quinta-feira, 31 de março de 2016

Campeonato de Portugal Prio - Série E - Manutenção/Descida:

Operário faz a festa ao bater o Nogueirense (2-0)
Campeonato Portugal Prio (2015-2016)
Operário e Sp. Ideal com ronda vitoriosa
O Operário venceu o Nogueirense na agoa por 2-0 e ficou mais perto de garantir o primeiro lugar na Série E - 2ª fase - Manutenção/Descidas do campeonato de Portugal Prio.
O Sporting Ideal conquistou uma importante vitória frente a um adversário direto com vista á manutenção ao vencer na Ribeira Grande a Académica-SF por 2-1. 
Série E - Manutenção/Descidas:
Jornada - Resultados:
Data
 
Visitado
 
Visitante
 
26-03-16
 
 
26-03-16
 
 
26-03-16
 
 
26-03-16
 
 
 
Classificação:
 
Equipa
J
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E
D
GM
GS
 
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5
0
2
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30
 
 
7
3
0
4
 
24
 
 
7
4
1
2
9
 9
 
24
 
 
7
3
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23
 
 
7
3
1
3
 8
 
23
 
 
7
3
1
3
 
19
 
 
7
1
2
4
 5
 
17
 
 
7
1
1
5
 5
 
13
 
 
 
Play-off Despromoção
 
Despromoção
 
15 pts
AD Nogueirense
15 pts
Operário
13 pts
Sporting Ideal
12 pts
Oliv. Hospital
11 pts
Pampilhosa
10 pts
Tourizense
9 pts
Sabugal
9 pts
Académica-SF

Campeonato de Portugal Prio: 2ª Fase - Zona Sul - Subida:

Angrense, 0 - Moura, 3
Campeonato Portugal Prio (2015-2016)
Ressurreição alentejana com bênção encarnada
O Moura vence o Angrense (3-0) e alcança o primeiro êxito na II fase do Campeonato de Portugal Prio. 
Moura rigoroso, humilde e eficaz na forma como abordou o jogo. Angrense demasiado apático e sem ideias. Bolas paradas complicam.
2ª fase - Zona Sul - Subida:
Jornada - Resultados:
Data
 
Visitado
 
Visitante
 
26-03-16
 
26-03-16
 
26-03-16
 
26-03-16
 
 
 
Classificação:
Equipa
J
V
E
D
GM
GS
 
 P
 
 
7
5
2
0
 5
 
17
 
 
7
3
2
2
 8
 
11
 
 
7
2
4
1
 9
 
10
 
 
7
3
1
3
7
 
10
 
 
7
2
2
3
 
 8
 
 
7
2
2
3
 7
 
 8
 
 
7
1
2
4
 7
 9
 
 5
 
 
7
0
5
2
 3
 6
 
 5
 
 
Apuramento Campeão
 
Play-off Subida

quarta-feira, 30 de março de 2016

Endividamento das empresas municipais preocupa Bolieiro

José Manuel Bolieiro presidente da Câmara de Ponta Delgada
Ponta Delgada "muito preocupada" com endividamento das empresas municipais
O presidente da Câmara de Ponta Delgada, nos Açores, admitiu hoje estar "muito preocupado" com o endividamento das três empresas municipais e escusou-se a antecipar soluções, que revelou estarem a ser estudadas.
“Estou a estudar, não quero antecipar, porque é preferível ser prudente do que apressado”, afirmou José Manuel Bolieiro em declarações à agência Lusa, após a reunião do executivo municipal.
Sem revelar os valores do endividamento, o autarca social-democrata adiantou que “estão a ser estudados todos os constrangimentos jurídicos, legais, económicos e financeiros para optar pela melhor solução em nome do equilíbrio financeiro da câmara”, informando que o município já teve seis empresas e agora tem apenas o Coliseu Micaelense, a Cidade em Ação e o Azores Parque.
“Não gosto de esconder o sol com a peneira. Tenho procurado não fingir que o que está mal está bem, mas declarar com lealdade e honestidade que o que está mal está mesmo mal”, disse José Manuel Bolieiro.
Segundo o autarca, houve alterações legais recentes que podem ser mais favoráveis a resolver alguns problemas.
A questão do setor empresarial local foi suscitada pela oposição socialista durante a reunião de câmara, na qual o vereador Nuno Miranda acusou José Manuel Bolieiro de nunca ter pretendido discutir abertamente este assunto.
“É notório que existem empresas com degradação constante das suas contas. Temos instigado o senhor presidente para não só se solidarizar com as nossas preocupações, mas para debater com toda a gente a própria situação do setor empresarial local, porque é uma situação complexa”, sustentou Nuno Miranda.
O vereador socialista defendeu que tanto o Coliseu Micaelense como a empresa Cidade em Ação, proprietária do Parque Urbano, deveriam ser internalizadas no município.
Porém, sublinhou, o Azores Parque (parque industrial municipal), com “uma situação financeira muito gravosa”, detida por entidades públicas e privadas, merece “maior reflexão” sobre a solução a adotar, sendo preferível “a extinção e insolvência da mesma”.
Na reunião, os vereadores socialistas entregaram um documento com um conjunto de 27 medidas em áreas tão diversas como a mobilidade e acessibilidades, higiene urbana entre outras.
Além do encerramento ao trânsito da rua dos Mercadores, no centro da cidade, a oposição propõe a reconfiguração do horário de recolha de resíduos urbanos em Ponta Delgada, a redução da sinalização vertical e a alteração dos horários de acesso às lagoas das Empadadas e do Canário.
José Manuel Bolieiro comprometeu-se a analisar o documento.
Lusa

Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores

Açores não devem ceder à tentação dos bons indicadores do turismo
O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, pediu hoje uma postura de exigência e de inconformismo no turismo, alertando os agentes do setor para que não cedam "à tentação" e não se deslumbrem com os indicadores favoráveis.
“Temos que ter consciência obviamente daquilo que é agradável constatar e é agradável ver, mas temos sobretudo que ter consciência daquilo que nos falta fazer e do que nos falta ultrapassar e não podemos nem devemos ceder à tentação de nos deslumbrarmos com as estatísticas”, afirmou Vasco Cordeiro.
O presidente do Governo Regional falava na apresentação do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, salientando que o documento, com orientações até 2020, aborda “uma postura de exigência e de inconformismo” que disse ser “essencial imprimir e garantir" no setor.
“Efetivamente, o que seria mais fácil seria, em função de um conjunto de indicadores que são agradáveis, nós ficarmos por aqui. E se assim acontecesse eu julgo que seria o princípio do fim deste setor”, considerou o chefe do executivo açoriano, para quem o documento “fala também de um esforço de concertação e de diálogo” em torno dos objetivos para o setor.
Vasco Cordeiro garantiu que este "não é um plano do Governo", nem das centenas de pessoas e entidades envolvidas na sua discussão, mas um documento aprofundado, com um conjunto de alterações que, a partir daqui, devem ser desencadeadas, por exemplo, nos mecanismos de apoio a iniciativas com interesse turístico.
“Este é um ponto de partida, não é um ponto de chegada. Deixo também o apelo neste momento para o facto de considerarmos a imperiosa necessidade de assumirmos esta como uma linha estratégica”, sustentou o presidente do Governo Regional, garantindo, contudo, que “ninguém está coagido ou obrigado a seguir este plano”.
"Cada entidade pode dizer ‘eu não concordo com nada do que diz o Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores’ e, portanto, eu vou seguir o meu caminho. É inteiramente livre de o fazer, não pode é contar com uma mobilização de recursos públicos para sustentar uma estratégia que não se articula, que não se coaduna com este plano estratégico", apontou.
Vasco Cordeiro sustentou ainda que há muito trabalho a fazer na qualificação de produtos e de serviços e reforçou a importância de "acautelar a sustentabilidade ambiental, económica e social do turismo dos Açores", que considerou uma responsabilidade de todos.
Na apresentação do plano, Jorge Costa, do Instituto do Turismo, indicou que as ilhas de São Miguel, Terceira e Faial concentram 90,7% do volume de dormidas em 2015 e que a principal motivação das visitas à região é a natureza.
A natureza é precisamente apontada como o produto prioritário para as opções estratégicas no setor no arquipélago e ainda o potencial no mar.
É também definida uma estratégia de produto por ilha, trabalhando ainda no destino como um conceito "‘cool’ e confortável" e com "um povo afável".
Quanto aos mercados, a aposta vai para aqueles que estão em crescimento, como Estados Unidos da América, França, Reino Unido, Canadá e Itália, embora não signifique que não se invista nos outros, segundo Jorge Costa.
Lusa

terça-feira, 29 de março de 2016

''Mulher de Água'' novo livro de Conceição Maciel

A Autora, Conceição Maciel, tem a honra de convidar V. Exa. e família para a apresentação do seu recente livro Mulher de Água, que será apresentado pelo autor do prefácio Adélio Amaro.
A cerimónia terá lugar no Centro Municipal de Actividades Culturais, Estrada Regional, Nordeste (São Miguel, Açores), no dia 31 de março, pelas 20h30.
A sessão contará com um momento poético, terminando com um apontamento musical de Viola da Terra e Violão, da responsabilidade de Rodrigo Furtado e Sérgio Pimentel.

Prefácio
O rio passa ao lado de uma árvore, cumprimenta-a, alimenta-a, dá-lhe água... e vai em frente, dançando. Ele não se prende à árvore. 
A árvore deixa cair suas flores sobre o rio em profunda gratidão, 
e o rio segue em frente. O vento chega, dança ao redor da árvore e segue em frente. E a árvore empresta o seu perfume ao vento... Se a humanidade crescesse, amadurecesse, essa seria a maneira de amar.
Osho
Existe um provérbio popular que refere que só percebemos o valor da água depois que a fonte seca. Mas, A Mulher de Água, de Conceição Maciel, orvalha-nos a alma e faz de nós sonho transformado em golfinho que beija a foz de uma ribeira que abandonou a ilha após trilhar a sua face e salpicar seus olhos.
Água azul do céu, do infinito, da tranquilidade, da serenidade e da harmonia em contraste com a frieza, a monotonia e a depressão que o caos lança no leito real de uma mulher que se ajoelha no basalto mergulhado e lança seus braços ao céu do infinito, como quem grita pelo tempo de renascer. Essa mulher que não receia mitigar a sede que a devora...
Conceição Maciel, escritora de sensibilidade, de uma poesia simples que nos faz viajar e divagar pela nostalgia, pelo sentimento e pelos mistérios das suas ilhas, desta vez banhou a mulher enigmática pela verdura da prosa.
E nessa conversa entre o seu pensamento, o seu sonho e a sua criatividade, Conceição Maciel não esqueceu uma das maiores forças das ilhas que é a água, fantasia que abraça a quimera de uma mulher e a simbólica de um golfinho que do azul do mar acena para a mãe natureza que descansa nas ilhas.
Como escreveu Cecília Meireles (1901-1964), um poeta é sempre irmão do vento e da água, e a autora de A Mulher de Água, lançou nestas folhas, sem sombras ou limites, como a felicidade que relata no seu conto de fantasia e contaminado pela realidade, uma hasta de triunfo onde sublinha a importância do baptismo como esperança de vida, tatuando na sua mensagem que não há ilha sem água nem ilha sem vida, sem nascimento.
E todo o nascimento merece um crescimento, e Conceição Maciel fez, neste livro, o tempo mergulhar de mãos dadas com o pensamento de uma mulher que é de Água e que na mesma ribeira onde saciou sua sede, também banhou, pela primeira vez, sua filha – Ribeira da Mulher.
E o seu rebento, como nascente que chora em direcção ao mar, não escondeu o seu crescimento, e não conseguindo o mesmo trilho para sua filha, a Mulher de Água foi beijando lombas e vales, vales e lombas, precipitando-se, alongando-se, afundando-se, elevando-se, num sobe e desce como na vida.
A esta Mulher bastava estender o braço para tocar o infinito e as estrelas, mas o céu dos olhos não é só feito de estrelas. Também tem as suas nuvens, que podem ser claras ou escuras, lembrando a prece de Fernando Pessoa (1888-1935): Senhor! Torna-me puro como a água e alto como o céu.
E como não há reino, mesmo que seja das águas, sem  tortura, esta Mulher encheu o mar na concha da sua mão, e dela se ergueu uma antiga caravela, de onde saiu um homem que ao pisar a ilha plantou a sua cruz...
Conceição Maciel lançou nas páginas deste livro, o vento da imaginação que da concha da realidade fez ondear uma Mulher aguada de mensagem que nos permite navegar pelas metáforas que nos fazem inundar a imaginação.
A autora não nega o basalto que lhe corre nas veias, e de pés bem vincados nas suas ilhas, com destaque para Lajes do Pico e Nordeste, descreve este Mulher como Água límpida que reflecte o verde da esperança, mas que ao mesmo tempo faz rebolar pedras e entrar em conflito com as margens que lhe limitam a esperança.
Este conto, mensagem, bem molhado de sensibilidade, é instintivo de alguém que no leito da solidão, chora ideias nas folhas brancas, porque, como proferiu Victor Hugo (1802-1885), são singulares as solidões da água. São o tumulto e o silêncio.
Conceição Maciel é inspiração, mulher fortaleza, sensível de coração humanitário, que na água da sua vida sentiu gota a gota que foi brotando da sua nascente e que foi bailando feito ribeira pela verdura das ilhas, umas vezes beijando outras empurrando a luta do basalto que constitui a sua raiz vulcânica.
Escrever de alguém, com a sensibilidade humana e literária, de Conceição Maciel, além de ser uma honra, é um desafio constante, porque a autora do Pico e de São Miguel, tem no seu sangue o Azul dos Açores, o mesmo Azul que pinta a água da vida, a água que faz a ilha de São Miguel chorar, tendo seus olhos nas nascente e suas lágrimas derramadas pelas ribeiras. E, este contraste, entre a força do vulcão e a sensibilidade da água que sussurra na montanha, que por vezes, também se revolta e grita cuspindo penedos, fez Conceição Maciel mostrar a força da Mulher figurada na Água que também é símbolo de vida, reflectindo a fragilidade da mesma que também consegue destruir uma rocha.
A pureza da ribeira de palavras de Conceição Maciel é de tal forma transparente que nos faz confundir a ansiedade da realidade com o oceano da ficção.
Mas, conhecendo a sua luta de vida, de professora, de esposa e de mãe, tenho-a como inspiração de alguém que soube, essencialmente, ser Mulher, deixando as águas passar enquanto estas lhe foram humedecendo a vida, porque, como disse Santo Agostinho, enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer...
Adélio Amaro
Leiria, 14 de Março de 2016
Dia de Santo António de Cartago (?-1549)