José Rebelo é o quinto a conquistar o ceptro individual
Clube Asas de São Miguel é campeão nacional de clubes
A equipa de competição do CASM foi constituída por oito pilotos, a saber: João Brum, José Rebelo, Nelson Pacheco, Nuno Gomes, Nuno Virgílio, Paulo Nunes, Paulo Silva e Ricardo Rodrigues.
Neste ano de pandemia, a Federação Portuguesa de Voo Livre decidiu incluir duas provas na calendarização do Nacional: de 11 a 17 de Julho a “caravana” deslocou-se para a Serra do Larouco, em Montalegre (Curiosidade deste local: localizado tão próximo da Galiza que a descolagem norte está situada em território espanhol e as descolagens sul e oeste em Portugal).
Passada uma semana (25 a 31 Julho), os pilotos deslocaram-se para a Serra da Estrela, com descolagens na região de Manteigas, onde marcaram presença 10 clubes.
Na primeira prova, que contou com 50 pilotos, realizaram-se cinco mangas com distâncias a percorrer entre 37 e 68 quilómetros. Os atletas do CASM obtiveram a seguinte classificação:
1.º José Rebelo; 3.º Nuno Gomes; 6.º Nelson Pacheco; 8.º Ricardo Rodrigues, 9.º Paulo Silva, 10.º Nuno Virgílio; 12.º Paulo Nunes, 13.º João Brum.
Por clubes, o CASM sagrou-se vencedor com 1.500 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, a Associação de Voo Livre de Sintra (AVLS).
Na segunda prova – que depois da mudança de data de realização, ficou penalizada pela escassa presença de concorrentes (apenas 30) – o CASM ficou reduzido a sete pilotos, com a impossibilidade de Ricardo não poder comparecer.
Com quatro mangas realizadas e voadas distâncias entre 63 e 108 quilómetros, o CASM sagrou-se de novo campeão, quer individualmente, quer por clubes.
Uma outra curiosidade pretende com o facto de, pela primeira vez numa competição de parapente a meta da terceira manga ter-se situado no ponto mais alto do território nacional continental: a Torre da Serra da Estrela.
Com vento forte favorável à direcção tomada pelos pilotos, chegou-se a atingir velocidades de 110km/hora, o que é difícil de acreditar visto o parapente ser uma “aeronave” sem sistema rígido.
Eis a classificação dos pilotos do CASM, que somaram mais de 1.700 pontos sobre a AVLS:
1.º Nuno Virgílio, 2.º José Rebelo; 4.º Nelson Pacheco; 8.º Paulo Nunes, 9.º João Brum; 12.º Paulo Silva; 15.º Nuno Gomes.
Na classificação final do Campeonato Nacional, o CASM colocou sete dos seus pilotos nos primeiros 10 lugares:
1.º José Rebelo; 3.º Nuno Virgílio, 4.º Nelson Pacheco; 7.º Nuno Gomes, 8.º Paulo Nunes, 9.º Paulo Silva, 10.º João Brum.
Sendo um clube de pequenas dimensões e situado numa região periférica do país, é de realçar e louvar este feito, por parte do Clube Asas de São Miguel, que só foi possível através de muita carolice, trabalho e paixão despendidos pelos seus associados.
Acresce referir, que individualmente o CASM tem nas suas fileiras cinco campeões nacionais:
Gil Navalho – Tricampeão (2001, 2003 e 2007), Nuno Gomes (2009), Nuno Virgílio – Tricampeão (2013, 2015, 2019), Paulo Silva (2017) e agora José Rebelo (2021).
Entretanto, o Clube Asas de São Miguel continua a preparar o 27.º Festival de Parapente, que este ano decorrerá de 5 a 9 de Outubro.
MN/CA

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