sábado, 17 de junho de 2017

“Gestão e Administração em Saúde: que futuro?”

Rui Luís propõe plano de formação descentralizado para profissionais de saúde da região
O Secretário Regional da Saúde propôs hoje, a criação de um plano de formação a partir de 2018, com oferta descentralizada e acessível a todas as ilhas, devidamente articulado com todas as entidades públicas e privadas com competências nesta área.
“Vou propor que na próxima reunião do Conselho Regional de Saúde o tema da formação seja um dos pontos da agenda, para que possamos em conjunto pensar de forma articulada na formação que podemos oferecer aos profissionais de saúde nos próximos anos” salientou.
Rui Luís desafia este órgão consultivo, composto por 23 conselheiros e que reúne duas vezes por ano, a dar parecer sobre esta matéria, já no próximo encontro que decorre em setembro.
O Secretário Regional, que falava no Seminário “Gestão e Administração em Saúde: que futuro?”, a decorrer em Ponta Delgada, deixou claro que o tema da formação preocupa também a tutela, à semelhança das ordens profissionais e dos sindicatos.
Neste seminário, no âmbito de um Master em Gestão e Administração em Saúde, ministrado pela Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário do Porto, que decorreu em Ponta Delgada, foi anunciado a extensão desta formação à Horta.
Na sua intervenção, o titular da pasta da saúde referiu que é necessário combater a cultura do desperdício e daí a importância, de todos os profissionais ligados à saúde terem noções de gestão e administração.
“É fundamental começar a pensar na gestão por objetivos e por resultados, de forma a podermos avaliar aquilo que fazemos no dia a dia”, sublinhou.
O Secretário Regional destacou ainda, como exemplo de poupança a introdução dos medicamentos biossimilares.
“Os biossimilares têm a mesma função terapêutica, com custos mais reduzidos. A abertura dos profissionais de saúde à sua introdução, faria com que a indústria baixasse o preço dos fármacos” referiu.
Por outro lado, Rui Luís frisou que a avaliação dos “custos em saúde” não deve ser feita de forma “cega” e lembrou a importância da relação custo/eficácia.
GaCS/MS/MN

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