sábado, 10 de junho de 2017

João Ponte relevou o compromisso assumido

Governo dos Açores melhora comunicação com parceiros do setor sobre abates de bovinos
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas, através do seu gabinete, remeteu esta sexta-feira aos parceiros do setor os dados referentes aos abates de bovinos realizados nos matadouros da Região no primeiro quadrimestre deste ano.
João Ponte relevou o compromisso assumido com os parceiros sociais do setor da carne, dando nota do empenhamento do Governo em promover a transparência nesta atividade.
“Estes dados, que passarão a ser enviados mensalmente, permitem aos produtores fazer uma antevisão da evolução dos abates por categoria e, assim, antever eventuais rateios nas ajudas a que se candidatam”, afirmou o titular da pasta da Agricultura.
Os dados referentes aos primeiros quatro meses do ano revelam uma quebra na ordem dos 10,8% no número total de animais aprovados para consumo, comparativamente com o período homólogo de 2016, que é o reflexo da elevada procura de carne da Região que se verificou em 2016 e que culminou na escassez atual de animais nos mercados.
Pelos mesmos motivos, na exportação de carcaças, depois de um crescimento acentuado entre 2015 e 2016, verifica-se nos primeiros quatro meses do ano um decréscimo de cerca de 21%.
Contudo, comparando a evolução entre 2017 e 2015, em ambas as situações se registam crescimentos na ordem dos 13%.
Os dados revelam também a evolução muito positiva do número de animais abatidos para consumo local, que representa 46% dos animais aprovados para consumo.
Para este fator tem contribuído fortemente o crescimento regional ao nível do turismo, um fator positivo destacado por João Ponte, salientando que o consumo de carne açoriana na restauração regional representa mais-valias acrescidas para a Região.
Para João Ponte, as alterações introduzidas nas ajudas animais ao abrigo do POSEI, foram muito positivas, tendo os produtores respondido com um aumento da produção, contudo as verbas atuais disponíveis mostram que já não são suficientes, o que levou à aplicação de rateios.
O Secretário Regional recordou que este é um processo contínuo de melhoria, adiantando que já está a trabalhar em novas alterações a apresentar a Bruxelas.
João Ponte reafirmou ser fundamental para as Regiões Ultraperiféricas, como os Açores, a manutenção e o reforço do regime POSEI, enquanto instrumento financeiro para compensar os elevados custos de produção da agricultura na Região em comparação com o que se regista na União Europeia.
Por outro lado, decorre um processo negocial com a Federação Agrícola dos Açores, com vista a identificar no plano verbas que não comprometem investimentos com recursos a fundos comunitários, e que possam ser afetas ao reforço do prémio ao abate, minimizando assim o rateio verificado.
A publicação destes dados de forma periódica permite antever mais cedo o comportamento e evolução do setor e dos abates, frisando João Ponte que se trata de mais uma ferramenta de trabalho colocada a dispor dos agricultores.
GaCS/RM/MN

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