12.15.2020

Dia Internacional do Chá | 15 de Dezembro:

Dia Internacional do Chá
O Dia Internacional do Chá encontra-se no calendário a 15 de Dezembro.
Ao contrário do que se possa pensar, o Dia Internacional do Chá não foi criado para se degustar uma chávena de chá. Pode fazer isso neste dia, sim, mas o verdadeiro objectivo da data é chamar a atenção dos governos, das organizações e da população mundial para os problemas da produção do chá que os trabalhadores das plantações de chá atravessam, assim como os pequenos produtores e consumidores.
Garantir os direitos destes trabalhadores e alcançar preços justos são alguns dos objectivos deste dia.
A data foi comemorada oficialmente pela primeira vez em 2005 em Deli, na Índia e desde então foi ganhando relevo a nível mundial.
A data começou como uma resposta à crise da indústria do chá em 1998 e tornou-se numa data muito popular nos países produtores de chá, tais como o Bangladesh, Índia, Nepal, Vietname, Indonésia, Quénia, Sri Lanka, Malavi, Uganda, Malásia e Tanzânia. Para além dos países produtores, os países consumidores de chá, como a Holanda, a Inglaterra, a França e a Alemanha também aderiram à efeméride.
A apreciação e o consumo do chá, em todo o mundo, fazem deste um protagonista de todos os dias, especialmente nos dias mais frios. Revitalizante, quente, aromático e social, o chá está sempre na moda e então no dia 15 de Dezembro, celebra-se o seu dia.
A história do chá é longa e complexa, com ramificações pelas múltiplas culturas ao longo dos anos, embora, se acredite que o chá, provavelmente, teve a sua origem no sudoeste da China durante a dinastia Shang, como uma bebida medicinal. O chá é normalmente preparado com água quente através de infusão de folhas, flores e raízes. Cada variedade adquire um sabor definido de acordo com o processamento utilizado, que pode incluir oxidação, fermentação e o contacto com outras ervas, especiarias e frutos.
Vários têm sido os benefícios atribuídos ao chá, nomeadamente, propriedades antioxidante, anti-inflamatórias, diuréticas e anticancerígenas. Não obstante, sem prejuízo do potencial efeito benéfico existente, é importante clarificar que as plantas medicinais utilizadas para fazer chá, contém na sua composição produtos farmacologicamente activos, muitos deles até letais. É fundamental que se esclareça que os compostos retirados da natureza são “estruturas químicas”, como aqueles isolados ou sintetizados em laboratórios. De destacar ainda, que o carácter tóxico das substâncias não é menor ou maior por eles serem naturais ou não; os maiores venenos existem na natureza, quer sejam provenientes de animais (por exemplo: escorpião, cobras, abelhas, sapos), de plantas (por exemplo: cicuta, loendro, dedaleiras, acónito, meimendro, figueira do inferno) ou de vírus e bactérias (por exemplo: clostridium botulinum).
Actualmente estima-se que 80% da população mundial utiliza, de alguma forma, produtos à base de plantas como parte do seu cuidado primário, devido a vários factores, entre estes, as crenças e costumes, o ceticismo em relação a eficácia dos medicamentos de síntese, a adopção de orientações holísticas em relação à saúde, bem como problemas de saúde crónica.
Embora a segurança de um produto seja sempre relativa quando comparada com a de outro, a toxicidade dos produtos tem sido frequentemente associada a alguns riscos, entre eles:
- A presença de constituintes potencialmente tóxicos (alcalóides, glicosídeos, lecitinas, latonas);
- A presença de contaminantes (contaminantes; metais pesados; pesticidas; toxinas microbianas);
- A preparação e o acondicionamento inapropriado.
Assim, as interações medicamento-planta são uma realidade da prática clínica, especialmente em relação a medicamentos com janelas terapêuticas estreitas. Estas interações são geralmente baseadas nos mesmos princípios farmacocinéticos e farmacodinâmicos que as interações medicamento-medicamento.
compilação por Fátima Bento

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