quarta-feira, 8 de março de 2017

Andreia Carreiro na conferência 'Energias Renováveis Oceânicas'' em Lisboa

Aumentar penetração de fontes de energias renováveis é uma prioridade, afirma Diretora Regional da Energia
A Diretora Regional da Energia afirmou hoje, em Lisboa, que uma das prioridades do Governo dos Açores é a redução da dependência de combustíveis fósseis, aumentando a penetração de fontes de energias renováveis (oceânicas e não oceânicas) na produção de eletricidade.
“Neste momento, temos uma penetração de aproximadamente 37% de renováveis, mas possuímos uma capacidade já instalada muito superior”, salientou Andreia Carreiro, que falava na conferência 'Energias Renováveis Oceânicas: uma estratégia industrial e exportadora'.
Andreia Carreiro destacou, na sua intervenção, “o ambicioso objetivo de alcançar em 2020 uma penetração de 60% de energia a partir de fontes renováveis e endógenas, melhorando a competitividade e eficiência do sistema electroprodutor, reduzindo custos no sistema elétrico”.
Em termos estratégicos, a Diretora Regional salientou que serão feitos esforços, definindo programas, ações e medidas para reforçar a aposta na inovação, desenvolvimento e investigação aplicada ao setor energético no contexto de ilhas, através de parcerias entre os quatro pilares do ecossistema de inovação, nomeadamente instituições do sistema científico e tecnológico, empresas, administração pública e sociedade.
Andreia Carreiro apontou o caso concreto da central piloto de energia das ondas do tipo 'Coluna de Água Oscilante', na ilha do Pico, adiantando que estão a ser analisados os Sistemas de Incentivo à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico "para assegurar a sua eventual recuperação e, simultaneamente, a desenvolver esforços no sentido de ser possível criar um consorcio capaz de a dinamizar como um espaço de interpretação, de teste e de demonstração de soluções tecnológicas e inovadoras dedicado às energias renováveis oceânicas”.
Esta central, que entrou em funcionamento em 1999, é a primeira central de energia das ondas que produziu energia entregue à rede elétrica, atingindo 2.000 horas de operação anual e uma produção anual de 40MWh, além de ter servido de base a diversos projetos de investigação para várias publicações cientificas reconhecidas internacionalmente.
Posicionar os Açores, no contexto dos espaços insulares, como um verdadeiro laboratório vivo de soluções inovadoras e emergentes aplicadas às energias renováveis, nomeadamente às energias oceânicas, é um objetivo que permitirá dinamizar a economia de baixo carbono regional através da captação de conhecimento e atração de investimento, fomentando a criação de emprego e aumentando a competitividade da Região.
GaCS/HMB/MN

Sem comentários: