Morreu António Leitão, antigo atleta olímpico
Nascido em Espinho a 22 de julho de 1960, António Leitão tinha 51 anos e estava internado no Hospital de Santo António no Porto, em estado de coma.
O antigo atleta António Leitão, medalha de bronze nos 5.000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles1984, morreu hoje no Porto, anunciou hoje o Benfica, clube que representou durante 10 anos.
Nascido em Espinho a 22 de julho de 1960, António Leitão tinha 51 anos e estava internado no Hospital de Santo António no Porto, em estado de coma.
O antigo atleta sofria de hemocromatose, uma doença pouco comum, caraterizada pela excessiva absorção de ferro, o que provoca perturbações diversas no organismo, nomeadamente problemas hepáticos e de diabetes.
«Faleceu este domingo, dia 18 de março, António Leitão, antigo atleta do Sport Lisboa e Benfica. Este é um dia de luto para o atletismo e para o desporto português. Aos seus familiares e amigos, o clube endereça as mais sentidas condolências», lê-se no sítio oficial do Benfica na internet.
António Leitão, um medalhado olímpico com carreira incompletaTendo abandonado a competição em 1991, aos 31 anos, António Leitão manteve-se em Espinho, onde sempre residiu e onde foi homenageado.
António Leitão, que morreu hoje de manhã, no Porto, foi um atleta de altos e baixos, que aos 22 anos era dos melhores fundistas mundiais e aos 24 conquistou uma medalha olímpica, antes de começar a somar desilusões.Nascido em Espinho, foi no Sporting local que António Leitão começou a notabilizar-se, chegando mesmo a conquistar uma medalha de bronze no Campeonato da Europa de Juniores em 1979. Ingressado no Benfica em finais de 1981, logo começou a dar nas vistas, cedo atingindo classe mundial.
Em 1982, bateu o recorde nacional de 5.000 metros com um tempo (13.07,70 minutos) que o colocava como segundo europeu e quarto mundial de sempre, um ano antes de bater o recorde nacional de 3.000 m, com 7.39,69, marca que ainda hoje vigora, 29 anos depois.O momento mais brilhante do seu percurso aconteceu em 1984, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, ao ser terceiro nos 5.000 metros, depois de liderar a prova ao longo de 3.150 metros, só sendo batido nos 200 metros finais. Foi o ponto alto de uma carreira que não teve, depois, a sequência esperada.
Em 1986, Leitão ainda foi quinto no Campeonato da Europa, mas uma série de problemas físicos e um espírito nem sempre muito competitivo levaram a que os resultados começassem a não aparecer. Não sendo muito rápido, pensou-se que poderia apostar nos 10.000 metros, mas o atleta foi adiando essa evolução na distância, que acabaria por nunca se concretizar efetivamente.
Para a história, fica a final olímpica de Los Angeles, a mais rápida de sempre até aos Jogos de Pequim, em 2008, em grande parte devido à ação do atleta português. Nesses Jogos, Rosa Mota começou por conquistar a medalha de bronze na maratona e, no dia seguinte à subida ao pódio de António Leitão, Carlos Lopes conquistou a medalha de ouro na maratona.
Tendo abandonado a competição em 1991, aos 31 anos, António Leitão manteve-se em Espinho, onde sempre residiu e onde foi homenageado mais tarde ao ser dado o seu nome à pista de atletismo implantada na Nave Desportiva da cidade. O atleta era presença regular nas provas ali realizadas.

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