Danças de Carnaval em Mississauga
Bailinhos de Carnaval à moda da ilha Terceira animam o
CCPM
Mais uma vez os danças carnavalescas marcaram presença nos clubes, associações e centros comunitários e luso-canadianos no sábado e domingo.
O Correio da Manhã Canadá, esteve presente para fazer reportagem no domingo, dia 10, no Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM) onde, o salão nobre acolheu mais de 500 pessoas para assistirem às danças de Carnaval à moda da ilha Terceira.
A tarde começou com o almoço ao qual se seguiram, pelas três horas, as danças com os bailinhos de pandeiro bem à moda da ilha lilás de Jesus Cristo, como também é conhecida, as quais se prolongaram até às nove da noite.
Este ano, atuaram cinco bailinhos, que apresentaram os seus temas e enredos, por vezes bem picadinhos, como é tradição na Terceira – o povo adora, é Carnaval ninguém leva a mal!
A primeira dança de pandeiro foi do CCPM, que apresentou o tema, ´´Os Parvalhões do Carassauga´´
retratando várias cenas do festival de multicultural de Mississauga, nomeadamente da Índia, China e Portugal, com muito humor.
A segunda foi uma comédia sobre duas senhoras que tiveram uma briga na quinta Olé Toiros e que acabaram no tribunal para ser julgadas do bar ´´O Petisto´´ de Toronto.
A terceira dança foi do´´Sport Clube Lusitânia´´, também de Toronto´´, com o baile aberto sob o tema ´´O Acampamento´´, com duas mulheres e maridos a encontrarem- se no mesmo parque, depois de terem mentido ao dizerem que iam trabalhar e quando na verdade foram acampar.
A quarta dança, "Destino Errado", foi da ´´Irmandade do DES do Imigrante´´ de Toronto, apresentando uma situação que envolvia um casal em que o marido queria novamente ir passar férias à ilha Terceira, mas a esposa enganou-o e levou-o de férias até Cuba.
A última dança foi da responsabilidade do bar "Nossa Gente" teve os "Pupilos do senhor Reitor" como tema, descrevendo uma situação que envolve dois irmãos terceirenses que vão estudar para Coimbra, com o objetivo de serem doutores. Entretanto, um deles apaixona-se pela filha do Reitor e cada vez se torna mais difícil alcançarem o almejado diploma. Para o conseguirem, decidem chantagear o Reitor, dizendo-lhe que se não lhes atribui os diplomas, levam a filha para a ilha Terceira. Este opta por lhes dar os "canudos" já que não queria ficar sem a filha.
Esta dança foi antecedida pela atuação do cantor João Marques, também ele um terceirense.
Ao longo da tarde não faltaram as tradicionais malassadas.
Estão todos de parabéns por esta iniciativa em especial aqueles filhos dos imigrantes terceirenses que trouxeram e mantêm esta rica tradição açoriana dos bailinhos de Carnaval no Canadá.
Por: Joao G. Silva
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