quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Secretário Regional da Agricultura e Florestas

Plano e Orçamento para 2017 responde aos desafios da agricultura açoriana, afirma João Ponte
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje, na Horta, que a proposta de Plano e Orçamento para 2017 apresentada pelo Governo dos Açores “responde aos desafios da agricultura açoriana”.
João Ponte destacou o "caráter muito positivo da proposta de Plano de Investimentos" para a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, "não só ao nível das suas dotações, mas também da respetiva distribuição, com crescimentos significativos em algumas ações, em consonância com a estratégia de médio prazo do Governo Regional para o setor”.
Nesse sentido, salientou que o Plano de Investimentos da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas para 2017, com um montante global de investimento de cerca 170 milhões de euros, “configura um aumento de dotação" tanto no que se refere ao investimento global, como no que diz respeito ao investimento previsto no Plano, "o que é bem representativo do empenho do Governo Regional em manter uma política ativa de investimento no setor”.
O Secretário Regional, que falava no final de uma audição na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa, frisou que “o objetivo basilar do Governo dos Açores, transversal a todas as intervenções neste setor para os próximos anos, é o de aumentar o rendimento das produções regionais e estimular o incremento das exportações nas fileiras agroalimentar e agroflorestal”.
Deste modo, nos próximos anos, pretende-se assegurar o adequado investimento nas infraestruturas de ordenamento agrário, ao nível dos caminhos agrícolas, rurais e florestais, da rede abastecimento de água e de energia elétrica de apoio à atividade agrícola.
O Governo dos Açores vai continuar o investimento público na rede regional de abate, quer com a construção de novos matadouros, quer com a modernização das unidades existentes.
Para esse efeito, existe uma dotação de 14 milhões de euros que permitirá um salto qualitativo e vem dar resposta à evolução do setor que, só nos últimos dois anos, registou um aumento de 30% nos abates de bovinos e todos destinados à exportação.
Com este Plano, pretende-se ainda reforçar a organização e modernização das fileiras do leite e da carne, como principais pilares da atividade agropecuária regional e promover o desenvolvimento continuado da fileira do vinho, concretizando todo o potencial que tem vindo a manifestar.
A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas vai consolidar os investimentos no Laboratório Regional de Enologia e no de Sanidade Vegetal e continuar com o investimento no equipamento do novo Laboratório Regional de Veterinária, dotando assim a Região das melhores estruturas para a implementação dos planos de vigilância, combate sanitário e certificação de produtos, no cumprimento das normas internacionais para a melhoria do bem-estar animal e da segurança alimentar.
O Governo dos Açores vai manter o apoio ao investimento privado, às organizações de produtores, à formação profissional, à experimentação e aconselhamento agrícola, contribuindo para a valorização e qualificação dos produtos e da capacidade técnica dos intervenientes.
O Plano permitirá ainda assegurar as dotações da Região Autónoma dos Açores para pagamentos e investimentos no âmbito do PRORURAL+, quer na manutenção da atividade agrícola, nas medidas agroambientais (Natura 2000), na abordagem LEADER e nas medidas florestais de desenvolvimento rural.
A adesão dos agricultores ao PRORURAL+ tem sido muito significativa e, através dos investimentos promovidos e das novas instalações por parte dos jovens, demonstra a confiança no futuro do setor.
Pretende-se ainda assegurar a promoção dos produtos agroalimentares açorianos em mercados externos, facilitando o seu escoamento e fortalecendo o seu valor de mercado.
O reforço da aposta na diversificação agrícola, sobretudo como setor inibidor de importações de géneros alimentares, e na criação de valor, constituem, igualmente, um meio para melhorar a rentabilidade da atividade agrícola e, deste modo, torná-la menos exposta aos riscos infelizmente implícitos aos mercados, revitalizando não só as produções tradicionais, mas também aquelas de que a Região é deficitária.
A fileira da madeira será rentabilizada através do corte e reflorestação de áreas em idade de exploração, da promoção da gestão sustentável das propriedades florestais, garantindo a produção e o fornecimento de plantio, e ainda assegurando a continuidade dos planos de melhoramento, ordenamento e valorização da floresta açoriana.
GaCS/SF/MN                        

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