Decorreu ao início da tarde de hoje a assinatura do contracto-programa entre a Direcção Regional do Desporto e o Fayal Sport Club, com vista à substituição do campo sintético do clube.
Recorde-se que esta obra se impôs pela recente subida da equipa sénior de futebol de 11 à terceira divisão, sendo que o campo da Alagoa não apresentava as medidas exigidas pela Federação Portuguesa de Futebol para as competições nacionais. A solução encontrada foi a substituição quase integral do sintético, obra orçada em mais de 270 mil euros, e que será comparticipada pela Direcção Regional em cerca de 60% (162 mil euros). Os restantes 40% serão financiados pela Câmara Municipal da Horta e pelo próprio clube.
A obra irá dotar o Estádio da Alagoa de um rectângulo de jogo novo em folha, já com as medidas regulamentares, sem comprometer a pista de atletismo. Este empreendimento deverá estar concluído no final de Agosto, antes do arranque da Série Açores. Entretanto, os Verdes deverão treinar nas instalações do complexo desportivo da Escola Secundária Manuel de Arriaga.
Na ocasião, o presidente do clube centenário, Celestino Lourenço, congratulou-se com a realização da obra que, a par dos novos balneários e da reparação da instalação eléctrica do Estádio (obras também apoiadas pela Direcção Regional do Desporto), vai dotar os atletas do Fayal de melhores condições para continuarem a trabalhar.
Por sua vez, a secretária regional da Educação e Formação apontou o Fayal Sport Club como “um bom exemplo” a seguir, pelo trabalho feito na preservação do seu património e na manutenção de uma actividade desportiva muito significativa. Cláudia Cardoso aproveitou a ocasião para frisar que os apoios concedidos pelo Executivo a que pertence aos clubes da Região são feitos mediante critérios “claros e rigorosos”.
A governante destacou os bons resultados desportivos obtidos a nível nacional por muitas equipas açorianas na época que agora terminou, e lembrou também que a Região apresenta uma média de atletas federados bastante superior ao resto do país, razões pelas quais entende que as especificidades dos Açores deviam ser levadas em linha de conta quando são tomadas algumas decisões a nível nacional. Para Cláudia Cardoso, a recente decisão da FPF em relação à alteração das medidas regulamentares dos campos de futebol é bastante “desenquadrada da realidade regional”.
Fonte: T.I.
Fonte: T.I.
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