sábado, através de um comunicado, que vai indicar o Vizela e o Arouca para a subida à II Liga.
“A 24 de Abril, a UEFA indicou às federações que deveriam ter em conta o mérito desportivo sempre que não fosse possível terminar em campo uma competição”, e sendo que o Campeonato de Portugal não chegou a ser terminado, “na época 2019/20 serão indicados para ascender à II Liga o Futebol Clube de Vizela, Futebol SAD (Série A) e o Futebol Clube de Arouca, Futebol SDUQ LDA (Série B).”
À data da suspensão do Campeonato de Portugal, o Vizela liderava a Série A com 60 pontos (mais oito que o segundo classificado Fafe), enquanto o Arouca estava em 1.º lugar na Série B com 58 pontos (mais oito que o Lusitânia de Lourosa).
Na Série C o líder era o Praiense com 53 pontos e na Série D o Olhanense com 57 pontos (os mesmos que o Real Massamá).
Confira o comunicado da FPF na íntegra:
“A Direcção da Federação Portuguesa de Futebol deu por terminadas, a 8 de Abril, as provas nacionais seniores não-profissionais que organiza.
Na mesma data, decidiu que analisaria «de que forma, serão indicados os dois clubes que acedem à II Liga de futebol».
O Decreto-Lei 18-A/2020, de 23 de Abril, autorizou as federações a proceder às alterações regulamentares necessárias para dar resposta a constrangimentos causados pela emergência de saúde pública relacionada com a pandemia COVID-19.
A 24 de Abril, a UEFA indicou às federações que deveriam ter em conta o mérito desportivo sempre que não fosse possível terminar em campo uma competição.
No dia 30 de Abril, o Conselho de Ministros decidiu que só autorizará a realização de jogos da Liga NOS e a final da Taça de Portugal.
A FPF assinou com a Liga Portugal, a 1 de Julho de 2016, um contrato que estabelece, entre outros pontos, que ascendem à II Liga dois clubes do Campeonato de Portugal, em função do mérito desportivo.
O Campeonato de Portugal é uma competição em duas fases. Na primeira, 72 clubes competem em 4 séries de 18 equipas. Os dois primeiros de cada série disputam um play-off para encontrar os dois a indicar à II Liga.
O Campeonato de Portugal foi interrompido em Março, quando faltavam disputar nove jornadas da primeira fase e todos os clubes se encontravam com o mesmo número de jogos.
É manifesta a impossibilidade de utilizar o play-off para indicar à Liga Portugal os dois clubes com acesso à II Liga.
Assim, a Direção da FPF reconhece o mérito desportivo e indicará, de entre os líderes das séries à data em que a prova foi dada por concluída, os dois clubes com maior número de pontos.
Na época 2019/20 serão indicados para ascender à II Liga o Futebol Clube de Vizela, Futebol SAD (Série A) e o Futebol Clube de Arouca, Futebol SDUQ LDA (Série B)”.
Praiense vai recorrer: “Pela verdade desportiva”
Entretanto, o Praiense anunciou que vai recorrer para a justiça da indicação da Federação Portuguesa de Futebol de subir Vizela e Arouca à II Liga.
Na sua página do Facebook, o Praiense reforça que “não se podem inventar regras, que contrariem toda a lógica de um regulamento”, pelo que vai recorrer judicialmente.
“Foi com um enorme surpresa e estupefação que tivemos conhecimento do comunicado oficial da Federação Portuguesa de Futebol, em relação ao Campeonato de Portugal.
Nunca, em momento algum, esperávamos que houvesse uma clara violação da igualdade de tratamento na decisão da FPF perante as equipas que lideravam as séries do CP. A expectativa criada até este comunicado foi sempre a de uma decisão administrativa justa, baseada em princípios básicos do Estado de Direito.
Na nossa modesta opinião, a decisão da FPF enferma de erro nos critérios que a nortearam. O «mérito desportivo» não se fundamenta na equipa que tem mais pontos numa série que, de antemão, nunca garantiria uma subida à II Liga. Qualquer equipa na sua série poderia ter 100 pontos à frente do 2.º classificado, e tal situação só permitiria o acesso ao Play-off. A própria lógica inerente a todo o Campeonato de Portugal é esta: A de que é indiferente a vantagem do 1.º para o 2.º classificado da sua série.
Pela nossa gente, que tanto tem sonhado por uma subida justa, pelos nossos atletas, que sempre acreditaram no nosso projeto, pela nossa equipa técnica, pela Praia da Vitória, e pelos Açores, que há muito já se habituaram a lidar com os tiques centralistas, demos orientação ao nosso advogado para iniciar um processo judicial que vise a anulação da decisão da FPF por violação de princípios constitucionais; e a eventual ação indemnizatória pela perda de oportunidade de participarmos no acesso à II Liga. Não se podem inventar regras que contrariem toda a lógica de um regulamento. E esta decisão da FPF é um paradoxo perante todo o regulamento do Campeonato de Portugal”.
“Fomos enganados”
A decisão da FPF foi também contestada pelo Olhanense, que também ficou de fora.
A Direcção da Sporting Clube Olhanense Futebol SAD reagiu à decisão da FPF em comunicado publicado no Facebook, onde se pode ler que esta “viola claramente a verdade desportiva, o mérito desportivo, o critério de territorialidade e o regulamento da competição, não sendo nem justa nem equitativa”.
De igual modo, a AD Fafe, que era segundo classificado na Série A do Campeonato de Portugal, assume que a decisão da Federação Portuguesa de Futebol de não realizar um play-off de subida à II Liga terá “consequências trágicas” para o clube.
“Em contrapartida, a mesma Federação permitiu a realização dos 90 jogos da I Liga. Estas decisões têm consequências trágicas para a nossa Associação e outras similares”, afirma ainda os fafenses.
Do mesmo modo, o Real SC, que era segundo classificado na Série D, do Campeonato de Portugal, na altura do cancelamento da competição acusa o organismo presidido por Fernando Gomes de estar a “enganar os clubes”.
Em comunicado, o Real SC diz que “ao tomarmos conhecimento da decisão da FPF sobre o Campeonato de Portugal, a primeira ideia que nos vem à cabeça é a de que mais uma vez fomos enganados. E por quem? Pela FPF”.
“A verdade é que, o Real Sport Clube e os outros clubes em posição de disputar a subida foram contactados por responsáveis da FPF para estarem preparados para o play-off. Foi o que fizemos, com todos os encargos inerentes à manutenção da equipa.
Afinal de contas era tudo uma mentira. Sentimo-nos ludibriados. E por quem? Pela FPF”, acrescenta.
Seis emblemas pedem reunião
O Olhanense avançou mesmo no seu Site da Internet, que as direcções do Lourosa, Olhanense, Real, Praiense, Benfica e Castelo Branco e Fafe, “dizem-se surpreendidos com a decisão, pelo que as direcções dos clubes suprarreferidos reuniram, atendendo a que tal situação contraria totalmente aquilo que lhes foi transmitido desde o início de Abril pelo departamento de competições da FPF, que sempre lhes disse que aguardassem serenamente, pois, em articulação com o Governo e a Direcção-Geral da Saúde, a breve trecho, iriam ser anunciadas as datas de início dos treinos, bem como as datas e os locais onde se iriam realizar os jogos de play-off.
Posto isto, consideram os clubes que é da mais elementar necessidade o agendamento de uma reunião conjunta com a direcção da FPF, de modo a esclarecer toda esta situação, pois, como bem se compreenderá, a mesma, a tornar-se definitiva, causará elevados prejuízos desportivos e económicos aos clubes signatários”.
CA/MN

Pedro Pauleta celebrou mais um aniversário

Pauleta celebrou o seu 47.º aniversário

Não foi há muito tempo, que o actual director da Federação Portuguesa de Futebol deixou uma mensagem a todos os açorianos: 
“Estamos juntos nesta fase difícil que atravessamos”, reforçando que “todos temos o dever de travar esta pandemia com as nossas atitudes”.
E nessa linha de pensamento, acrescentou, que “os sorrisos do nosso povo, as brincadeiras das nossas crianças, a ternura dos nossos idosos reaparecerão mais cedo se formos cumpridores”.
Um dos melhores jogadores de Portugal além-fronteiras, a 25 de Abril de 2004, Pedro Pauleta marcava, o que muitos consideram, o melhor golo da história do Paris Saint-Germain. 
Um chapéu, sem ângulo, a Fabien Barthez. Um jogo em que o Ciclone dos Açores bisou e deu a vitória, por 2-1, frente ao Marselha.
No futebol profissional jogou no Santa Clara e no Estoril, mas curiosamente nunca actuou no principal escalão do futebol nacional. No entanto, jogou noutros campeonatos de nomeada, como em Espanha, no Salamanca e no Corunha, e em França, no Bordéus e no Paris Saint-Germain.
CA/MN

Rabo de Peixe ascende ao Campeonato de Portugal

Subida do Rabo de Peixe ao Campeonato de Portugal confirmada
O Rabo de Peixe, que se sagrou virtual campeão da Liga Grupo ESO Re/max na época em curso, vai ascender ao Campeonato de Portugal na próxima temporada
A Federação Portuguesa de Futebol acaba de confirmar as promoções dos clubes dos Distritais ao novo Campeonato de Portugal. 
Comunicado na integra da Federação Portuguesa de Futebol:
"A Direção da Federação Portuguesa de Futebol aprovou esta quarta-feira um amplo plano de emergência e reestruturação do terceiro escalão do futebol sénior masculino português, resultado da reflexão dos últimos seis meses com as associações e demais sócios FPF.
O plano tem os seguintes principais objetivos:
- Assegurar o maior número possível de projetos equilibrados;
- Aumentar a competitividade;
- Melhorar a qualidade de jogo;
- Aproximar os adeptos do futebol local;
- Criar espaços de desenvolvimento para o jovem jogador português na transição dos sub-19 para os seniores e garantir um formato adequado ao que se prevê venha a ser a próxima época, no quadro da pandemia COVID-19.
A FPF decidiu criar em 2021/22 uma nova prova, designada para já «III Liga», que servirá de acesso à LigaPro.
Na época 2020/21 competirão no Campeonato de Portugal as seguintes 96 equipas: duas vindas da Liga Pro, 70 que permanecem, 20 que ascendem das competições regionais e 4 novas equipas B.
Nas três épocas seguintes, a «III Liga» e o Campeonato de Portugal verão o número de clubes reduzir-se até 76.
A FPF acordou com o Sindicato dos Jogadores que os profissionais destas competições terão como valor de remuneração base o salário mínimo nacional.
Além desta medida, a taxa de jogo sofrerá uma redução significativa e haverá ajustes no valor de inscrição de jogadores."

AO-MN

Entrevista: Rui Cordeiro presidente do CD Santa Clara

“O Santa Clara estará sempre receptivo a boas propostas mas não está em saldo”
O Presidente do Clube Desportivo Santa Clara, Rui Cordeiro, respondeu às questões que lhe foram colocadas pelos sócios e simpatizantes do clube, na rede social Facebook.
Foram várias as questões colocadas, entre elas, algumas relacionadas com o actual momento que se vive, por causa, do Covid-19, mas também algumas perguntas vindas das ilhas e da diáspora.
Recorde-se que Rui Cordeiro foi eleito Presidente do CD Santa Clara, em Junho de 2015, com o total de 178 votos, num acto eleitoral em que participaram 77 sócios.
Assumiu na altura o cargo para o triénio 2015/2018 e foi reeleito, em Julho de 2018, com 88% dos votos, para o triénio de 2018/2021.
Um dos pontos altos do seu mandato, para além de todos aqueles que o advogado menciona nesta entrevista, passa por ter conseguido o regresso à I Liga, após 15 anos de interregno.
Quando é que podemos ter o CD Santa Clara nas competições europeias?
Esse é um objectivo do Santa Clara. Entretanto, acreditamos que o principal desafio passa pela consolidação das infraestruturas, que ainda não temos, e pela consolidação do Santa Clara e dos Açores na I Liga, e acreditamos que este poderá ser um objectivo, dentro de dois ou três anos.
O CD Santa Clara vai continuar a apostar no atleta açoriano, a exemplo do que fez esta temporada com Nené?
O Santa Clara irá sempre apostar no atleta açoriano, seja, não apenas no Nené, mas também no Rodolfo ou noutros jogadores da formação e claramente o objectivo passa por ser um Santa Clara das nove ilhas, um Santa Clara que represente os Açores, e o jogador açoriano será sempre uma parte fundamental deste crescimento do Santa Clara.
Onde estará o CD Santa Clara daqui a cinco temporadas?

Estará sem dúvida mais forte e mais unido na I Liga, que é o lugar dos Açores.
Qual foi o maior desafio enquanto Presidente do CD Santa Clara?
Foram dois. A credibilização do CD Santa Clara junto dos santaclarenses, junto dos açorianos e acima de tudo a consolidação financeira, que é um aspecto fundamental, porque o CD Santa Clara não é apenas um grupo de pessoas que dá pontapés na bola, é uma grande instituição e uma entidade empregadora e passa, claramente, por essa consolidação”.
Para quando a mudança do logotipo do CD Santa Clara?
Este é um assunto que queremos levar aos nossos sócios, já lançamos o desafio para que isso possa ser feito durante o nosso centenário, mas a última opinião e a última palavra será sempre dos sócios, mas queremos uma imagem do Santa Clara perto de uma identidade própria e açoriana.
Quando é que o CD Santa Clara vem jogar às outras ilhas?
Santa Clara já esteve na ilha Terceira e já jogou com o Praiense, e sempre que surgir essa possibilidade gostaríamos de jogar em todas as ilhas, mas sempre que o Santa Clara jogue no Estádio de São Miguel joga no coração dos açorianos e isto para nós é o mais importante.
Quando é que o CD Santa Clara vem visitar a diáspora?
Já estivemos em Toronto, no Canadá, e nos Estados Unidos, e acreditamos que dentro de um ou dois anos possamos fazer um tour pelos Estados Unidos da América e Canadá, continuando a ter essa grande relação de proximidade com a diáspora”.
Face à situação de crise que a Pandemia poderá causar, espera ter de vender muitos atletas?
O Santa Clara estará sempre receptivo a boas propostas mas não está em saldos. Tudo o que for bom para o CD Santa Clara será devidamente analisado, mas claramente, tal como nas épocas anteriores, procurará fazer algum encaixe financeiro para fazer face às nossas questões de gestão de tesouraria, mas acima de tudo, e independentemente de quem entrar ou sair, manteremos sempre a nossa identidade.
Espera disputar as jornadas em falta no Campeonato?
Sem dúvida e esse é o nosso principal objectivo, a conclusão do campeonato e as 10 jornadas que ainda faltam disputar. Acreditamos que, com a retoma paulatina da actividade económica, o futebol também irá regressar e continuaremos a dar muitas alegrias a todos os açorianos ”.
Que mudanças no CD Santa Clara poderão surgir devido à situação da Pandemia?
Nós tivemos apenas de recentrar o nosso centro de custos e redimensionar a nossa estrutura, mas passará”.
Tenciona recandidatar-se ou é algo que ainda não pensou?
Tenciono acabar este mandato, a fazer história conjuntamente com todos os sócios e simpatizan.
Qual o melhor e o pior momento deste seu mandato no CD Santa Clara?
Diria, que o pior momento é o actual, de grandes dificuldades, não apenas para o Santa Clara, mas para o futebol e para todos, em geral. É um momento que, infelizmente fez parar o campeonato e deixamos de fazer aquilo que mais gostamos, que é levar muitas alegrias aos açorianos. Já quanto ao melhor momento, escolheria dois. A despedida dos capitães Accioly e Clemente poder fazer parte da história e ter estado ao lado de dois grandes homens. O outro foi a manutenção na I Liga. Contudo, há ainda um terceiro momento, que é ter a possibilidade de estar ao lado de grandes homens e mulheres, que todos os dias trabalham em ppol do Santa Clara e dos Açores”.
Qual foi o segredo para a recuperação da mística do clube?
“O segredo está na união e no trabalho. Quando chegámos ao CD Santa Clara, o clube estava descredibilizado, mas conseguimos recuperar a confiança das pessoas que trabalham connosco todos os dias, desde o roupeiro passando pelo administrativo, e quando dizia que quem quisesse ir jogar ao Estádio de São Miguel teria de comer a relva, as pessoas riam-se, mas hoje em dia já ninguém consegue rir, porque é uma realidade. Recuperamos a mística, consolidada em união, trabalho, competência e solidariedade, e no final do dia damos as mãos e damos a vida uns pelos outros, que é isto que fazemos no CD Santa Clara”.
CA/MN