terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo

Aposta na energia geotérmica é uma forma de valorizar o potencial endógeno dos Açores, afirma Marta Guerreiro
A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou hoje que, até 2021, 60% da produção de eletricidade nos Açores deve ser proveniente de energias renováveis e recursos endógenos, destacando a produção geotérmica, com 34%, enquanto prioridade do Governo na sustentabilidade e valorização dos recursos naturais disponíveis.
“Neste momento, a produção geotérmica em São Miguel é de cerca de 182GWh, o que representa 43% da produção de eletricidade na ilha e 23% da produção de energia nos Açores, sendo que o total de fontes de energias renováveis nesta ilha é de 54% e representa 35% do total nos Açores, permitindo evitar cerca de 165 mil toneladas de emissões de CO2 no último ano”, frisou Marta Guerreiro, que falava, nas Furnas, na abertura da primeira reunião do projeto europeu ERA-NET Geothermica, do qual o Governo dos Açores é parceiro através do Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia.
Para a titular da pasta da Energia, é importante reforçar a representação da Região nas organizações europeias para a definição de políticas estratégicas no setor energético, “fazendo dos Açores um ‘living lab’ para testar soluções emergentes que nos confiram a caraterística de ‘smart islands’”.
Participar de forma ativa e eficaz na elaboração de programas e projetos europeus é um dos objetivos, através da investigação e desenvolvimento tecnológico nos domínios da energia, especialmente em áreas que incluam os recursos naturais e endógenos, como é o caso da geotermia.
“Pretendemos fomentar investigação para valorizar o nosso potencial endógeno aplicado aos diversos setores estratégicos, promovendo a inovação e a competitividade na nossa Região”, salientou Marta Guerreiro, acrescentando que a geotermia “não deve ser apenas utilizada para produção de eletricidade, a chamada de alta entalpia, mas também como capacidade calorífica (baixa entalpia), como é o caso do aquecimento de água (no setor turismo), do aquecimento de estufas (no setor da agricultura) e do aquecimento geotérmico (como no típico cozido açoriano)”.
Nos Açores existem duas centrais geotérmicas com capacidade para 23 MW, ambas na ilha de São Miguel, tendo a Secretária Regional adiantado que será concluída este ano a central da ilha Terceira, com capacidade prevista para 3,5 MW.
O Governo dos Açores, alinhado com o compromisso da União Europeia para 2020 e 2030, baseado no Acordo de Paris de 2016, definiu objetivos estratégicos para aumentar a eficiência energética e reduzir tanto as consequências do efeito estufa como a dependência dos combustíveis fósseis até 2020, para promover a qualidade e segurança do abastecimento energético à população.
GaCS/HMB

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