terça-feira, 21 de março de 2017

Projeto piloto para recuperar o cultivo da vinha na R.Grande

Câmara da Ribeira Grande avança com projeto piloto para recuperar vinhas em duas freguesias do conselho
A Câmara Municipal da Ribeira Grande, está a desenvolver um projeto piloto em duas freguesias do concelho para recuperar o cultivo da vinha e a possibilidade de criar novos vinhos que permitam alavancar uma tradição.
“Nesta fase foram selecionados cerca de 30 produtores nas freguesias dos Fenais da Ajuda e Lomba da Maia. Se os resultados forem positivos, nestas duas localidades em específico, podemos replicar este modelo em outras zonas”, afirmou hoje o presidente daquela autarquia da costa norte da ilha de São Miguel, Alexandre Gaudêncio, em declarações à agência Lusa.
O autarca sublinhou o potencial da vinha naquelas duas zonas do concelho, "uma tradição e uma mais valia que, de resto, foram identificadas pelo enólogo Marco Faria, da Curral Atlantis", empresa de vinhos da ilha do Pico, que comercializa não só a nível regional, mas também nacional e internacional.
Segundo Alexandre Gaudêncio, o responsável da Curral Atlântis, que participou num workshop que contou com a presença de cerca de 30 produtores de vinho daquelas freguesias, está também a apoiar o município neste projeto de recuperação do cultivo da vinha.
O autarca explicou que para já "vai ser monitorizada" a qualidade das vinhas nas freguesias dos Fenais da Ajuda e Lomba da Maia, acrescentando que após o período das vindimas, que se iniciam em setembro, "é previsível que possam surgir os primeiros resultados".
“Prevemos que em setembro ou início de outubro já se possam ter os primeiros resultados. Se estes forem positivos podemos avançar para uma segunda fase do projeto que é a produção do vinho para fins comerciais em parceria com a Curral Atlantis”, indicou o autarca.
Segundo o presidente do município, uma das hipoteses poderá passar pela produção de vinho rosé a partir da uva de cheiro, indicando que estes produtores do concelho "mantém as suas vinhas como uma produção local, sem fins comerciais" e "muitos são na sua maioira agricultores".
"Existem ainda outras castas identificadas e vamos aferir da sua qualidade para uma possível comercialização”, acrescentou Alexandre Gaudêncio, salientando que o projeto de revitalização do cultivo da vinha visa recuperar esta tradição, dinamizá-la junto da economia local e fomentar o emprego no concelho.
Alexandre Gaudêncio explicou ainda que os cerca de 30 produtores de vinho daquelas duas freguesias participaram num workshop de vinhos, promovido pela autarquia, onde foram transmitidos conhecimentos sobre a introdução de novas castas, legislação sobre incentivos para a recuperação das vinhas e solos, produção de vinhos de qualidade a partir da uva de cheiro, preparação do solo para o cultivo ou tratamento das vinhas.
"A autarquia pretende transmitir conhecimentos aos produtores para que estes possam criar novos negócios, contribuindo para o desenvolvimento da economia local e para o emprego", referiu.
Lusa/MN

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