29º edição do Carassauga –
2014:
Pavilhão de Portugal bateu o recorde de visitantes este
ano
Durante três dias, o Carrassauga – Festival de Culturas
de Mississauga atraiu milhares de pessoas que quiseram conhecer e celebrar a
cultura de 72 países, nos 30 pavilhões preparados para o efeito e espanhados
pela cidade.
O
Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM), sob a coordenação de Olga de
Oliveira, acolheu e mostrou do melhor que Portugal, tem para oferecer na música,
na gastronomia, na cultura e turismo.
A
presidente da câmara de Mississauga, Hazel Mc-Callian, que está a cumprir o seu
último mandato na autarquia, após 35 anos no cargo, conhece bem os
luso-canadianos e, quando visitou o pavilhão no sábado, enalteceu o sucesso da
comunidade e o papel preponderante da mesma na divulgação e na participação do
Carassauga desde 1985.
No
domingo, na hora do encerramento do Festival, Olga Oliveira e o presidente do
Carassauga, o luso-canadiano Jack Prazeres, congratularam-se pelo fato do
pavilhão de Portugal, com mais de 5 mil visitas, e do próprio Festival, terem
batido o recorde de visitantes, agradecendo a todos pela participação e
prometendo empanho para que a edição do próximo ano seja ainda ‘’maior e
melhor’’.
Gilberto
Moniz, presidente do CCPM, também fez um balanço positivo do evento, mas
lamentou a ausência do grupo folclórico da Casa dos Açores do Ontário que, em
seu entebnder, devia ter marcado presença uma vez que o pavilhão este ano foi
dedicado à ilha de S. Miguel.
Três
dias muito animados
A
abertura do pavilhão português no CCPM ocorreu na sexta-feira, com o entoar dos
hinos do Canadá e de Portugal.
As
portas da cidade de Ponta Delgada, um monumento divulgado pela diáspora açoriana
um pouco por todo o mundo, foram o elemento de destaque do espaço, servindo de
enquadramento ás diversas iniciativas que ali ocorreram durante o
fim-de-semana.
O
artesanato regional micaelense esteve representado por cinco artesãos da
Associação de Solidariedade do Mosaico de Lagoa (o oleiro Eduardo Gouveia, o
cesteiro João Andrade, a tecedeira Maria Zélia Raposo e os artesãos Eduardo
Câmara e Luis Bolarinho), que estiveram acompanhados pelo presidente da
instituição, Roberto Medeiros. Perante muitos curiosos, puderam mostrar o seu
saber e arte fazendo cestos de vime, louça em barro, rendas e
tecelagem.
O
cozinheiro Martinho Festas, do restaurante Segredos do Mar, em Casteo de Neiva,
que se deslocou ao Canadá pela quatra vez, teve a seu cargo a mostra
gastronómica e nãao desiludiu os paladares mais exigentes, tendo confecionado
entre outros, polvo asado, bacalhau à lagareiro e lulas
grelhadas.
O
colorido etnográfico português foi apresentado aos visitantes pelos ranchos
folclóricos, Prais de Portugal, EStrelas do Norte, os Amigos do Minho, Casa das
beiras, Norte de Portugal (Oshawa), CCPM (jovens e adultos), Associação Cultural
do Minho, Casa dos Poveiros e Arsenal do Minho. No plano musical atuaram os
artistas Carlos Rodrigues, Isaura Lopes, Malandros da Gaita, e Jessica
Vital.
A
apresentação dos espetáculos foi de Andrew Câmara e Nancy Vieira. Os voluntários
do Centro não tiveram mãos a medir para receberem e servirem os mais de cinco
mil visitantes que nos três dias visitaram o pavilhão de Portugal. Maria
McConnell, natural de S. Miguel e casada com John McConnell foi a vencedora de
uma viagem a Portugal oferecida pela SATA Internacional.
João G. Silva
Sem comentários:
Enviar um comentário