segunda-feira, 22 de maio de 2017

Deputada do PSD/Açores, Berta Cabral disse na AR

Governo açoriano “não facilita” processo de reembolso das ligações aéreas”
 A deputada do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral, lamentou que o Governo Regional não mostre receptividade a medidas “que possam simplificar os procedimentos de reembolso do subsídio às viagens entre o continente e a Região”.
A parlamentar falava após a audição do Secretário Regional dos Transportes e Obras Públicas na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, onde inquiriu o governante sobre a existência de algum trabalho ou estudo do Executivo açoriano nesse sentido.
“O Secretário Regional não mostrou recetividade sobre essa questão”, referiu a social democrata, explicando que o PSD “quer evitar que as pessoas tenham de adiantar o valor total do bilhete no momento da compra”.
“Defendemos a simplificação dos procedimentos em vigor porque, sobretudo, deve ser encontrada uma forma de atribuição do subsídio que evite o adiantamento integral do bilhete por parte do passageiro residente”, adiantou.
“Foi nesse sentido que o Grupo Parlamentar do PSD, através dos seus deputados eleitos pelos Açores apresentou um projecto de resolução objetco da audição realizada”, disse a Vice-presidente da bancada social democrata na Assembleia da República.
Berta Cabral recordou que a profunda alteração no modelo de transporte aéreo entre Portugal continental e os Açores, “operada pelo anterior Governo da República (PSD/CDS-PP) no início de 2015, trouxe enormes e reconhecidas vantagens para a economia regional, em particular no que se refere ao incremento do Turismo”.
“O novo modelo de transporte impôs a necessidade de um auxílio social  ao transporte, atribuído directamente aos passageiros residentes e estudantes, de valor variável em função da tarifa praticada por cada transportadora”, acrescentou a deputada do PSD.
“Face às comprovadas vantagens, na medida em que a entrada de novos operadores nas rotas de São Miguel e Terceira se traduziu num crescimento exponencial do turismo, já se verificou que há práticas que podem ser aperfeiçoadas”, frisou Berta Cabral.
Para a social democrata, o pagamento integral do bilhete é muito oneroso, “especialmente quando falamos de famílias pois, mesmo que temporariamente, têm de despender quantias elevadas que podem atingir  mais de dois mil euros para 4 pessoas”, exemplificou.
“Muitas destas situações já foram reportadas ao Governo Regional dos Açores, que deve pressionar o Governo da República para que encontre soluções mais adaptadas à realidade, especialmente das famílias açorianas, e que encerrem menos burocracia. Deve-se aperfeiçoar o modelo, mantendo as suas virtualidades”, concluiu Berta Cabral, conforme nota enviada às redacções.
CA/MN

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