segunda-feira, 30 de outubro de 2017

II Liga: Santa Clara perde em casa com o Penafiel

Visitantes estiveram a perder mas consumaram reviravolta
Santa Clara, 1 - Penafiel, 2
Açorianos falham assalto à liderança 
O Penafiel venceu este domingo o Santa Clara por 2-1, após ter estado a perder, em jogo da 11ª jornada da 2.ª Liga. A equipa da casa chegou primeiro ao golo, na primeira parte, mas João Paulo e Fábio Abreu acabaram por garantir a reviravolta para os visitantes.
Desde cedo, o jogo assumiu intensidade dentro e fora das quatro linhas entre as duas equipas e o treinador dos açorianos, Carlos Pinto, foi expulso aos 21', provavelmente por protestos, não reagindo bem à ordem do árbitro de Aveiro.
Pacheco adiantou o Santa Clara no marcador, aos 28 minutos, na sequência de um canto batido por Osama Rashid, com o capitão dos açorianos a surgir isolado para cabecear para o golo. Já no minuto anterior Thiago Santana tinha tentado pontuar da mesma forma, mas valeu a intervenção de Ivo.
A resposta do Penafiel surge aos 37', com Fabio Abreu a rematar de fora da área com a bola a passar perto da baliza de Serginho.
Antes das equipas recolherem ao balneário, os penafidelenses reclamam grande penalidade devido a carga sobre Fabio Abreu.
Na segunda parte o Penafiel entrou na máxima força depois do técnico ter feito entrar Gleison, para o lugar de Ludovic, que ofereceu o golo a João Paulo aos 52', após marcação de um canto curto. Serginho não conseguiu dar resposta.
Já com o empate 1-1, o Santa Clara fez entrar dois avançados, Clemente e Pineda, em busca de novo golo, mas foi o Penafiel que conseguiu marcar novamente aos 56', aproveitando uma falha na defesa 'encarnada', que permitiu que Fábio Abreu fizesse o 2-1 com a baliza deserta.
Aos 78', valeu a excelente defesa de Ivo a uma bomba de Pineda, após livre na direita de Osama, que podia ter resultado em golo.
Já nos cinco minutos de tempo de descontos, Clemente ainda tentou o remate para o golo, mas desta vez não conseguiu 'salvar' o Santa Clara da derrota.
Jogo no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada.
Santa Clara - Penafiel, 1-2.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores:
1-0, Pacheco, 28 minutos.
1-1, João Paulo, 52.
2-1, Fábio Abreu, 56.
Equipas:
Árbitro: Daniel Cardoso (AF Aveiro).
- Santa Clara: Serginho, Toni Gorupec, Vítor Alves, João Pedro, João Reis, Osama, Pacheco (Guilherme,78), Minhoca, Ruben Saldanha (Pineda,54), Thiago Santana e Fernando(Clemente,54).
(Suplentes: Marco Pereira, Diogo Santos, Paulo Clemente, Pineda, Igor Rocha, Guileherme Schettine e Kaio Fernando).
Treinador: Carlos Pinto.
- Penafiel: Ivo, Luís Pedro, João Paulo, Kalindi, José Gomes, Tiago Ronaldo, Rafa Sousa, Vasco Braga, Gustavo (Romeu, 72), Ludovic (Gleison,46) e Fábio Abreu (Fabio Fortes,89).
(Suplentes: José Costa, Luís Dias, Paulo Bessa, Danilo, Romeu, Gleison e Fábio Fortes).
Treinador: Armando Evangelista.
Ação disciplinar: Cartão amarelo para José Gomes (24),Fabio Abreu (30), Pacheco (48), Vasco Braga (83), João Paulo (86), Clemente (87), .
Assistência: 2.548 espetadores.

Prémios do concurso ''Queijos de Portugal 2017''

Governo Regional desafia distribuição a apostar mais nos queijos locais e a indústria a acompanhar as novas tendências
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas desafiou hoje, em Lisboa, a distribuição de queijo em Portugal a apostar ainda mais nas produções locais e a indústria a acompanhar as novas tendências de mercado e as opções de escolha dos consumidores.
“É importante que a distribuição aposte ainda mais nas produções locais. É imprescindível que a indústria acompanhe as novas tendências dos mercados e as opções de escolha dos consumidores, que estão em constante evolução”, afirmou João Ponte, na cerimónia de entrega dos prémios do concurso Queijos de Portugal 2017.
Na sua intervenção, João Ponte considerou também fundamental que as indústrias encontrem nichos de mercado para os queijos locais, que valorizem o produto, mas também o leite ao produtor, “porque não há indústria sustentável que possa sobreviver sem produtores”.
Para o Secretário Regional, outro importante desafio no futuro próximo passa por fidelizar os consumidores às produções nacionais.
“Temos, contudo, de contar com a alteração dos hábitos alimentares, principalmente dos jovens, com a concorrência das linhas brancas, com as campanhas negativas de consumo de produtos lácteos e que estamos a operar num mercado nacional de reduzida dimensão”, salientou João Ponte, considerando que Portugal “continua ainda a importar muito queijo e nem sempre valoriza as produções nacionais".
Atualmente, Portugal importa anualmente cerca de 51 mil toneladas de queijo, sendo os Açores responsáveis por 50% do queijo produzido no país, ou seja, 29 mil toneladas.
Para João Ponte, estes dados demonstram bem que há efetivamente boas oportunidades para os queijos açorianos conquistarem ainda mais mercado no todo nacional.
O titular da pasta da Agricultura salientou que a realização anual de um concurso de queijos tem sido “fundamental para a divulgação da qualidade e da diversidade dos queijos produzidos em Portugal”, contribuindo para estimular a afirmação e desenvolvimento da indústria queijeira nacional.
Neste âmbito, adiantou que, em 2018, os Açores terão um concurso regional de queijos, com o objetivo de aumentar a notoriedade da produção, a sua promoção e valorização, facilitando, igualmente, a entrada dos queijos açorianos em novos mercados.
“É amplamente conhecido que os Açores produzem queijos de excelência. Os prémios nacionais e internacionais que os queijos açorianos têm ganho atestam isso mesmo”, frisou João Ponte.
A edição 2017 do concurso Queijos de Portugal foi disputada por 193 queijos, dos quais 20 dos Açores, em 20 categorias.
O queijo Azul, da CALF Faial, ganhou o primeiro prémio na categoria 'Queijo Vaca Cura Normal' e o queijo Loural, da Cooperativa Agrícola de Laticínios dos Lourais, de São Jorge, venceu na categoria 'Queijo Ilha'.
Os queijos açorianos receberam ainda cinco menções honrosas.
Na categoria 'Queijo Vaca Cura Prolongada' foram distinguidos o queijo Capelinhos, da CALF Faial, e o queijo Morião, da Quinta dos Açores, enquanto na categoria 'Queijo Ilha' receberam menções honrosas o queijo Beira, da Uniqueijo, e o queijo São Miguel, da Unileite.
O queijo ValeFormoso Ervas e Alho, da Insulac, recebeu uma menção honrosa na categoria 'Queijo para Barrar'.
GaCS/RM/MN

Projeto ‘Terceira Tech Island’

Governo dos Açores implementa na Terceira projeto estruturante de captação de investimento em tecnologias de informação
O Vice-Presidente do Governo anunciou a implementação, a partir de hoje, do projeto ‘Terceira Tech Island’, criado no âmbito do PREIT – Plano de Recuperação e Vitalização Económica da Ilha Terceira para potenciar as vantagens competitivas que a ilha e a Região podem oferecer no desenvolvimento das tecnologias de informação, através da formação intensiva de quadros em programação e da criação de condições para atrair investimento privado neste setor.
Sérgio Ávila, que assinalou na Praia da Vitória o início do primeiro curso de programação da Academia de Código nos Açores, frisou que, na “sequência de um trabalho silencioso” desenvolvido nos últimos meses, “mais do que um curso de formação, hoje pode começar uma nova etapa do desenvolvimento da Região, uma nova etapa do desenvolvimento da ilha Terceira”.
“Este projeto que hoje iniciamos, insere-se no âmbito do PREIT e é uma das medidas previstas para atenuar os efeitos da redução da atividade da Base das Lajes”, afirmou o governante.
Nesse sentido, Sérgio Ávila recordou que o Governo dos Açores analisou “à escala internacional" quais os setores de atividade económica com maior potencial, tendo identificado o setor da programação “como o de maiores oportunidades”.
“É um setor de crescimento exponencial, onde as empresas têm cada vez mais mercado e carecem cada vez mais de recursos humanos”, sem que o ensino regular tenha capacidade “de formar quadros para responder a essa necessidade” em tempo útil, afirmou o Vice-Presidente.
Nesse sentido, identificando essas oportunidades e no âmbito do PREIT, o Governo dos Açores decidiu criar “seis condições essenciais” para atrair empresas e concretizar o projeto ‘Terceira Tech Island’ , designadamente condições ao nível fiscal, do sistema de incentivos, da disponibilização de instalações para as empresas, do alojamento para quadros deslocados, da formação de programadores juniores e da captação de programadores seniores.
O titular da pasta da Competitividade Empresarial destacou que o Governo dos Açores, além de assegurar um regime fiscal “mais benéfico e competitivo, tendo em conta que este é um setor que assenta essencialmente em recursos humanos”, e de apoios ao “investimento das empresas que se pretendem instalar nesta área”, através do sistema de incentivos, o ‘Terceira Tech Island’ prevê a disponibilização de instalações.
No âmbito do trabalho de prospeção desenvolvido, Sérgio Ávila revelou a decisão de disponibilizar às empresas que se instalem na área da programação, “não só instalações para o desenvolvimento da sua atividade, como também habitação para os seus quadros” que se desloquem à Região, criando assim mais duas condições importantes.
O Vice-Presidente frisou que faltam em Portugal cerca de 50 mil programadores e a nível europeu um número muito superior para criar quadros necessários a este projeto, salientando que a quarta condição criada foi a do investimento na formação.
“Esta parceria com a Academia do Código, que é um modelo de sucesso, certificado por muitas empresas internacionais na área da programação, visa corresponder a esta necessidade”, afirmou Sérgio Ávila, acrescentando que se trata de “uma formação mais intensa, mais rápida, mais exigente”, que permite, “no período de quatro meses, dar ao mercado programadores juniores em início de carreira”.
O governante destacou também a importância para a competitividade das empresas da criação de condições para “captar programadores séniores”.
“Nesse sentido, desenvolvemos um processo de captação não só de empresas, mas também de programadores já com experiência”, revelou.
Dirigindo-se aos 20 selecionados, entre os cerca de 130 que se candidataram ao programa de 'Bootcamp' da Academia de Código, sem custos para os formandos, Sérgio Ávila destacou a “total garantia de empregabilidade” neste setor e a importância do seu futuro contributo para que a Região se constitua como “uma referência a nível nacional”, através do ‘Terceira Tech Island’.
O primeiro curso em programação promovido pelo Governo Regional nos Açores em parceria com a startup nacional Academia de Código tem a duração de 14 semanas, tendo os candidatos apurados sido escolhidos através de um rigoroso processo de seleção a cargo da equipa pedagógica da Academia de Código.
GaCS/OG/MN

Delegação dos Açores da Ordem dos Farmacêuticos

Governo dos Açores e Ordem dos Farmacêuticos celebram acordo para implementar programa Geração Saudável
O Secretário Regional da Saúde apelou hoje, em Angra do Heroísmo, a todas as ordens profissionais para, em conjunto, promoverem iniciativas de promoção da saúde.
Rui Luís salientou que promover a saúde “não é uma obrigação apenas do Governo dos Açores", frisando que "é uma missão de todos nós, em prol de hábitos de vida saudáveis, para termos uma geração mais saudável no futuro“.
O titular da pasta da Saúde falava na inauguração da Delegação dos Açores da Ordem dos Farmacêuticos, que incluiu a assinatura do protocolo 'Geração Saudável', um projeto dirigido a alunos do 2.º e 3.º ciclo.
Esta iniciativa pretende contribuir para a promoção da saúde dos jovens, educar e estimular a adoção de estilos de vida saudáveis, alertando para a ocorrência de possíveis patologias e promovendo um aumento da literacia em saúde.
Na sua intervenção, Rui Luís considerou que o conhecimento transmitido pelos farmacêuticos é essencial no custo que significa “o valor da saúde de cada utente”.
“Da nossa parte, continuaremos, quer com a Ordem dos Farmacêuticos, quer com todas as outras ordens, a desenvolver um trabalho conjunto. Tem sido essa a nossa política”, sublinhou.
Rui Luís destacou ainda a importância da formação contínua dos profissionais de saúde e o papel determinante da Universidade dos Açores, neste domínio.
“Aproveitem os recursos que a Universidade dos Açores tem, nomeadamente o facto de continuarmos a ter uma licenciatura de preparatórios em Ciências Farmacêuticas para, em conjunto com a Universidade dos Açores, promoverem outras atividades e formações”, afirmou o Secretário Regiona.
GaCS/MS/MN                       

'Fiestas Azoriano-Carolinas' em San Carlos no Uruguai

Diretor Regional das Comunidades convida jovens do Uruguai a dinamizarem diáspora açoriana
O Diretor Regional das Comunidades afirmou, em San Carlos, no Uruguai, que é essencial o "envolvimento dos jovens" na dinamização associativa da diáspora açoriana, na continuidade do legado que lhes é transmitido.
Paulo Teves, que falava nas celebrações das 'Fiestas Azoriano-Carolinas', salientou que ter uma comunidade "ativa, participativa e orgulhosa das suas raizes", passados séculos da chegada dos Açorianos ao Uruguai, é um "sinal da vontade de todos aqueles que herdaram a matriz identitária do Povo Açoriano".
Na sua intervenção, considerou ser necessário "um envolvimento mais atuante das gerações mais jovens", no Uruguai "como em qualquer parte do mundo onde radica a diáspora açoriana”.
As 'Fiestas Azoriano-Carolinas', promovidas pela Casa dos Açores do Uruguai – Los Azorenos, constituem um momento alto das atividades da comunidade açor descendente residente na cidade de San Carlos, com um programa que incluiu diversas conferências, a apresentação de um livro, além de momentos de teatro, música e dança.
No âmbito da deslocação a esta cidade, o Diretor Regional visitou também as obras de construção do novo salão da Casa dos Açores do Uruguai, que contam com o apoio da Câmara Municipal de San Carlos, tendo sido o projeto mais votado no orçamento participativo.
Na ocasião, Paulo Teves, acompanhado por membros da comissão executiva, destacou a importância da obra "na continuidade do projeto desenhado por esta organização para promover, cada vez mais, os Açores" no Uruguai.
Antes de seguir para este país sul-americano, o Diretor Regional das Comunidades participou, no Brasil, na 16.ª Semana Cultural da Casa dos Açores, que teve como tema 'O canto, a música e a dança como identidade dos povos e nações'.
Na intervenção que proferiu na sessão de abertura, Paulo Teves salientou que o tema escolhido, "abrangente na sua dimensão, é transversal a toda a diáspora açoriana e ao próprio arquipélago" devido à "diversidade, quantidade e qualidade" das agremiações musicais, grupos de dança e canto existentes.
"Na Região Autónoma, são dezenas de grupos destas três áreas da nossa cultura que, somando outras tantas dezenas existentes nas nossas comunidades, enriquecem e valorizam o nosso património e contribuem para a afirmação da nossa diáspora", afirmou.
No programa da edição deste ano participaram diversas escolas de São Paulo, que apresentaram os aspetos identitários do Brasil, bem como de organizações comunitárias portuguesas e de outros países, nomeadamente Paraguai e Japão, sediadas naquele estado brasileiro.
GaCS/DRCom/MN

Associação Portuguesa de Insuficientes Renais em Angra

Delegação da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais deve apoiar doentes de toda a Região, defende Rui Luís
O Secretário Regional da Saúde desafiou a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais a fazer da sua primeira Delegação nos Açores, instalada em Angra do Heroísmo, na Terceira, uma delegação de âmbito regional.
“Ser insuficiente renal nos Açores não é o mesmo que ser insuficiente renal noutra parte do país e, como tal, esta Delegação vai necessitar de mais apoio da Associação para ser, efetivamente, uma delegação regional, extensível a todas as ilhas dos Açores, e dar apoio a todos os insuficientes renais deste arquipélago”, afirmou Rui Luís.
O titular da pasta da Saúde falava domingo na cerimónia de inauguração da Delegação da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais em Angra do Heroísmo, que visa a defesa dos direitos, regalias e interesses dos doentes renais, tais como o direito à vida, ao trabalho e à reabilitação e reintegração profissional e social.
Nos Açores existem atualmente 220 doentes que necessitam de tratamentos de diálise.
Na sua intervenção, Rui Luís adiantou que está prevista para o início de 2018 a entrada em funcionamento de uma pequena unidade de diálise no Centro de Saúde da Madalena, no Pico.
“Certamente irá dar outro apoio aos insuficientes renais desta ilha, embora saibamos que não será extensível a todos, porque nem todos os insuficientes renais que estão a fazer diálise o podem fazer numa instalação que não seja num hospital, dada as suas condições físicas“, salientou.
O Serviço Regional de Saúde dispõe atualmente de centros de diálise, com 57 equipamentos instalados, nos três hospitais dos Açores.
“Consideramos que é muito bom para a nossa realidade, bem como os apoios disponíveis para dar mais algum conforto aos insuficientes renais dos Açores”, afirmou Rui Luís.
Os dois principais fatores de risco para o aparecimento desta patologia são a diabetes e a hipertensão arterial, tendo o Secretário Regional alertado, por isso, para a importância do trabalho de prevenção, que deve ser transversal.
Nesse sentido, lançou um desafio à Associação Portuguesa de Insuficientes Renais para que seja parceira na implementação, dentro em breve, do Programa Regional de Promoção da Alimentação Saudável.
“Falo de parceria não só para uma melhor qualidade de vida daqueles que são doentes renais, mas também para todos aqueles em que é necessário fazer prevenção, como ao nível da diabetes e da hipertensão arterial, para que não venham a ter esta doença crónica”, frisou Rui Luís.
GaCS/MS/MN

XVI Exposição Agrocomercial da Ilha Terceira

Feira Açores 2018 vai decorrer no novo Parque Multisetorial da ilha Terceira, anuncia João Ponte
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas anunciou que a Feira Açores 2018 vai decorrer no Parque Multisetorial da Ilha Terceira, uma nova infraestrutura cujas obras serão concluídas brevemente e que estará ao serviço do desenvolvimento da economia local.
“No próximo ano vamos ter a Feira Açores aqui na ilha Terceira, que irá coincidir com a abertura oficial do Parque Multisetorial”, afirmou João Ponte, que falava sábado, na Praia da Vitória, no final de uma visita à XVI Exposição Agrocomercial da Ilha Terceira.
João Ponte frisou que a nova infraestrutura "não estará só ao serviço da agricultura, mas ao serviço da economia da ilha Terceira".
"Será um ponto de encontro não só deste tipo de certames, mas também de eventos de outra natureza”, salientou o titular da pasta da Agricultura, acrescentando que o Parque Multisetorial servirá para “divulgar e promover aquilo que de melhor se faz na região e na ilha Terceira”.
Depois de visitar os vários espaços que compõem a Agroter 2017, João Ponte considerou que o evento constitui “mais um momento que demonstra bem a vitalidade do setor agropecuário nos Açores e, em especial, na ilha Terceira, e surge num período em que há grandes desafios para o setor agrícola”.
“Os agricultores têm feito um grande esforço no sentido de modernizar as suas explorações e produzir com maior qualidade”, reconheceu o Secretário Regional, reafirmando que houve, há e haverá da parte do Governo um grande esforço para continuar a disponibilizar os meios financeiros que são necessários para o setor.
João Ponte apontou, como exemplo, o pagamento que será feito pelo Governo de 1,4 milhões de euros, na sequência de um acordo estabelecido com a Federação Agrícola como forma de reduzir o rateio verificado no prémio ao abate.
Por outro lado, estão em curso investimentos de 15 milhões de euros na Rede Regional de Abate, que considerou serem “essenciais para a fileira da carne” e que estarão concluídos em 2018, desde logo a ampliação do Matadouro da Terceira, a ampliação da capacidade de frio do Matadouro de São Miguel e os novos matadouros do Faial e da Graciosa.
Ao nível da fileira do leite, João Ponte destacou que o grande desafio passa pela valorização dos produtos lácteos, considerando que cabe “um papel importante” à industria, no sentido de valorizar, inovar e encontrar novos mercados.
Também a distribuição, salientou o governante, tem uma grande responsabilidade ao nível do controlo dos preços, apelando para que haja uma maior defesa das produções nacionais e locais.
“Quando estamos a fazer essa defesa, estamos a contribuir para a nossa economia e para o rendimento dos produtores”, afirmou João Ponte.   
GaCS/RM/MN