quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Agenda para a Habitação 2017-2031 nos Açores

Direção Regional da Habitação recolhe contributos para fase de diagnóstico da Agenda para a Habitação 2017-2031
O Diretor Regional da Habitação reuniu em Ponta Delgada, com a Direção da AICOPA - Associação dos Industriais de Construção e Obras Públicas dos Açores, no âmbito do processo de auscultação e recolha de contributos para a fase de diagnóstico da Agenda para a Habitação 2017-2031.
Orlando Goulart salientou que o documento “visa definir, neste espaço temporal até 2031, políticas de habitação em várias vertentes”, como a ocupação de solos, políticas e estratégias para a reabilitação urbana, incluindo também a habitação social.
Tendo já começado a ouvir as autarquias, o Diretor Regional destacou a importância de “uma base de consenso mais alargada” entre os vários parceiros do setor em torno deste instrumento, destacando igualmente a importância do levantamento exaustivo das situações a abordar.
Orlando Goulart recordou que, na sequência deste trabalho de diagnóstico, o Governo dos Açores já apresentou medidas direcionadas à resolução de algumas das situações identificadas, como a falta de fogos disponíveis para arrendamentos de longa duração, referindo-se à medida apresentada na discussão do Plano e Orçamento para 2018, de reformulação do regime de apoio à recuperação de habitação degradada  que procura estimular a disponibilização de novas habitações no mercado de arrendamento.
“Vamos torná-lo mais amplo, vamos abranger edifícios que estão devolutos, vamos promover a reabilitação desses edifícios e arranjar mais soluções para quem quer arrendar”, salientou.
A Agenda para a Habitação 2017-2031 constitui uma medida constante do Programa de Governo e tem como objetivo adaptar as medidas públicas para este setor às necessidades atuais e futuras da Região.
GaCS/SC/MN

Processo laboral da fábrica da COFACO no Pico

A principal preocupação do Governo dos Açores são os trabalhadores, afirma Gui Menezes
O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia reiterou na Horta, que “a principal preocupação” do Governo dos Açores “sempre foi, e vai continuar a ser, os trabalhadores e a manutenção da fábrica conserveira na ilha do Pico”, frisando que “esta é a garantia maior da continuidade dos postos de trabalho destes profissionais”.
Gui Menezes, que falava na Assembleia Legislativa durante o debate sobre o processo laboral da fábrica da COFACO no Pico, afirmou que “o trabalho do Governo dos Açores tem sido o de encontrar soluções”, disponibilizando “todos os instrumentos necessários para que o investimento [na nova fábrica] se possa realizar, assegurando também os direitos dos trabalhadores e o seu futuro”.
Gui Menezes criticou “o aproveitamento partidário que está a ser feito do processo laboral da COFACO” e afirmou que “o Governo dos Açores não baixa os braços, nem lava as mãos, ao contrário das acusações que têm vindo a ser feitas” ao Executivo açoriano.
“Esta é daquelas situações, infelizmente, em que, como se viu, querem responsabilizar o Governo por aquilo que faz, por aquilo que não faz, por aquilo que não tem de fazer, por aquilo que diz ou por aquilo que não tem de dizer”, frisou.
Durante o debate, Gui Menezes afirmou que o Executivo açoriano sempre reconheceu “a enorme importância” da unidade fabril da COFACO da Madalena, no Pico, salientando, neste sentido, que, “ao longo de várias legislaturas”, o Governo Regional tem estado “disponível para apoiar, no âmbito do enquadramento legal aplicável”, os investimentos da COFACO naquela ilha.
Gui Menezes lembrou que a empresa entregou, a 20 de dezembro de 2017, a candidatura para apoios à construção da nova fábrica, que está a ser analisada pelos técnicos da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia.
O governante anunciou que o Executivo açoriano, através da Secretaria Regional da Solidariedade Social, irá “assegurar o pagamento da creche dos filhos dos funcionários da COFACO, no período que decorrerá até à abertura da nova unidade fabril na ilha do Pico”.
Esta medida abrange 32 crianças e conta com a parceria da Santa Casa da Misericórdia da Madalena, assegurando a manutenção de um regime de gratuitidade de que as trabalhadoras já beneficiavam.
O Secretário Regional referiu que a Direção Regional do Emprego e Qualificação Profissional “promoveu um plano de intervenção que contempla a formação dos trabalhadores da COFACO”.
Gui Menezes recordou ainda que esteve reunido, na semana passada, com os trabalhadores da unidade fabril no sentido de prestar esclarecimentos sobre o processo de candidatura que a empresa submeteu aos apoios comunitários e que está a decorrer nos termos previstos na legislação comunitária, nacional e regional aplicável.
GaCS/GM/MN

Plantadas cerca de 178 mil plantas na ilha de São Miguel

Rearborização de áreas de corte em São Miguel já envolveu plantação de 178 mil plantas, revela Diretora Regional dos Recursos Florestais
A Diretora Regional dos Recursos Florestais revelou que já foram plantadas cerca de 178 mil plantas nas áreas de corte de madeira na ilha de São Miguel, apostando-se muito nas espécies endémicas junto às linhas de água.
“Estamos a falar em 50 hectares, onde foram plantadas cerca de 178 mil plantas. Quase 114 mil são resinosas, 35 mil folhosas e 29 mil espécies endémicas”, adiantou Anabela Isidoro, que falava no final da visita a uma plantação de endémicas no concelho do Nordeste.
A Diretora Regional estimou que, até ao final da época de plantação, que se prolonga até março/abril, se atinja uma área total de 71 hectares, com criptomérias, endémicas, folhosas e resinosas.
“O reordenamento florestal conseguido com a reflorestação já efetuada permitiu reduzir para metade os povoamentos puros de criptomérias”, frisou a Diretora Regional, acrescentando que se passou a ter povoamentos puros de outras resinosas, folhosas e endémicas e 32% da área foi reflorestada com povoamentos mistos (mistura de espécies).
Anabela Isidoro salientou que se trata de um trabalho difícil, feito em terrenos acidentados, mas que está a correr muito bem, referindo que uma equipa consegue plantar, por dia, cerca de 700 endémicas, 1.750 folhosas e 2.450 criptomérias.
A utilização de espécies endémicas e de espécies folhosas em áreas de maior declive e nas linhas de água permitirá, segundo a Diretora Regional dos Recursos Florestais, melhorar a gestão do solo e da água, prevendo-se ainda um impacto muito positivo ao nível da fauna e da restante flora endémica, com a criação de autênticos corredores ecológicos.
A produção de espécies endémicas, que teve um grande impulso ao nível da investigação e das técnicas de produção a partir de 2009, tem atualmente a finalidade de responder a necessidades dos projetos da administração pública regional ou onde esta colabora, tais como a florestação no âmbito do plano de ordenamento da bacia hidrográfica da Lagoa das Furnas e o projeto LIFE+ Terras do Priolo, entre outros.
A Região tem 18 viveiros florestais que ocupam cerca de 26 hectares.
A Diretora Regional salientou também que todo o perímetro florestal na ilha de S. Miguel tem a gestão certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council), pelo que a criptoméria resultante desta exploração florestal pode ostentar esse rótulo, que atesta as boas práticas florestais em execução e é reconhecido internacionalmente.
GaCS/RM/MN

Projetos dinamizem economia da Terceira nas Lajes

Vasco Cordeiro anuncia que casas vagas nas Lajes estão disponíveis para projetos que dinamizem economia da Terceira
O Presidente do Governo anunciou que o Governo da República aceitou passar para a Região as casas deixadas vagas pelos EUA na Base das Lajes, que estarão disponíveis para projetos que permitam fortalecer a economia e a criação de emprego e de riqueza na ilha Terceira.
“O Governo da República já respondeu à carta e à proposta que o Governo dos Açores lhe havia feito a propósito da cedência das habitações na ilha Terceira e é, com muito gosto e com muito orgulho, que vos transmito que a resposta foi positiva”, afirmou Vasco Cordeiro na Assembleia Legislativa.
No próximo mês será lançado o concurso público para a primeira fase de reabilitação do bairro Beira-Mar, composto por 138 casas, assim como do complexo escolar deixado vago pelos EUA.
Na sua intervenção, Vasco Cordeiro garantiu que, fruto também desta resposta positiva do Governo da República às pretensões do Governo dos Açores, “temos hoje ainda mais e melhores condições para continuar esse trabalho de fortalecimento da economia da ilha Terceira e dos Açores, de criação de emprego na ilha Terceira e nos Açores”.
No plenário que está a decorrer na cidade da Horta, o Presidente do Governo adiantou que fica, assim, afastado o receio de que a cedência destas habitações à Região pudesse condicionar a concretização de projetos de investimento, por parte dos EUA ou de outras entidades, que viessem a necessitar destas habitações.
“Tenho o gosto de partilhar com esta Assembleia que a posição do Governo dos Açores é que estamos inteiramente disponíveis para avaliar com o Governo dos EUA, ou com quem quer que seja, qualquer projeto para a utilização destas habitações, no sentido de, mais uma vez, ajudar a fortalecer a economia, ajudar a criar riqueza e emprego na ilha Terceira”, assegurou Vasco Cordeiro.
No debate parlamentar sobre o processo de redução das forças norte-americanas na Base das Lajes, o Presidente do Governo salientou, por outro lado, que os dados sociais e económicos da ilha Terceira constituem, para o Governo, um “grande incentivo e um grande ânimo para fazer o que ainda falta fazer para responder as necessidades da economia e da criação de emprego que ainda existem, para fortalecer mais o setor turístico da ilha Terceira e dos Açores”.
Nesse sentido, adiantou que, no anterior sistema de apoio ao investimento privado SIDER, em toda a sua extensão de sete anos, foi candidatado na ilha Terceira um montante de cerca de 103 milhões de euros, enquanto no novo sistema de incentivos COMPETIR+, que está apenas a meio do seu período de funcionamento, verifica-se que já foi candidatado um total de 102 milhões de euros.
“Atualmente, em cerca de metade do tempo de funcionamento do atual sistema de apoio ao investimento privado, já foi candidatado praticamente o mesmo montante do que tinha sido candidatado em todos os sete anos de vigência do anterior sistema de incentivos”, disse Vasco Cordeiro, ao sublinhar também que, em janeiro de 2015, a ilha Terceira registava 2.658 desempregados inscritos e, em dezembro de 2017, estavam inscritos 1.643 desempregados, uma redução superior a 38 por cento.
“Em 2015, a ilha Terceira registou cerca 176 mil dormidas, enquanto, no último ano, foram registadas mais de 327 mil dormidas, um aumento em relação a 2015 de cerca de 90 por cento e superior a 100 por cento em relação a 2014.
Perante os deputados regionais, o Presidente do Governo recusou, por outro lado, a ideia de que o Governo dos Açores tem agido nesta questão das Lajes com secretismo.
“Essa ideia não corresponde minimamente à verdade. Eu, como Presidente do Governo, já pedi três vezes - e isso foi feito - para reunir com uma Comissão desta Assembleia especificamente sobre a questão da Base das Lajes”, recordou Vasco Cordeiro, adiantando ainda que, antes e depois das reuniões da Comissão Bilateral Permanente, contacta diretamente com os responsáveis partidários para dar conta dos desenvolvimentos deste processo.
“Acusar o Governo dos Açores de agir, nesta matéria, com segredo não tem qualquer relação com a realidade. O Governo age, nesta, como nas outras matérias, com total e absoluta transparência, desde logo, para com os deputados regionais”, assegurou.
Relativamente à anunciada operação da companhia aérea norte-americana Delta para os Açores, o Presidente do Governo deixou a garantia de que em todas as reuniões da Comissão Bilateral Permanente em que participou “nunca foi aventada a hipótese dos voos da Delta serem uma compensação do que quer que seja”.
GaCS/PC

Taça de Portugal - Meias-finais: Porto - Sporting a 7 fevereiro

Taça de Portugal:
FC Porto - Sporting jogam a 7 de fevereiro
O encontro entre o FC Porto e o Sporting, da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, vai disputar-se em 7 de fevereiro, anunciou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
O encontro entre ‘dragões’ e ‘leões’ está marcado para as 20:15 de 7 de fevereiro, uma quarta-feira.Em 28 de fevereiro, à mesma hora, o Desportivo das Aves recebe o Caldas, do Campeonato de Portugal (terceiro escalão), na primeira mão da outra meia-final.
A segunda mão das meias-finais está marcada para 17, 18 ou 19 de abril.
A FPF informou hoje também que todos encontros das meias-finais terão videoárbitro, tal como acontece nos jogos da I Liga.

Benfica é o ‘campeão’ europeu nos lucros


Estudo revela que Benfica foi o campeão na Europa com mais lucro
O Benfica é o ‘campeão’ europeu nos lucros registados na época 2016/2017, após impostos, entre os clubes cujas equipas de futebol conquistaram o título nas principais ligas europeias, refere um estudo da KPMG.
Com um lucro de 44,5 milhões, o Benfica surge à frente dos ‘Big Five’, campeões das ligas espanhola (Real Madrid), italiana (Juventus), francesa (Mónaco), alemã (Bayern Munique) e inglesa (Chelsea).
O mesmo estudo contempla sete campeonatos fora dos grandes da Europa, que são o português, com o Benfica, o turco (Besiktas), o escocês (Celtic), o suíço (Basileia), o russo (Spartak Moscovo), o holandês (Feyenoord) e o romeno (Viitorul).
Naquela que é a segunda edição do ‘The European Champions Report’, a consultora compara o desempenho financeiro das 12 equipas campeãs, “todos os clubes analisados aumentaram as receitas operacionais e conseguiram resultados positivos (lucro)”.
A KPMG assinala que o Benfica, que em 2016/2017 conquistou o seu quarto título consecutivo no futebol, duplicou os seus lucros, tendo em conta que na época anterior, a de 2015/16, tinha tido um resultado de 20 milhões.
O clube que se situa mais perto dos ‘encarnados’ é a Juventus, com um lucro de 42,6 milhões de euros, seguida do Bayern Munique, com 39,2, e do Real Madrid, 21,4, enquanto o Chelsea se situou nos 17,7.
O estudo assinala, em relação ao Benfica, as vendas de Victoe Lindelof ao Manchester United (lucro líquido de 23 milhões) e de Gonçalo Guedes ao Paris Saint-Germain (26 milhões), com Andrea Sartori, diretor-geral para o Desporto da KPMG a assinalar a ‘formação’.
“Na verdade, apesar das mediáticas transferências de jogadores a que temos assistido e do aumento dos custos com pessoal, a indústria caminha num sentido em que é possível que os clubes sejam lucrativos. Neste cenário, os clubes que se destaquem na formação e ‘trading’ de jogadores tenderão a ter vantagens competitivas”, sublinhou.
O responsável aproveitou para exemplificar, no Benfica, com as transferências de Guedes e Lindelof, e no Chelsea e Juventus com as saídas de Óscar (para o Shanghai SIPG) e de Pogba (para o Manchester United).
Em outros rubricas, o Real Madrid é, sem surpresa, o clube campeão com maiores receitas operacionais (671 milhões), ainda atrás do Manchester United, que não figura no estudo por não ter sido campeão.
MP-MN

Fábrica de licores dos Açores 'Mulher de Capote'

Elevada carga fiscal é motivo de queixa do produtor de licores açorianos
Na fábrica de licores dos Açores Mulher de Capote, na Ribeira Grande, onde são produzidos mais de 30 produtos que pretendem representar o sabor dos Açores, a crise passou ao lado, mas a carga fiscal é lamentada pela empresa. “A crise tem passado lá fora. Gradualmente temos sempre subido na faturação. Agora, se estamos a ganhar mais dinheiro, digo que não. Estamos supercarregados de impostos.
Não é sacrificando as empresas que se cria mais riqueza, é exatamente o contrário: é facilitando os impostos que se cria mais riqueza”, considerou Eduardo Ferreira, responsável de marcas de bebidas alcoólicas dos Açores como Ezequiel, Mulher de Capote ou Queen of the Islands.
Atualmente, trabalham na fábrica – na ilha de São Miguel – cerca de 30 funcionários, que, entre outros, fabricam os licores, desenvolvem a estratégia da marca ou acolhem os turistas que passam no espaço para conhecer os vários licores, dos quais se destaca o premiado licor de Maracujá, fabricado desde a década de 1930 pela marca Ezequiel, entretanto adquirida pela Mulher de Capote. “Aqui só trabalhamos com matéria-prima regional: plantas, frutas e produtos lácteos da região”, sustentou Eduardo Ferreira, antes de referir que em Portugal é onde há mais vendas de licores, embora haja “boas fatias de mercado” em países da diáspora, nomeadamente Cabo Verde. O responsável da Mulher de Capote nasceu nos Açores, mas estudou e fez a tropa nos Estados Unidos, onde residiu alguns anos antes de regressar ao arquipélago português. “Vim para cá em 1980 e depois fiz a vida toda aqui”, declarou, antes de lembrar que “tudo começou” na empresa que lidera, em 1980, com “três barris” e alguma experiência familiar no ramo. Com duas lojas em Lisboa de produtos dos Açores o objectivo de Eduardo Ferreira, afirmou, “sempre foi em primeiro lugar a qualidade”. “Temos 30 e tal produtos no mercado e quero sempre que todos sejam tão bons ou superior aos que existem no mercado”, acrescentou.
Filtragem, engarrafamento e rotulagem são algumas das etapas no fabrico dos licores que os turistas e locais podem observar ao visitar a fábrica na Ribeira Grande.
A Mulher de Capote produz vários licores de frutas, mas também tem bebidas em áreas com gin, aguardente ou vinho abafado.
MP/MN