terça-feira, 5 de setembro de 2017

Rearborização de madeira certificada, na ilha de São Miguel

Governo Regional lança até ao final do ano novo concurso público para corte e rearborização de 350 hectares de criptoméria certificada
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte anunciou que, ainda este ano, será lançado um novo concurso público para o corte e rearborização de madeira certificada, na ilha de São Miguel, equivalente a mais de 350 hectares.
“Até ao final do ano vamos lançar mais 350 hectares para um período de corte de 5 anos. O facto de termos aumentado a área e o prazo de corte 1 para 5 anos, dá estabilidade à empresa que vier a ganhar o concurso em termos de ter garantias para o fornecimento de madeira durante este tempo”, afirmou João Ponte, na segunda-feira à noite no Nordeste, acrescentando que “quem adquire a criptoméria quer garantias de que há condições, por parte de quem fornece, do fornecimento regular de madeira por um período superior a 1 ano”.
O governante açoriano referiu que, atualmente, a madeira de criptoméria dos Açores está a ser exportada, essencialmente, para os Estados Unidos da América (EUA), “um mercado exigente e com grande potencial de crescimento”.
“Atualmente exportamos à volta de 100 contentores de 40 pés por ano de madeira para os EUA, o que dá bem nota do que foi o crescimento que este setor teve nos últimos anos”, revelou João Ponte, acrescentando que o aproveitamento económico da madeira é “uma fonte de riqueza e de criação de postos de trabalho”.
A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas lançou, em maio deste ano, um concurso público para a venda de madeira de criptoméria certificada com o eco-rótulo do FSC (Forest Stewardship Council) e a reflorestação de 143 hectares num prazo de cinco anos, adjudicado em junho à empresa Marques Britas SA.
O Governo dos Açores iniciou em 2014 a gestão ativa das áreas florestais que tem sob sua responsabilidade, através da seleção de áreas para corte e da definição de um conjunto de operações e normativos a atender na sua exploração.
Estas opções, que se consubstanciam num Plano de Gestão Florestal e que levam ao reordenamento florestal das áreas exploradas, visam também o rejuvenescimento da floresta pública, com respeito pelos valores naturais que lhe estão associados e tendo o cuidado de minimizar os impactos muitas vezes associados a este tipo de ações.
Com esta medida, o Governo dos Açores procura potenciar o surgimento de novos negócios na área da transformação e inovação, associadas à fileira da madeira, e contribuir para o aumento das exportações.
O concelho do Nordeste, onde se encontra uma das maiores manchas florestais do arquipélago sob gestão do Governo Regional, tem sido um “macro” laboratório no que se refere à Gestão Florestal sustentável, tendo sido a primeira área pública no país a obter a certificação da sua gestão pelo sistema do FSC.
GaCS/RM/MN

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