
Número de deportados do Canadá
para os Açores diminuiu 65%
O número de cidadãos deportados
do Canadá para
os Açores diminuiu o ano
passado 65% face a 2011, ano em
que 63 pessoas foram repatriadas,
revelou o diretor regional
das Comunidades.
“Há uma tendência decrescente relativamente
às deportações. Acho que,
acima de tudo, o fator deve-se muito a
esta consciencialização por parte da nossa
comunidade da importância da aquisição
da nacionalidade”, afirmou à agência Lusa
Paulo Teves.
Segundo dados da Direção
Regional das Comunidades dos Açores, em
2011 chegaram ao arquipélago dos Açores
63 cidadãos deportados daqueles dois
países, enquanto em 2012 foram 59 e no
ano seguinte 37. Em 2014, foram 24 os
açorianos deportados, atingindo-se no
ano seguinte o valor mais baixo dos últimos
anos, 21.
O ano passado esse número subiu para
23 e, este ano, até ao último domingo,
foram 16 os açorianos deportados daqueles
dois países, situações que se deveram a
permanência ilegal naqueles países e
criminalidade.
Questionado se acredita que o número
de deportações vai continuar com
tendência decrescente, Paulo Teves responde
afirmativamente, observando não
ter havido “nenhuma alteração à lei da
imigração nesses dois países” e insistindo
numa “maior consciencialização” por
parte da comunidade açoriana residente
no estrangeiro.
“Acho que a nossa comunidade, cada
vez mais, é muito mais informada daquilo
que são os seus direitos e da importância
de terem um papel muito ativo nas sociedades
onde estão inseridas”, adiantou.
Por outro lado, Paulo Teves destaca o
trabalho de organizações que trabalham
junto das comunidades açorianas nesses
dois países, as quais revelaram à Direção
Regional das Comunidades dos Açores existir
“um aumento de procura de informações”
sobre a legalização.
O diretor regional das Comunidades
dos Açores referiu, ainda, a criação no
Canadá, em 2011, do “Legal Program”.
“Esse programa foi, de uma forma
muito maciça, [anunciado] não apenas
nessas organizações tradicionais de intervenção
social, mas tudo o que eram outras
organizações culturais, sociais, desportivas,
recreativas, irmandades do Espírito
Santo, igrejas, falaram sobre o tema, com
cartazes e com panfletos”, referiu, adiantando
que entre estas entidades muitas
já trabalhavam nos cursos de cidadania e
de inglês, para os processos de naturaliza-
ção dos imigrantes.
Na mesma altura, foi também realizada
uma campanha com a transportadora
área açoriana SATA e agências de
viagens do arquipélago.
Neste caso, quem comprasse uma passagem
para o Canadá ao abrigo da isenção
de vistos recebia informação sobre os direitos
do visto, acrescentou Paulo Teves.
Lusa/MN
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