segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Premiado Cella Bar, no porto da Barca, no Pico, foi destruído

Temporal nos Açores destruiu o Cella, “o bar mais bonito do mundo”
A ondulação atingiu os 13 metros esta segunda-feira, situação que “não estava prevista” e que foi “invulgar”, danificando várias estruturas na Madalena, na ilha do Pico.
O premiado Cella Bar, no porto da Barca, na ilha do Pico, foi destruído esta segunda-feira pela força do mar.
Segundo o presidente da câmara da Madalena, José António Soares, a “ondulação fortíssima” destruiu o rés-do-chão do premiado edifício. Apelidado por alguns como “o bar mais bonito do mundo”, o Cella Bar foi galardoado pelo portal de arquitectura Archdaily com o Prémio Edifício do Ano 2016, em Fevereiro do ano passado.
A forte ondulação marítima provocou graves danos na orla da Madalena, na ilha do Pico, esta segunda-feira. O secretário dos Transportes e Obras Públicas dos Açores, Vítor Fraga, disse à agência Lusa que “os galgamentos neste porto são generalizados, ao longo de todo o molhe, chegando inclusive à casa de aprestos e à via de acesso ao porto”.
“Estamos a fazer o acompanhamento da situação, nomeadamente no porto da Madalena, onde os danos visíveis são no muro de cortina na cabeça do molhe, com o derrube de três módulos”, afirmou Vítor Fraga.
Em comunicado, o município da Madalena adianta que o mar invadiu também o “Museu de Cachalotes e Lulas, provocando fortes estragos”, nomeadamente na exposição de lulas de Malcolm Clarke. “A exposição está inutilizada”, declarou o presidente da câmara, José António Soares, à Lusa.
Lusa/MN /fotos de:Renato Goulart)

Mar galgou a terra na Madalena do Pico nos Açores

Ondas atingiram 13 metros na Madalena
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou que a ondulação que esta segunda-feira danificou várias estruturas na Madalena, ilha do Pico, Açores, atingiu os 13 metros, situação que "não estava prevista" e que foi "invulgar".    
"De acordo com a informação das boias ondógrafo, do projeto CLIMAAT, as ondas atingiram cerca de 13 metros de altura. Não estava previsto. A altura significativa da onda prevista era de 5,5 metros, mas chegou quase aos oito metros", informou o responsável da delegação regional dos Açores do IPMA, Diamantino Henriques, justificando que, por essa razão, não foi emitido qualquer aviso meteorológico para agitação marítima.
A altura significativa corresponde à média de uma parte das maiores ondas registadas durante um determinado período de tempo.
Segundo Diamantino Rodrigues, "normalmente os modelos que servem para definir os avisos sobre-estimam a altura das ondas; neste caso subestimaram".
A forte ondulação marítima provocou danos na Madalena e obrigou ao encerramento do porto, disseram à agência Lusa responsáveis das autoridades locais.
Segundo o presidente da Câmara da Madalena, José António Soares, a "ondulação fortíssima" destruiu o museu onde está a exposição de lulas de Malcolm Clarke e ainda o rés-do-chão do premiado Cella Bar.
"A exposição está inutilizada", declarou José António Soares.
O comandante do porto da Horta, na ilha do Faial, determinou o fecho a toda a navegação do porto da Madalena, devido às condições meteorológicas, sobretudo o estado do mar.
"Temos informação da existência de alguns danos na orla costeira da Madalena, pelo que vamos fazer uma ronda pelo local", adiantou Rafael da Silva, explicando que em causa não está a altura das ondas, mas a energia que transportam, conjugada com a hora da preia-mar, o que acabou por provocar estragos.
O Cella Bar foi galardoado pela plataforma digital 'Archdaily' com o Prémio Edifício do Ano 2016.
No domingo o capitão do porto de Santa Cruz das Flores e da Horta, Rafael da Silva alertou para o "provável agravamento do estado do mar", na tarde desta segunda-feira, em cinco ilhas dos Açores, com ondas que poderiam atingir seis metros.
O projeto CLIMAAT surgiu em 2004 e visa o desenvolvimento de metodologias para o estudo da meteorologia e clima nas regiões insulares atlânticas e a cooperação científica internacional.
Lusa/MN/foto: RadioPico

Na exploração leiteira de Carlos Pimentel, em São Miguel

Música "embala" vacas na hora da ordenha em exploração de São Miguel
Na exploração leiteira de Carlos Pimentel, em São Miguel, todas as vacas têm nome próprio e há 12 anos que são ordenhadas mecanicamente ao som de música calma, uma opção com "bons resultados", disse o empresário.
“Usamos um processo de alguma música para tentar relaxar os animais, para poderem dar leite em condições”, afirmou à agência Lusa Carlos Pimentel, de 54 anos, que decidiu avançar com esta iniciativa após ter lido que a música poderia ser um relaxante para as vacas na hora da ordenha.
Esta exploração leiteira, localizada na Ponta Garça, concelho de Vila Franca do Campo, tem no bem-estar animal uma das principais preocupações.
Na hora da ordenha, processo realizado duas vezes por dia e com duração de cerca de uma hora, as vacas são chamadas uma a uma pelo nome próprio, num total de oito de cada vez.
Na sala, além dos equipamentos para retirar o leite, existe uma coluna na parede de onde se ouve a música, a mesma há 12 anos, de “três ou quatro CD”.
“Não sei se as minhas vacas são cultas ou não, o que sei é que elas se adaptam bem à música e é para manter”, garantiu o lavrador, que tem no escritório, contíguo à sala de ordenha, a aparelhagem musical.
Admitindo que a sua opção não é caso raro na ilha de São Miguel, Carlos Pimentel afirmou que a sua escolha musical para os animais recai sobre “música calma e ‘slows’, para criar bom ambiente”, com preferência para a música da Orquestra Ligeira de Vila Franca do Campo, município onde é vereador.
Mas na sala da ordenha ouvem-se também, “Hey Jude”, dos Beatles, ou “The Sound of Silence”, de Simon & Garfunkel, entre outros sucessos dos anos 60.
Segundo o empresário, que conjuntamente com a mulher e o filho tratam das 42 vacas todos os dias do ano, a exploração tem uma quota anual de produção de 430 mil litros de leite, o que equivale a 1.100/1.200 litros diários.
Após a ordenha, os animais voltam ao estábulo para comerem e repousarem. As vacas que produzem mais leite têm direito a um tratamento especial ao nível da alimentação, referiu.
Maria, Raquel, Mariana ou Antónia são alguns dos nomes das vacas de Carlos Pimentel que, assegurou, nunca se enganar na hora de as chamar, pois “qualquer lavrador que se preze conhece os seus animais”.
“Várias vezes são crianças de escolas, que visitam a exploração leiteira, que pedem para o animal ter este ou aquele nome”, declarou, assinalando, contudo, que cabe prioritariamente à família escolher.
Carlos Pimentel, que durante 27 anos foi empreiteiro da construção civil, decidiu mudar de vida há 12 anos “por opção”, justificando que sempre gostou da terra e só assim se consegue aguentar este trabalho, pois “a agropecuária é muito exigente”.
Fonte da Secretaria da Agricultura e Florestas dos Açores adiantou à agência Lusa que a 31 de dezembro de 2016 existia no arquipélago um efetivo bovino de cerca de 273 mil vacas.
Lusa/MN

Nova viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV) para o Pico

Ilha do Pico vai ter segunda viatura SIV até final do ano
O Governo dos Açores prevê que até ao final deste ano o Pico possa ter uma segunda viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV), cuja aquisição será feita pela Associação de Municípios da ilha, foi hoje anunciado.    
“Em condições normais e cumpridos todos os trâmites administrativos e processuais, a referida viatura SIV estará ao serviço até ao final do corrente ano de 2017”, refere o executivo açoriano, acrescentando que está a decorrer o processo de aquisição do veículo pela Associação de Municípios da Ilha do Pico, em articulação com o Governo Regional.
A informação consta na resposta ao requerimento feito pelo deputado único do PCP na Assembleia Legislativa Regional, João Paulo Corvelo, e hoje tornada pública na página na Internet do parlamento açoriano.
No requerimento, o parlamentar pergunta sobre a previsão de entrada em funcionamento da segunda viatura SIV nesta ilha, se a única viatura que existe atualmente está a funcionar 24 horas/dia e se estão assegurados todos os meios humanos necessários para este serviço.
De acordo com o Governo Regional, esta viatura está a funcionar “durante 16 horas, das 08:00 às 24:00 horas”, sendo que “o transporte urgente de doentes está assegurado 24 horas pelas associações humanitárias de bombeiros voluntários”.
Relativamente aos meios humanos, o executivo respondeu que a viatura SIV do Pico tem ao serviço 14 enfermeiros e 14 tripulantes de ambulância de socorro (TAS).
“Mais se informa que o serviço é assegurado através de escalas por turno, constituídas por equipas de um enfermeiro e um TAS”, refere o Governo Regional, frisando que “o Serviço de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores tem vindo a encetar esforços juntos bombeiros e TAS da ilha do Faial e Pico, no sentido de ultrapassar as atuais dificuldades, de forma a assegurar o serviço SIV por 24 horas”.
Em dezembro de 2015, a Associação de Municípios da Ilha do Pico, que reúne os concelhos da Madalena, Lajes e São Roque, anunciou que pretendia adquirir, no primeiro trimestre de 2016, uma viatura SIV para assegurar melhores condições de saúde à população, um investimento de cerca de 75 mil euros que está por concretizar.
A ilha do Pico, a segunda maior do arquipélago em termos de área, tem cerca de 15 mil habitantes e dispõe de uma viatura SIV, adquirida pelo Governo Regional, que está adstrita ao centro de saúde de São Roque.
Fonte da Secretaria Regional da Saúde referiu à agência Lusa que também as ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, as três com hospital, já dispõem de viaturas SIV.
Lusa/MN

Vasco Cordeiro recebe Lions Clube de Portugal

Presidente do Governo recebe delegação do Lions Clube de Portugal 
O Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, recebeu hoje uma Delegação do Lions de Portugal, uma organização de serviço de voluntariado que apoia projetos de natureza humanitária, que se deslocou aos Açores no âmbito das comemorações do centenário do Lions Internacional na Região.
A Delegação de 14 pessoas que participou nesta audiência de apresentação de cumprimentos, que decorreu no Palácio de Santana, era liderada pelo Governador do Distrito 115 Centro Sul, Raúl Amado, pela Governadora do Distrito 115 Centro Norte, Rosário Soares, dos Lions de Portugal, e pelo Presidente da Região Açores da Associação Internacional de Lions Clubes, José Andrade, tendo Vasco Cordeiro salientado a importância do trabalho desenvolvido por esta organização de âmbito mundial no apoio aos mais desfavorecidos.
O Lions Clube Internacional é a maior Organização Não Governamental reconhecida pelas Nações Unidas, contando atualmente com cerca de 46 mil clubes em mais duas centenas de países de todo o mundo.
GaCS/FR/MN

‘Colombus Trail Run’ Filipe Macedo e o impacto económico

Diretor Regional do Turismo aponta ‘Colombus Trail Run’ como exemplo de turismo de natureza ativo
O Diretor Regional do Turismo destacou a importância de iniciativas como o ‘Colombus Trail Run’, salientando que confirmam o sentido da política de turismo de natureza ativo definida pelo Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, que tem vindo a ser concretizado pelo Governo dos Açores e pelos agentes privados do setor, enquanto elemento caraterizador e diferenciador deste destino.
Filipe Macedo falava em Santa Maria na entrega de prémios da segunda edição desta prova, que contou com cerca de uma centena e meia de atletas, dos quais cerca de 120 oriundos de fora da ilha, de 10 nacionalidades diferentes.
O Diretor Regional salientou que esta é uma prova com elevado impacto económico na ilha de Santa Maria, assumindo grande relevância num contexto local e projetando-a a uma escala internacional.
“Estamos a falar do mês de fevereiro, numa época tradicionalmente baixa para o turismo nos Açores, com reflexos nas atividades das empresas que se dedicam à hotelaria, restauração e animação turística, pelo que é com muita satisfação que se verifica que Vila do Porto e a ilha de Santa Maria estão cheias de gente”, afirmou Filipe Macedo, destacando o ambiente vivido antes e depois da prova, importante para o tecido económico da ilha, enquanto iniciativa que permite atenuar a sazonalidade do setor.
Na sua intervenção, destacou ainda a capacidade que a organização do evento teve ao envolver a população mariense na prova, com mais de 150 voluntários, o que demonstra que o ‘Colombus Trail Run’ já é considerado pela sociedade mariense como a sua prova de Trail Run.
“É importante deixar o desafio às entidades privadas que atuam na área do turismo para que entendam estas, e outras provas, como um investimento de promoção dos Açores e de cada uma das entidades que gerem – nomeadamente os hoteleiros, a restauração e as empresas de animação turística - e que também possam, numa fase crescente de consolidação do turismo, contribuir de forma ativa para este projeto, que é de todos nós”, afirmou Filipe Macedo.
GaCS/DRTu/MN

150.º aniversário do nascimento de Tomás Borba

Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro assinala 150.º aniversário do nascimento de Tomás Borba
A Direção Regional da Cultura, através da Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro e em colaboração com o Instituto Histórico da Ilha Terceira, celebra o 150.º aniversário do nascimento de Tomás Borba com uma série de atividades que vão decorrer ao longo deste ano.
As iniciativas terão início sexta-feira, 3 de março, pelas 18h00, com a inauguração de uma mostra constituída por um conjunto de documentos relevantes para a compreensão da vida e da obra deste Angrense ilustre.
Esta mostra documental, que estará patente até 25 de março, inclui fotografias, documentos pessoais, autorizações régias, diplomas dos cursos, diplomas de exercício de funções públicas, partituras diversas e programas de concertos.
Tomás Borba nasceu a 23 de novembro de 1867, no concelho de Angra do Heroísmo, tendo iniciado a sua aprendizagem musical na Sé Catedral, sendo moço-cantor.
Aos 13 anos, ingressou no Seminário Episcopal de Angra, onde cursou Literatura, Filosofia e Teologia, tendo, em 1893, ingressado no Curso Superior de Letras.
Completou o Curso Geral de Piano, em 1894, e o Curso Superior de Composição, no ano seguinte.
Entre os muitos cargos que desempenhou destacam-se os de presidente do Conselho Musical da Associação de Classe dos Músicos Portugueses e o de vogal do Conselho Superior de Instrução Pública.
A Direção Regional da Cultura informa que este e outros eventos estão disponíveis para consulta na Agenda Cultural do Portal CulturAçores, no endereço www.culturacores.azores.gov.pt.
GaCS/DRC/MN
 

II LigaPro: Santa Clara empate com sabor amargo

Santa Clara, 0 -Vizela, 0
Açorianos não conseguem dar expressão à superioridade
O Santa Clara e o Vizela empataram a zero na 29.ª jornada da 2.ª liga de futebol, num jogo pobre em que a formação açoriana não conseguiu dar expressão à sua superioridade.
O Santa Clara teve ascendente, sobretudo na primeira parte, mas foram escassas as oportunidades de golo e faltou eficácia os jogadores insulares, que permitiram que o jogo acabasse com o nulo no marcador.
A formação açoriana dominou completamente a primeira parte do jogo perante um Vizela apático, que só conseguiu chegar à baliza do Santa Clara, aos 14 minutos, devido a um erro defensivo que permitiu a Kukula rematar à baliza para a defesa de Serginho.
Antes disso, aos 9 minutos, já Berny Burque tinha ameaçado a baliza do Vizela, num remate interrompido pela intervenção de um defesa da equipa do norte.
Antes ainda do intervalo, o Santa Clara perdeu a oportunidade de se adiantar no marcador aos 34 minutos, através de um remate de João Reis, em que a bola só não entrou à custa de um corte feito de pontapé de bicicleta por Luís Ferraz.
Na segunda parte, Kukula voltou a patrocinar o único remate do Vizela, testando a atenção do guarda-redes Serginho, aos 54 minutos.
Os jogadores de Carlos Pinto reclamaram grande penalidade, aos 65 minutos, na sequência do corte de carrinho de um defesa do Vizela, após remate de Hugo Santos, mas o árbitro nada assinalou.
Com este resultado, o Santa Clara está provisoriamente em sexto lugar, com 44 pontos, enquanto o Vizela está em 17.º, com 35.
Jogo no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada.
Santa Clara-Vizela, 0-0
Equipas:
Árbitro: Luís Godinho (AF Évora)
Santa Clara: Serginho, Rui Silva, Accioly, Vítor Alves, Igor, Diogo Santos (Joel Silva, 75'), Osama, Berny Burke (Hugo Santos, 56'), João Reis (Ruben Saldanha, 69'), Clemente e Pineda
Suplentes: Pedro Soares, Felipe Barros, Telmo Castanheira, Hugo Santos, Guilherme, Ruben Saldanha e Joel Silva
Treinador: Carlos Pinto
Vizela: Pedro Albergaria, Alex Porto, Elizío, Luís Ferraz, Lamelas, Kukula (Fortes, 82'), Magique (Martins, 75'), Oliveira, João Pedro, Sousa e Helinho (Dani, 90'+2)
Suplentes: Paulo Ribeiro, João Cunha, Martins, Prince, Dani Coelho, Dani e Fortes
Treinador: Rui Quinta
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Diogo Santos (53'), Alex Porto (58') e João Pedro (75')
Assistência: 742 espectadores
Autor: Lusa/MN

domingo, 26 de fevereiro de 2017

AZORES TRAIL RUN - COLUMBUS TRAIL 2017

Vitória do português Armando Teixeira (foto: Nuno Bettencourt)
Mais de 120 atletas fizeram a festa na ilha do Sol
Decorreu este sábado, 25 de fevereiro, em Santa Maria, a segunda edição do Columbus Trail. Com mais de 120 atletas de 10 nacionalidades diferentes, a prova superou as expetativas da organização. Destaque para a vitória do português Armando Teixeira, que completou os 77 km da ultra maratona em 07h29m19s, estabelecendo um novo recorde para aquele percurso. Na maratona, o polaco Kamil Leśniak foi o mais rápido enquanto que na meia maratona, prova introduzida nesta edição, foi Manuel Moreno a sagrar-se vencedor.
A ilha do Sol fez juz ao seu epíteto e o sábado amanheceu radioso, com os atletas mais madrugadores a serem premiados com um nascer do sol com sabor a verão. Cedo se percebeu, no entanto, que o sol era de pouca dura e às 08h00, quando foi dada a partida da ultra maratona (77 km) e da maratona (42 km), no Forte de São Brás, a chuva já prometia atrapalhar a vida dos atletas. Num percurso mais técnico que na primeira edição, com a diminuição dos troços de asfalto, a lama extra que a chuva anunciava fazia antever uma prova dura, com um grau de dificuldade superior ao de 2016.
Na maratona, Kamil Leśniak assumiu de imediato a liderança, seguido de perto por Romeu Gouveia, a estrear-se nos Açores, e pelo faialense Dário Moitoso, do Clube Independente de Atletismo Ilha Azul (CIAIA). Os três haviam de seguir sempre na frente até à meta, em Santa Bárbara, com o polaco a juntar o Columbus Trail à sua lista de vitórias nos Açores, ao completar os 42 km em 03h49m18s. Leśniak não conseguiu, no entanto, bater o tempo estabelecido em 2016.
Destaque para a primeira mulher a terminar a maratona: a austríaca da Salomon Sandra Koblmüller chegou a Santa Bárbara em 5.º lugar da geral, com um tempo de 04h16m02s.
Enquanto os atletas da maratona relaxavam em Santa Bárbara com uma aromática canja e malassadas (doce característico do carnaval açoriano) acabadas de fazer, os do ultra trail aproveitavam para abastecer rapidamente, pois pela frente ainda estavam cerca de 30 km até à meta, no Forte de São Brás. Nesta prova, cedo se percebeu que ninguém iria roubar a liderança ao veterano da Salomon, Armando Teixeira, cuja excelente forma esteve em evidência. O atleta da Maia isolou-se rapidamente dos restantes ultramaratonistas em prova, e viria a cortar a meta com um tempo de 07h29m19s, estabelecendo um novo recorde naquele percurso ao melhorar o tempo do vencedor de 2016 em mais de 8 minutos.
Foi preciso esperar mais de uma hora para ver chegar o segundo classificado do ultra trail, Luís Rodrigues (08h50m47s), seguindo-se-lhe o "morcego" Ricardo Teixeira (09h30m58s).
Nas senhoras, foi a mariense Margarida Pereira, do Gonçalo Velho, a primeira a chegar, com um tempo de 12h14m24s, classificando-se em 25.º da geral.
A edição de 2017 do Columbus Trail fica marcada pela introdução de uma nova prova: a meia maratona, num percurso de cerca de 22 km. Com partida às 14h00 da Ermida de Fátima, a prova terminava no forte de São Brás, onde o veterano do Morcegos Trail Manuel Moreno foi o primeiro a chegar, com um tempo de 02h00m56s. Seguiram-se os irmãos franceses Remi e Jolan Lopez, que cortaram a meta de mãos dadas (02h06m34s). Filipa Vilar foi a primeira mulher a cortar a meta da meia maratona, com um tempo de 02h28m09s, classificando-se em 9.º da geral.
No total das 3 provas, cortaram a meta deste Columbus Trail 121 atletas, de cerca de 10 nacionalidades, o que representa um aumento em relação a 2016.
COLUMBUS TRAIL É CARTÃO DE VISITA DE SANTA MARIA
Na cerimónia de entrega de prémios, o presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto quis apresentar o Columbus Trail como um cartão de visita da ilha de Santa Maria que os atletas podem levar agora até aos seus amigos. Carlos Rodrigues agradeceu a forte participação desta edição, fazendo especial menção aos atletas marienses, "que ajudam a fortalecer este evento", bem como a todos os voluntários.
Também o diretor Regional do Turismo destacou o forte espírito voluntário que põe de pé esta prova. Filipe Macedo chamou a atenção para o "magnífico sentimento de empatia" que os marienses revelam por este evento, considerando-o a chave para o sucesso do mesmo. O representante do Governo Regional fez ainda votos de que a edição de 2018 possa contar com uma participação de atletas ainda maior.
Para a organização, esta segunda edição do Columbus Trail é mais um desafio superado. A qualidade dos trilhos, aliada a uma motivada e eficiente equipa de cerca de 150 voluntários e à experiência que tem permitido a esta organização melhorar a cada evento são o segredo do sucesso.
O Columbus Trail é uma organização Azores Trail Run® em parceria com a Direção Regional do Turismo do Governo dos Açores e conta com o apoio da SATA.
962 757 454 (Mário Leal; Diretor ATR) comunicacaoatr@gmail.com www.facebook.com/columbusgrandtrail
 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Exposição de Camélias das Furnas em S. Miguel

João Ponte realça importância da Exposição de Camélias das Furnas para a promoção da floricultura açoriana
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje que a Exposição de Camélias das Furnas se tem "afirmado como uma mostra de excelência no panorama da floricultura nos Açores, promovendo esta produção junto da população local e dos cada vez mais numerosos turistas e especialistas que a visitam”.
João Ponte, que falava na abertura da 15.ª edição desta exposição, sublinhou que “iniciativas como esta trazem prestigio regional, nacional e internacional a esta produção e à própria diversificação agrícola que se pretende para os Açores, além de constituírem um contributo essencial para a promoção da floricultura açoriana”.
O Secretário Regional deixou uma palavra de incentivo “a todos os viveiristas e floricultores da Região”, assegurando que o Governo dos Açores "está empenhado em apoiar os eventos que promovam as camélias e a floricultura em geral no arquipélago e no exterior”.
A XV Exposição de Camélias das Furnas, com mais de 250 variedade expostas, é organizada pela Câmara Municipal da Povoação, em colaboração com o Terra Nostra Garden Hotel e com a Junta de Freguesia das Furnas.
A mostra comprova a valorização crescente desta bela flor de inverno e a evolução que tem registado quer ao nível da variedade, quer da qualidade das camélias provenientes da coleção do Parque Terra Nostra que, com mais de 700 variedades, é uma das maiores do mundo e foi distinguido em 2014 com o prémio 'Jardim de Camélias de Excelência', pela International Camellia Society.
GaCS/SF/MN

Pioneiro da colonização canadiana em estátua

Canadá quer instalar em Lisboa estátua de descendente indígena de pioneiro português
A embaixada do Canadá em Portugal está a promover a instalação em Lisboa de uma estátua assinada por Luke Marston, tetraneto de Joe Silvey, baleeiro açoriano, pioneiro da colonização canadiana e hoje um símbolo de integração.     
O Canadá assinala este ano os 150 anos da proclamação da independência e as suas missões diplomáticas em todo o mundo estão a preparar uma série de eventos culturais.
Portugal não é exceção e a instalação daquele trabalho – entre uma série de acontecimentos culturais previstos para decorrer ao longo do ano - seria o melhor corolário do exemplo da relação que une os dois países, de acordo com o embaixador canadiano em Lisboa, Jeffrey Marder.
“Queremos aproveitar este aniversário para marcar a presença canadiana em Portugal continental e nos Açores e celebrar com os portugueses esse momento importante” do nascimento de um país, cujo “crescimento assenta desde a sua origem na diversidade”, começou por sublinhar Marder.
“Somos um produto da mistura, da diversidade, temos duas línguas oficiais, o inglês e o francês, e uma série de línguas indígenas, para além de que, ao longo dos 150 anos do estabelecimento do Canadá como país, crescemos através da imigração, o que criou um Canadá ainda mais diverso, povoado por pessoas dos quatro cantos do mundo”, afirmou.
“Vemos na diversidade uma força e também uma riqueza económica”, disse ainda Jeffrey Marder, antes de reconhecer que, não obstante, a relação entre o Estado canadiano e os seus povos ou populações nem sempre foi exemplar, sobretudo no que diz respeito às nações indígenas.
“Temos muito orgulho na nossa história, mas temos que admitir que houve episódios no passado que não foram bons. A relação com os povos indígenas não foi sempre muito positiva. Originalmente, não eram tratados como cidadãos com direito de voto, etc. A reconciliação entre o Governo do Canadá e os povos indígenas, que também são canadianos, é muito importante para reconhecer os erros do passado e procurar maneiras de crescer cultural, politica e economicamente juntos, como canadianos diversos”, rematou Marder.
Neste contexto, a história de Joe Silvey - ou do açoriano José ou João Silva - oferece um exemplo raro de boa convivência, de integração, da miscigenação entre os povos autóctones, hoje canadianos, e os colonos que começaram a chegar em força ao país na segunda metade do século 19.
Luke Marston é autor de uma instalação em bronze com cinco metros de altura, exposta no Parque Stanley, em Vancouver, desde abril de 2015, que conta a história de Silvey, seu tetra-avô, e da sua família, exemplo notável de um “casamento” raro entre duas culturas, sem domínio nem segregação, que hoje serve de exemplo à política de “reconciliação” promovida pelo Governo canadiano.
“Shore to Shore” – Costa a Costa – é o nome da instalação, financiada com contribuições governamentais, canadianas e portuguesas, dos Povos das Primeiras Nações indígenas, e da família de Silvey, através do próprio Luke Marston, um projeto entretanto continuado com publicação de um livro e a realização de documentário, que ainda não foi estreado.
Marston esteve esta semana em Portugal para, em parceria com a embaixada canadiana na capital portuguesa, tentar reunir vontades institucionais e patrocinadores que resultem na criação e instalação em Lisboa de um novo capítulo dessa “história”.
“Será uma escultura com cerca de dois metros de altura, de bronze, teremos que encontrar o local na cidade onde faça sentido que fique”, disse o escultor à Lusa, ressalvando, porém, que “há ainda muito para discutir: protocolos, patrocínios e acordos”.
“Não sei se irá por diante, não sei o que irá acontecer”, acrescentou.
Mas, se acontecer, adiantou, é provável que integre a representação da pesca do bacalhau – que aproximou durante séculos portugueses e canadianos –, eventualmente sob a forma de lobos e baleias assassinas, que na mitologia Salish, que povoa o imaginário de Luke Marston, “são o mesmo ser”, símbolo xamânico e essência da ideia de “família”, central no trabalho do artista.
“Quando penso em família e no oceano, penso sempre no lobo e na orca. Ambos viajam em grupo, em família. Na nossa cultura acreditamos que a entidade do lobo e da orca é a mesma. São o mesmo ser. Viajam, caçam quando estão em terra e se a família desce das montanhas para a água transformam-se em orcas e caçam na água. Ocorre-me essa mitologia”, diz Marston.
Lusa/MN

“Como Gerir Melhor o Preço do Meu Hotel

Diretor Regional do Turismo destaca importância da formação de ativos no setor
O Diretor Regional do Turismo afirmou, na Horta, que iniciativas como o workshop “Como gerir melhor o preço do meu hotel: a importância das variáveis na determinação do preço de venda” contribuem de forma pertinente para o desenvolvimento sustentável do turismo nos Açores, com uma intervenção focalizada no reforço de competências comerciais e de gestão dos agentes do setor.
Filipe Macedo, que falava no encerramento do workshop organizado pelo Turismo de Portugal, em parceria com a Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, reforçou que a sustentabilidade do crescimento da atividade turística nos Açores deve “assentar em três pilares fundamentais – o fator humano, o fator ambiental e o fator económico”.
Esta ação, em concreto, permitiu uma intervenção especializada junto do capital humano, ativo que diariamente faz da industria do turismo um reportório de vivências, experiências e emoções.
Para o Diretor Regional, “iniciativas como esta pretendem habilitar, através de um processo de partilha e transferência de conhecimento, os recursos humanos deste setor com ferramentas que os habilitem a otimizar o seu negócio”.
O workshop “Como Gerir Melhor o Preço do Meu Hotel: A Importância das Variáveis na Determinação do Preço de Venda” visou aproximar as empresas do turismo ao mercado real, sensibilizando-as para a necessidade e a importância de adaptar o preço às condições do mercado, volatilidade das suas principais variáveis determinantes e aos diversos canais de venda utilizados, com vista a maximizar a receita.
Este workshop decorreu nas ilhas Terceira, São Miguel e Faial, contando com um total de 110 participantes.
GaCS/HMB/MN

Folia carnavalesca precede a Quaresma

Folia carnavalesca precede a Quaresma
Chamado enterro do carnaval coincide com o dia da imposição das cinzas e o inicio da Quaresma
O carnaval, que se celebra por estes dias em vários países, tradição a que os Açores não escapam, é uma festividade ligada à data da Páscoa, uma dimensão desde logo vincada pelo seu caráter móvel e pela origem da sua designação.
A Páscoa é celebrada no domingo após a primeira lua cheia que se siga ao equinócio da primavera, no hemisfério norte, pelo que o carnaval acontece entre 3 de fevereiro e 9 de março, sempre 47 dias antes.
A Igreja viria a alterar e adaptar práticas pré-cristãs, relacionando o período carnavalesco com a Quaresma: uma prática penitencial preparatória à Páscoa, com jejum começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, por meio do jejum e da abstinência.
Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II contestaram fortemente o carnaval, mas no ano 590 a Igreja Católica aprova que se realizem festejos que consistiam em desfiles e espetáculos de caráter cómico.
No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do Carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.
Sobre a origem da palavra Carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne) ou de “carne levamen” (supressão da carne) remetem para o início do período da Quaresma.
A própria designação de entrudo, ainda muito utilizada, vem do latim ‘introitus’ e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a esse tempo litúrgico.
Na diocese de Angra, nos Açores, o Carnaval é particularmente vivido na ilha Terceira.
Entre este sábado e terça-feira de Carnaval, cerca de seis dezenas de grupos amadores percorrem a ilha atuando, de forma gratuita, em mais de 30 salas de espetáculos, até de madrugada, com manifestações que aliam a música ao teatro em rima.
As manifestações de teatro popular tradicionais da ilha Terceira, compostas por períodos musicais e teatrais, dividem-se em danças de pandeiro, bailinhos e comédias que apresentam temas para fazer rir e em danças de espada, que abordam temáticas menos ligeiras e todos envolvem mais de 1.500 músicos, dançarinos e atores, em que se incluem grupos de emigrantes dos Estados Unidos da América e do Canadá.
Noutras ilhas, como São Miguel Faial e Graciosa são os bailes de Carnaval que marcam presença nesta época, com opções para todos os gostos, desde a gala ao carnaval trapalhão. A folia dura até terça feira. Quarta feira, dia 1 de março, enterra-se o entrudo e começa a Quaresma que é um período de 40 dias, excetuando os domingos, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.
igrejaAçores/MN

“Basalto”, nova série está em rodagem para a RTP

Realizador açoriano Zeca Medeiros grava nova série para a RTP sobre gente comum
O realizador açoriano Zeca Medeiros está a gravar na ilha de São Miguel uma série de cinco episódios para a RTP, um guião original escrito com o filho David Medeiros que conta a história de gente comum.
“Este guião é original, baseado no palco da vida, que escrevi com o meu filho David Medeiros, que também é um dos atores”, afirmou hoje à agência Lusa Zeca Medeiros, 65 anos, acrescentando que esta particularidade tem um “significado especial” por ser a primeira vez que tal acontece.
Denominada “Basalto”, rocha característica do arquipélago, a série está em rodagem nos concelhos de Ponta Delgada e Vila Franca do Campo.
Trata-se de uma produção independente que conta com cerca de 50 atores e mantém a mesma equipa que filmou um dos últimos trabalhos de Zeca Medeiros, “O Livreiro de Santiago”, baseado na vida do primeiro editor do escritor Pablo Neruda, o açoriano natural do Corvo Carlos Nascimento.
Para Zeca Medeiros, antigo funcionário da RTP, esta nova produção é “uma tapeçaria de personagens e histórias que se entrecruzam na atualidade”, com gente comum, que “poderá ter estado enredada em circunstâncias extraordinárias” e onde haverá “ecos do passado”, com referências, por exemplo, a “algumas feridas da guerra colonial”.
“Estamos mais ou menos a 50% da rodagem. É complexo para os meios de rodagem que temos, mas não vou fazer aqui o muro das lamentações”, referiu o realizador, lamentando, porém, que os meios de produção não tenham evoluído mais nos Açores nos últimos anos.
A conclusão da rodagem está prevista para o final deste ano, seguindo-se o trabalho de pós-produção e só depois a série será exibida na televisão.
“Houve, com esta nova direção da RTP, um interesse de retomar trabalhos de produção”, destacou Zeca Medeiros, que liderou a mesma equipa de produção que realizou 11 documentários para a RTP/Açores sobre músicos açorianos, cuja emissão ocorreu recentemente.
Sem avançar o valor do orçamento de “Basalto”, Zeca Medeiros, também músico e compositor, assegurou que o projeto, com temas originais da sua autoria e arranjos de Paulo Vicente, só é possível com “a ajuda de muitos amigos, da Empresa de Eletricidade dos Açores, da Associação Portas do Mar e da Solidaried’arte — Associação para a Integração pela Arte e Cultura”.
“Acho que a minha missão na vida é fazer estas coisas. Enquanto tiver energia é essa a minha missão neste mundo”, confessou Zeca Medeiros, que se define como “um contador de histórias”.
Para o próximo ano, Zeca Medeiros projeta gravar um álbum com temas e canções de várias séries e peças de teatro que escreveu e realizou nos últimos anos.
Do currículo de Zeca Medeiros, que já desempenhou o papel de ator em vários projetos, fazem ainda parte produções como “Mau Tempo no Canal”, “Xailes Negros, “O Barco e o Sonho”, “Gente Feliz com Lágrimas”, “O Sorriso da Lua nas Criptomérias” e “Anthero — O Palácio da Ventura”.
Lusa/MN

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O cantor José Alberto Reis atuou em Mississauga - Canadá

Centro Cultural Português de Mississauga celebra São Valentim
José Alberto Reis e ‘’Sagres’’ animaram a noite dos Namorados
Mais de seiscentos corações encheram no último sábado dia 18 de fevereiro, o salão nobre do CCPM para celebrar a festa de São Valentim (Dia dos Namorados) em Mississauga.
O salão nobre do prestigioso Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM), vestiu-se a preceito com a cor encarnada nas mesas com flores e o respetivo coração ao centro para receber e festejar a grande noite de São Valentim com o clube cheio de corações apaixonados que se deslocaram com os seus amores para o jantar em mais uma noite memoravél inserido no programa de eventos que são escolhidos pela coletividade ao longo do ano deste clube português de Mississauga.
Era visivél a alegria desmostrada no rosto das pessoas nesta noite dedicada aos namorados, onde reinou a boa disposição entre todos aqueles que celebraram á sua maneira o São Valentim e marcaram presença neste jantar mais as suas companheiras das mais variadas idades, desde os mais velhos aos mais novos. O amor não tem idade quando é sincero e transparente não só no mês de fevereiro mas todo o ano.
Foi servido pela prata da casa um delicioso jantar durante o serão onde não faltou como sobremesa no final, com morango e um gelado em forma de um coração de duas cores.
O presidente do executivo Tony de Sousa após o jantar subiu ao palco para agradecer a comparência dos sócios e amigos do clube e anunciou  alguns dos próximos eventos que se vai realizar em especial já no próximo domingo com as famosas danças carnavalestas á moda da ilha Terceira e espera encher novamente o salão com os amantes destas danças.
Logo depois apresentou o famoso conjunto ‘’Sagres’’ para dar início ao baile de São Valentim onde a pista de dança se encheu num abrir e fechar de olhos para dançaram ao ritmo da música  variada que esta banda da nossa comunidade lusa-canadiana tocou ao longo desta noite de romantismo.
Após o intervalo foi a vez do famoso cantor da música romântica vindo de Portugal, o conhecido José Alberto Reis, dar continuação ao espetáculo com as suas canções românticas que fez novamente delirar todos os amantes nesta noite especial dedicada a São Valentim com a pista de dança novamente cheia com um ovo, com o cantor a cativar o público com os seus temas de amor e até desceu do palco para cantar junto dos seus fãs, no início da sua atuação, mas depois teve que voltar ao palco porque a pista de dança já não tinha mais espaço para tanta gente, mais parecia a passagem de ano quando este mesmo salão esgotou os lugares.
José Alberto Reis cantou e encantou, interpertando várias canções do seu último album ‘’ETERNO’’, mas os seus maiores exitos não ficou atrás como, a ‘’Perdoa-me outra vez’’, ‘’Setembro’’, ‘’Mãe’’, ‘’Feiticeira’’, ‘’Bom dia coração’’ ‘’Viver sem Ti não sei’’, Voltei a bater á tua porta’’, Confia em Mim’’, ‘’Alma Rebelde’’ e ‘’Rosa de Amor ‘’,  entre outros sucessos.
Em conversa com o cantor Português, José Alberto Reis para o reporter do CMC, este adiantou que foi mais uma vez um enorme prazer voltar a cantar no clube português de Mississauga, onde esteve já à quatro anos e ser novamente bem recebido pelos nossos imigrantes, numa curta passagem pelo Canadá, onde foi convidado pela A.C. Barcelos onde tinham atuado no sábado anterior no salão da local 183 em Toronto.
Também adiantou á nossa reportagem que este ano comemora 30 anos de carreira e vai lançar na próxima Primavera um novo album que tem de nome ‘’Alma’’ no dia 9 de junho em Guimarâes sua terra natal. Este album vai ser editado com o seu filho que também praticipou neste novo trabalho discográfico.
Foi mais um espetáculo que fica na memória dos amantes da música romântica com é conhecido em Portugal o José Alberto Reis, e deixa-me acrescentar que mais parece o nosso Júlio Inglésias português na sua bonita voz e nas canções que ofecere aos seus admiradores. No final ainda teve tempo para autografar os seus CD’s e tirar algumas fotografias como sempre faz quando vem atuar ao Canadá.
O CCPM está mais uma vez de parabéns pela excelente noite que oferereu aos seus sócios e á comunidade lusa-canadiana de Mississauga e cidades circuvizinhas.
- João G. Silva.

Carnaval na cidade de Ponta Delgada - S. Miguel, Açores

Batalha das Limas em Ponta Delgada repete-se na terça-feira
A Batalha das Limas, que se realiza na terça-feira de Carnaval, em Ponta Delgada, surgiu há cinco séculos na ilha de São Miguel, disse o antropólogo Rui Sousa Martins.    
"A Batalha das Limas remonta ao século XVI. Pelo menos há notícias do século XVI, tendo começado primeiro por se atirar frutos, já anunciando a primavera. Na época da laranja, que caracterizou o século XIX de São Miguel, também se arremessava este fruto", declarou à agência Lusa Rui Sousa Martins.
O docente da Universidade dos Açores explicou que os frutos deram lugar na Batalha das Limas à água, através da confeção de limas, produzidas de forma artesanal, com cera e parafina, em pequenos recipientes em formato de ovo.
Na atualidade, as limas existem em menor número devido à predominância dos sacos plásticos e dos balões com água.
Além da Batalha das Limas, o Campo São Francisco, em Ponta Delgada, foi palco, no século XX, de uma batalha de flores, em recinto fechado, com acesso pago, cujas receitas revertiam para iniciativas sociais.
Todos os anos, na terça-feira de Carnaval, a marginal de Ponta Delgada transforma-se num "campo de batalha" com um combate de água que marca o dia de Entrudo no maior município dos Açores.
Vários camiões, cheios de foliões, munidos do seu arsenal de limas, sacos plásticos e balões, percorrem a via com os participantes a "agredirem-se" mutuamente, embora se apresentem protegidos por capacetes.
Centenas de pessoas concentram-se ao longo da marginal da cidade para assistirem e, também, participarem no "confronto", com recurso a baldes de água, sacos e limas.
Rui Sousa Martins classificou a Batalha das Limas como o "Carnaval do nosso tempo, em que a máscara é substituída pelo capacete que, simultaneamente, protege e anula a identidade pessoal".
Segundo o docente da Universidade dos Açores, esta iniciativa é uma "tradição urbana recente", que substitui uma anterior, com a mesma designação.
"Trata-se de uma tradição muito urbana em que os foliões seguem em camiões, levam o seu arsenal, organizando-se em diferentes freguesias. O confronto, a luta e a água são elementos característicos do Carnaval micaelense", referiu.
Para o professor universitário, esta é "uma nova forma de sociabilidade, porque os jovens se podem encontrar e organizar numa prática social relevante que identifica também Ponta Delgada".
O antropólogo adiantou que a Batalha das Limas, tal como outras tradições do Carnaval de Ponta Delgada, permite uma "inversão dos papéis sociais e das identidades dos indivíduos", tendo estado as mulheres muitos anos afastadas desta iniciativa, o que já não acontece atualmente.
Segundo a Câmara Municipal de Ponta Delgada, que apoia a iniciativa, este ano vão participar na Batalha das Limas oito equipas com nove camiões, das freguesias de São Vicente Ferreira, São José, São Sebastião, São Pedro, São Roque, Fajã de Baixo, Santa Clara e Livramento.
A batalha decorre entre as 15:00 e as 19:00
Lusa/MN

Carnaval em São Miguel: Grandes Bailes no Coliseu Micaelense

Cestas de Carnaval em concurso nos Bailes do Coliseu
O Coliseu Micaelense promove o emblemático concurso de cestas de Carnaval no âmbito da realização dos Grandes Bailes, a 24 e 27 de fevereiro, numa iniciativa que honra o passado pela preservação de uma tradição única do mundo.
São três as categorias para o concurso de cestas dos Grandes Bailes de 2017 do Coliseu Micaelense. A cesta mais tradicional, a mais carnavalesca e a mais criativa.
Em causa, uma tradição que faz jus à ímpar história desses Bailes, desde 1921, na sociedade micaelense e que, nos nossos dias, continua a ser potenciada e respeitada quer pela organização, quer pelos seguidores deste evento que marca o calendário festivo da quadra nos Açores e, até mesmo, a nível nacional e internacional.
Numa iniciativa que promove a preservação de uma tradição culturalmente enraizada, o concurso deste ano premeia, com o apoio de parceiros, a melhor cesta tradicional, concebida, de forma arrojada, por flores e toalhas bordadas, com uma viagem para duas pessoas para qualquer destino das rotas da Azores Airlines, a melhor cesta carnavalesca, criada pelos mais diversos elementos que timbram a época, com uma estadia de um fim-de-semana, para duas pessoas, no Santa Bárbara Eco-resort e no Moinho da Bibi, e a melhor cesta criativa, que visa promover a originalidade, com um voucher duplo para a programação do segundo trimestre do Coliseu Micaelense que este ano, recorde-se, comemora do seu centenário.
O concurso decorre entre as 23H00 e as 00H30 de cada baile e os interessados deverão apresentar a sua cesta na entrada, após leitura do bilhete, junto ao “Guichet das Cestas”,
identificando a sua mesa ou camarote junto da equipa credenciada. A cesta será fotografada e avaliada por júri externo ao Coliseu e a apresentação dos resultados será feita no palco, às 01H00.
Os Grandes Bailes de Carnaval 2017 irão receber cerca de 2500 pessoas em cada noite e este ano contam com a consagrada artista nacional Wanda Stuart que sobe ao palco com a Orquestra Ligeira de Ponta Delgada, entre as 00H00 e as 01H00, quer na sexta-feira, quer na segunda-feira.
A animação musical conta, igualmente, com a banda Stereomode e a participação de Pilar Silvestre, Marina, Jaime Goth e Anderson Luiz Ouro Preto como convidados desta banda regional que tem vindo a marcar presença neste evento âncora.
O Foyer do Coliseu tem a presenca da dupla de DJ´s Matti e Kid DJ até às 05H00, facultando um espaço alternativo à pista principal, mas com a mesma essência carnavalesca.
Os bilhetes individuais ainda disponíveis podem ser adquiridos na bilheteira do Coliseu, que esta sexta-feira e na próxima segunda-feira está aberta das 13H00 às 16H00, estando encerrada excecionalmente no sábado, dia 25, por motivos operacionais.
Açores9/MN

Azores Airlines Rallye definido de 30 de março a 1 de abril

Azores Airlines Rallye definido
A prova açoriana a contar para os campeonatos europeu, nacional e regional da modalidade estará na estrada entre os dias 30 de março e 1 de abril próximos e mantém um esquema idêntico ao dos anos anteriores.
O centro nevrálgico do evento cuja comissão organizadora volta a ser liderada por Francisco Coelho estará uma vez mais nas Portas do Mar, na marginal de Ponta Delgada, e a direção de prova entregue a António Andrade. O programa começa com o City Show na noite de quarta-feira, 29 de março, e na manhã do dia seguinte tem lugar a Qualifying Stage novamente nos Remédios. O rali propriamente dito arranca na tarde de quinta-feira, 30 de março, e prolonga-se até à tarde de sábado, 1 de abril. A prova terá um total de 670,32 km, 210,46 dos quais compõem as 16 provas especiais cujo piso será composto por 89% de terra e 11% de asfalto.
HORÁRIO
DIA 0 QUARTA-FEIRA, 29 DE MARÇO
City Show                                                                                                      20h00
DIA 1 QUINTA-FEIRA, 30 DE MARÇO
Qualifying Stage                                                                                           10h03
Partida                                                                                                          14h30
Assistência A                                                                                                14h35
PE 1, Lagoa Stage (2,40 km)                                                                       15h21
PE 2, Soluções M (7,08 km)                                                                        15h40
PE 3, Vila Franca São Brás 1 (13,47 km)                                                    16h25
PE 4, Grupo Marques 1 (3,95 km)                                                               17h22
Reagrupamento                                                                                           17h54
Assistência B                                                                                               17h57
DIA 2 SEXTA-FEIRA, 31 DE MARÇO
Assistência C                                                                                              09h53
PE 5, Pico da Pedra Golfe 1 (7,02 km)                                                      10h43
PE 6, Feteiras Meo 1 (7,46 km)                                                                  11h22
PE 7, Sete Cidades 1 (25,62 km)                                                               11h53
Reagrupamento                                                                                          13h03
Assistência D                                                                                              13h38
PE 8, Pico da Pedra Golfe 2                                                                       14h43
PE 9, Feteiras Meo 2                                                                                  15h22
PE 10, Sete Cidades 2                                                                               15h53
Reagrupamento                                                                                          17h03
Assistência E                                                                                              17h06
DIA 3 SÁBADO, 1 DE ABRIL
Assistência F                                                                                              08h38
PE 11, Graminhais 1 (21,01 km)                                                                10h08
PE 12, Tronqueira 1 (21,96 km)                                                                 10h58
PE 13, Grupo Marques 2                                                                            12h34
Reagrupamento                                                                                          13h06
Assistência G                                                                                              13h40
PE 14, Vila Franca São Brás 2                                                                   15h03
PE 15, Graminhais 2                                                                                   15h58
PE 16, Tronqueira 2                                                                                    16h48
Reagrupamento                                                                                          18h24
Assistência H                                                                                              18h39
Pódio                                                                                                           18h56
Nota: Hora local
João Freitas Faria