sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Danças de Carnaval animam colectividades no Ontário

CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS DE MISSISSAUGA
Fantasias, ritmo e alegria com as danças á moda da Terceira 
O Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM) abriu as portas mais uma vez para festejar o Carnaval.
 A música, ritmo e fantasia das famosas danças de salão carnavalescas à moda da ilha Terceira, com as suas histórias carregadas de sátiras, representadas por amadores no teatro popular que trouxeram da ilha de Jesus Cristo esta linda tradição que se tem estendido pelas comunidades de origem açoriana nos Estados Unidos e Canadá, todos os anos, esgotaram mais  uma vez as instalações do CCPM.
O almoço foi servido por um fantástico grupo de membros voluntários do Centro, que tiveram de servir mais de seiscentas pessoas, o que não foi nada fácil, porque o espaço ficou limitado para manobra em redor das mesas, mas tudo correu bem graças à colaboração de todos.
Foi servida sopa de caldo verde, Carne estufada com batatas e vegetais e uma taça de arror doce e café. Ao longo da tarde esteve à venda as tradicionais malasssadas (foram feitas mais de seiscentas que esgotaram), bifanas e pastéis, e serviço de bar.
Depois da refeição, Gilberto Moniz, presidente da colectividade agradeceu a todos por estarem presentes e anunciou os próximos eventos a realizar no CCPM, chamando logo a seguir o seu colega da direcção executiva, Tony de Sousa. O vice-presidente apresentou as sete danças carnavalescas que se seguiram e no final de cada uma, entregou um envelope com uma quantia monetária para agradecer aos grupos participantes o trabalho na manutenção desta linda tradição, que está a seer continuada por muitos jovens.
A primeira dança a entrar em cena com 20 elementos, foi a dança da Família Nunes com o mestre Ramiro e Bernice Rocha, que apresentou como assunto ''Crise em Portugal'', focando a crise económica e a guerra dos partidos PS e PSD.
A dança número 2 foi a do ''Lusitânia de Toronto (1)'', com o tema ''As Viúvas'' com baile aberto, com duas viúvas a choraram a morte dos maridos no cemitério e a decidirem tirar o luto e ir gozar a vida; mas depois arrependeram-se quando foram descobertas a trair seus falecidos maridos.
A dança número 3 foi a dança do ''East'' com 20 elementos. Teve como assunto ''Era uma vez'', do autor João Linhares conduzida pelo mestre Jeffery Aguiar; dois actores, que estavam  com  à espera de uma personagem chamada Alice, são algemados por um mágico iniciante que comprou as algêmas na loja chinesa, e depois ficaram presos os dois, porque o mágico não sabia ler as instruções para abrir, porque estava em chinês. O encontro com a Alice foi tragédia esperada.
A dança número 4 foi de ''O Petisco'', que apresentou com 20 elementos o assunto ''Quatro pecadores num convento'', com o mestre João Martins e música do grupo. A pouca vergonha aconteceu com o envolvimento de uma freira com empregados e padre. Foram todos expulsos do convento pela madre superior por queixa de um travesti invejoso por ver aquilo que aconteceu na relações entre os quatro.
A dança número 5 foi de mais um outro grupo de dança do ''Lusitânia de Toronto (2)'', sob o tema  ''Tempestade Amorosa'' da autoria de Hélio Costa, e que teve como mestres, Tyler Dias - Artur de Freitas e Luísa Fraga. Três Irmãs vão de férias aos Açores e encontram namorados que depois vêm trabalhar para a construção no Canadá a convite do  pai delas, mas tudo dá uma volta quando decidem ir para a boa vida e viram  homossexuais. Na hora do casamento já na igreja rejeitam o laço conjugal e fogem.
A dança número 6 foi a do ''Angrense de Toronto'', cujo tema ''O resto são cantigas'', foi interpretado por 22 elementos e os mestres, Brian Sequeira - Ronaldo Homem que dirigiram a dança. Dois amigos vão à internet e um marca encontra com o amor da sua vida, que viagem do Canadá para a Praia da Vitória , para encontrar o noivo que mentiu a dizer que era deputado regional quando limpava retretes nas festa da Praia e é descoberto ao receber uma medalha pelos bons serviços prestados á Câmara municipal pelo presidente da edilidade.
A terminar o longo dia festivo carnavalesco, foi com a dança  número 7 do ''Centro Cultural de Mississauga'' com o tema ''O Cruzeiro da  Saudade'' escrito pelo autor terceirense, João Mendonça, que contou com 31 elementos na conduta dos mestres, Rogério Mendes - Sabrina Mendes. Três irmãs já idosas, com uma vinda da Terceira, já em Toronto decidam surpreender a que veio dos Açores e ir num cruzeiro para caraíbas e encontram os amores das suas vidas, três rapazes novos que as burlam no final.
Foi uma longa tarde bem passada e devertida, que se prolongou até ás 22h30 com as pessoas a viveram e delirarem com muitos risos e gragalhadas os  temas apresentados com alguns bem picados na línguagem popular. Até o padre de origem filipina da paróquia da Igreja do Cristo Rei em Mississauga não foi poupado pela crítica, por ter afastado as danças do salão paroquial este ano, e fechar as portas a este tradicional evento açoriano.
Mas é e foi, Carnaval, ninguém leva a mal!
A direcçao do CCPM, está mais uma vez de parabéns por mais um magnífico dia que ofereceu ao povo luso-canadiano residente em Mississauga e arredores.
Bem hajam em manterem a cultura portuguesa nas vossas instalações!
- João G. Silva.

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