segunda-feira, 22 de maio de 2017

Comemorações do aniversário da Filarmónica Lira do Norte

150.º aniversário da Filarmónica Lira do Norte, em Rabo de Peixe
Avelino Meneses desafia filarmónicas a concorrerem aos incentivos disponíveis
O Secretário Regional da Educação e Cultura desafiou “todas” as filarmónicas e bandas musicais do arquipélago a concorrerem anualmente aos “incentivos disponíveis” nos vários programas de apoio cultural existentes nos Açores.
Avelino Meneses, que falava sexta-feira nas comemorações do 150.º aniversário da Filarmónica Lira do Norte, em Rabo de Peixe, frisou que não estava na cerimónia para “anunciar mais e mais apoios, mais e mais dinheiro”, mas sim para “desafiar todas as filarmónicas a concorrerem anualmente aos incentivos disponíveis”, frisando que “cerca de metade delas não apresentou qualquer candidatura”.
Com este desafio, acrescentou o Secretário Regional, o montante anualmente atribuído ao setor “será melhor distribuído por todos”, ou seja, pelas 107 filarmónicas registadas no arquipélago, das quais sete se encontram atualmente inativas.
Na sua intervenção, Avelino Meneses destacou o investimento que o Governo dos Açores tem realizado nesta área cultural, que ultrapassou 1,6 milhões de euros na anterior legislatura, “um montante sem par na história autonómica de 40 anos”, salientando que o valor previsto para este ano atinge cerca de 300 mil euros.
O Secretário Regional afirmou que esta política de investimento tem sido possível concretizar, em particular a partir de 2014, através do reforço e da modernização dos sistemas de incentivo às sociedades filarmónicas com a criação do SOREFIL, programa regional de apoio às sociedades recreativas e filarmónicas da Região, e do RJAAC, regime jurídico de apoio às atividades culturais, a que acrescem, entre outros, os investimentos nas escolas de formação e na Lira Açoriana, os quais têm “a capacidade de reprodução do conhecimento”.
Os apoios regionais nesta área assumem diversas modalidades, desde a aquisição, remodelação, beneficiação, ampliação e construção de infraestruturas, até à aquisição e reparação de instrumentos, compra de fardamento, reportório e material consumível, passando pela assunção de despesas correntes, como é o caso da eletricidade e dos honorários dos maestros.
Avelino Meneses frisou que o sucesso das bandas musicais dos Açores depende agora e no futuro, tal como no passado, “da capacidade de empreendedorismo”.
GaCS/PB/MN

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