quinta-feira, 25 de maio de 2017

'Os desafios dos jovens agricultores e o futuro da Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020'

João Ponte reafirma importância da manutenção e reforço financeiro do POSEI
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas reafirmou hoje, na Lagoa, que é fundamental para as Regiões Ultraperiféricas, como os Açores, a manutenção e o reforço do regime POSEI, enquanto instrumento financeiro de apoio direto ao agricultor.
João Ponte, que falava no fórum 'Os desafios dos jovens agricultores e o futuro da Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020', salientou que devem ser aperfeiçoadas as medidas específicas no domínio agrícola, tendo em conta as caraterísticas e os condicionalismos próprios de cada uma das regiões.
Na sua intervenção neste evento organizado pela Associação de Jovens Agricultores Micaelenses, o governante destacou que importa também reforçar o envelope financeiro do POSEI e flexibilizar as suas alterações para uma melhor adaptação às mudanças do setor.
Competitividade, ambiente, clima, nutrição e bem estar animal, sem esquecer o rendimento e a cadeia alimentar, são eixos estratégicos para a PAC pós 2020, frisou João Ponte.
Para o titular da pasta da Agricultura, são necessários apoios à inovação, investigação e transferência de conhecimentos para aumentar a atratividade e promover o rejuvenescimento do setor.
Por outro lado, alegou que importa implementar medidas de valorização da produção de bens de valor acrescentado gerados no setor, nomeadamente ao nível do ambiente, clima, alimentação saudável, bem-estar animal e proteção da biodiversidade.
João Ponte salientou ainda a importância do contributo da União Europeia para a regulação de boas práticas, impedindo práticas desleais de comércio entre empresas da cadeia alimentar.
O Secretário Regional afirmou que a relação entre os diversos intervenientes na cadeia alimentar deve ser equilibrada e o valor acrescentado distribuído equitativamente entre todos eles.
“Os agricultores são os que correm a maior parte dos riscos da cadeia alimentar. As relações contratuais devem ser mais justas e transparentes. É fundamental o apoio à organização da produção e a alguns regimes específicos, nomeadamente para o leite, vinho, frutas e hortícolas”, frisou João Ponte.
GaCS/RM/MN

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