José Pedro Fontes explica:
“Nunca nos recusamos a participar no Azores Rallye”
Se a exclusão do Azores Rallye do Campeonato da Europa é muito penalizadora para a economia e para o desporto automóvel da ilha de São Miguel, agravou-se com a não inclusão no Campeonato de Portugal de 2023.
A Associação Portuguesa de Pilotos de Ralis, criada em 2016, tem colaborado com a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) na preparação de cada temporada do Campeonato de Portugal. Circulou a informação de que os pilotos tinham contribuído para a retirada do Azores Rallye. José Pedro Fontes explica:
“A posição dos pilotos de ralis resultou de uma votação realizada entre nós, sendo, posteriormente, entregue na FPAK, para que, depois de ouvidos todos os intervenientes do campeonato, tome as decisões necessárias e que não têm só a ver com os custos ou com os apoios concedidos pelo Desportivo Comercial”, refere o presidente da Associação, adiantando ter a consulta “resultado na necessidade de serem dadas garantias das condições atribuídas aos pilotos e à realização da prova açoriana”.
José Pedro Fontes salientou que “nunca os pilotos se recusaram a participar no Azores Rallye, até pelo contrário, defendemos as provas insulares e internacionais dentro de um contexto de estabilidade e das condições propostas no caderno de encargos”.
“Sabemos, tal como quem está ligado ao automobilismo na ilha de São Miguel, existir instabilidade no seio da direção do Desportivo Comercial, que resulta na incerteza de serem dadas garantias plenas de estarem reunidas as condições necessárias para a realização do Azores Rallye inserido no campeonato nacional”, avançou o líder da Associação dos Pilotos.
José Pedro Fontes referiu a “disponibilidade para trabalharmos para a estabilidade e não para desestabilizar, porque entendemos a importância da prova micaelense, além de defendermos que os ralis das Regiões Autónomas - Azores Rallye e Rali Vinho Madeira - façam parte do campeonato e, se possível, em 2024”, revelando “não fazer sentido que haja um campeonato sem a presença das provas insulares e das que contam para os campeonatos internacionais”.
“Não podem é atirar culpas para os pilotos continentais sobre a instabilidade que se vive no Desportivo Comercial, que condiciona as nossas propostas, até porque necessitamos de estabilidade no calendário”, reforçou o presidente associativo.
Será determinante, para a entrada no “nacional”, a assunção da responsabilidade de cada prova candidata estar comprometida com os requisitos do caderno de encargos apresentado pela FPAK. “Se o Azores Rallye tiver estabilidade e cumprir com as condições apresentadas, os pilotos não serão obstáculo à integração da prova no Campeonato de Portugal”, acrescentou Fontes.
“Adianto que a Associação tem trabalhado de uma forma tranquila e sensata para ter os melhores ralis no campeonato”, advertindo que nenhuma prova “pode ter lugar cativo”, figurando no calendário “quem merecer e cumprir com as condições propostas e necessárias”.
José Pedro Fontes finalizou a declaração referindo que “dentro da estratégia delineada, podemos encaixar as provas insulares”.
Autor: Henrique Linhares

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