terça-feira, 21 de novembro de 2017

Presidente da CM de Ponta Delgada em Toronto

José Manuel Bolieiro apela ao investimento canadiano em Ponta Delgada
O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada defendeu na passada quinta-feira, em Toronto, que “vale a pena investir” no maior concelho da Região Autónoma dos Açores.
Em diferentes entrevistas que concedeu no início da sua visita de cinco dias ao Canadá, José Manuel Bolieiro afirmou que “o crescimento de Ponta Delgada torna o concelho apetecível para o investimento”. “Ponta Delgada é cada vez mais competitiva no contexto nacional para oferecer oportunidades de negócio”, disse.
O responsável autárquico deixou “um convite aos que ainda não conhecem Ponta Delgada para que nos visitem enquanto turistas e como empresários investidores”. “Estamos de braços abertos para receber os nossos emigrantes e os canadianos em geral”, prosseguiu, porque “Ponta Delgada tem, cada vez mais, capacidade competitiva”.
Para José Manuel Bolieiro, “Ponta Delgada oferece uma descoberta identitária diferenciada”, mas “acrescentamos à descoberta das raízes novas oportunidades de retorno de investimento”, designadamente, com o “crescimento de uma oferta turística de qualidade”. “Temos a genuinidade da natureza e temos novas competências de acolhimento turístico”, afirmou.
A liberalização do espaço aéreo entre os Açores e o continente português “tem registado um impacto económico muito importante ao nível das nossas potencialidades turísticas”, segundo o presidente da Câmara Municipal, “tornando assim Ponta Delgada ainda mais atrativa para novos mercados”. Para quem vive em países como o Canadá “vale a pena visitar Ponta Delgada também no inverno, porque o nosso clima é muito mais acolhedor”, explicou.
José Manuel Bolieiro deixou estas mensagens de enaltecimento de Ponta Delgada como destino turístico e como centro de negócios em sucessivas entrevistas realizadas no “Jornal da Noite” da FPTV/SIC Internacional e em programas especiais das estações Camões Rádio/TV e CIRV Rádio, na cidade de Toronto.
O líder do maior município açoriano aproveitou a oportunidade para “um reconhecimento da competência e da capacidade da comunidade portuguesa na província do Ontário, maioritariamente constituída por açorianos e seus descendentes, que dignifica o bom nome de Portugal e dos Açores na grande nação canadiana”.
“Devemos reconhecer e enaltecer os casos de sucesso político, económico, cultural e social que afirmam e prestigiam a portugalidade e a açorianidade na nossa diáspora”, considerou ainda José Manuel Bolieiro para justificar “a importância de reforçar o relacionamento institucional do Município de Ponta Delgada com as suas comunidades emigradas”. “Enquanto presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, tenho a obrigação, que cumpro com gosto, de estar próximo dos pontadelgadenses, quer vivam no concelho ou na diáspora”, concluiu.
Antes de visitar alguns dos órgãos de comunicação social que servem a comunidade portuguesa de Toronto, José Manuel Bolieiro deslocou-se à Assembleia Legislativa da Província do Ontário, em Queens Park, para um encontro oficial com o Ministro das Finanças, Charles Sousa.
O chefe do executivo municipal e o responsável pela pasta das Finanças do Governo do Ontário trocaram impressões sobre a situação atual do Município de Ponta Delgada, num encontro em que participou também a deputada Liberal eleita por Davenport, Cristina Martins.
No segundo dia da sua deslocação ao Canadá, José Manuel Bolieiro encontra-se com a vice-presidente da Câmara de Toronto e com o Consul-Geral de Portugal, visita a Casa dos Açores do Ontário e a Casa das Beiras, para além de conceder nova entrevista à Chin Radio.
Gabinete de Imprensa - Rita Resendes

Visita de Sabine Bourdy, Chefe da Unidade Regiões Ultraperiféricas aos Açores

Diretora Regional dos Assuntos Europeus defende "conhecimento de proximidade" da Ultraperiferia e dos Açores
A Diretora Regional dos Assuntos Europeus afirmou hoje, na Lagoa, que é “fundamental” potenciar a deslocação aos Açores de responsáveis da União Europeia para “promover um conhecimento de proximidade e em discurso direto”.
Célia Azevedo, que falava à margem da visita de Sabine Bourdy, Chefe da Unidade Regiões Ultraperiféricas da Direção Geral da Política Regional e Urbana, da Comissão Europeia, aos Açores, frisou a importância de “valorizar o potencial dos Açores e da Ultraperiferia no contexto europeu”.
A Diretora Regional manifestou satisfação pela disponibilidade da Comissão em deslocar-se aos Açores, no contexto da recente aprovação da Comunicação ‘Uma parceria estratégica reforçada e renovada com as Regiões Ultraperiféricas da UE’ e no quadro da preparação do próximo período de programação da União Europeia.
Sabine Bourdy, que iniciou hoje uma deslocação de três dias à Região, visitou o Nonagon - Parque de Ciência de Tecnologia de S. Miguel, onde o Diretor Regional da Ciência e Tecnologia, Bruno Pacheco, apresentou o trabalho desenvolvido, designadamente pelo Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia.
Na ocasião, a equipa da DG Regio ficou a conhecer o trabalho desenvolvido no âmbito do Programa-Quadro de Investigação e Inovação da UE 2014-2020, o Horizonte 2020, dos Programas de Cooperação Territorial MAC, Espaço Atlântico e Interreg Europa, entre outros, que têm uma participação muito significativa dos Açores.
Os promotores do Mistyc Sea II, coordenado pelos Açores, e do MBT-Marine Biotech, projetos apoiados pelo Horizonte 2020, tiveram também oportunidade de explicar à Comissão os trabalhos em curso.
A organização desta visita ao Nonagon, um dos vários projetos financiados pela UE no arquipélago, “pretendeu ilustrar algumas das dimensões da investigação e da inovação nos Açores, através das várias valências e do potencial deste Parque, que se traduz, também, na criação de emprego”, afirmou a Diretora Regional, sublinhando que essa realidade “é melhor apreendida através da promoção de um contacto com responsáveis de empresas aqui instaladas e dos seus projetos”.
“Outra vertente que pretendemos valorizar durante esta visita, para além da investigação e da inovação, do ambiente e das energias renováveis, é a da política espacial nos Açores”, salientou Célia Azevedo, apontando a estação de seguimento de satélites da Agência Espacial Europeia (ESA), a Galileo Sensor Station ou a estação da Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas e Espaciais, em Santa Maria, como “exemplos claros da dimensão e relevância que os Açores assumem também neste contexto”.
Na quarta-feira, segundo dia da sua deslocação aos Açores, Sabine Bourdy profere uma intervenção sobre 'A política de coesão e as RUP', na conferência 'A sociedade açoriana e a política de coesão pós 2020', no Núcleo de Arte Sacra do Museu Carlos Machado em Ponta Delgada, e visita o Centro de Monitorização e Investigação das Furnas (CMIF), onde a Chefe da Unidade RUP e a sua equipa terão oportunidade de se inteirar sobre os projetos de recuperação das lagoas das Furnas e das Sete Cidades.
A responsável pelas RUP, que é acompanhada nestas deslocações e reuniões pela Diretora Regional dos Assuntos Europeus, visita ainda, com elementos do Banco Europeu de Investimento, a Central Geotérmica do Pico Vermelho, na Ribeira Grande, no terceiro e último dia da sua deslocação ao arquipélago, onde será dado enfase à importância das energias renováveis nos Acores.
GaCS/SN/MN

Presidente do Governo recebeu Sindicato dos Professores da Região Açores

Professores dos Açores beneficiarão da solução nacional que for negociada com os sindicatos, garante Vasco Cordeiro
O Presidente do Governo assumiu hoje o compromisso de que os professores dos Açores beneficiarão da solução que for consagrada a nível nacional, relativamente às questões do descongelamento das carreiras e da contagem do tempo de serviço que esteve congelado.
“Em relação à questão dos descongelamentos, o Governo dos Açores assume, totalmente e sem reservas, a solução que for consagrada a nível nacional. Também assume, totalmente e sem reservas, o compromisso de praticar na Região a contagem de tempo de serviço que for definida a nível nacional”, garantiu Vasco Cordeiro.
O Presidente do Governo falava, em Ponta Delgada, após ter recebido, em audiência, o Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) e o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA).
Esta posição do Governo dos Açores foi transmitida, de forma clara, aos representantes dos sindicatos, assegurou Vasco Cordeiro, ao precisar que a, “nível nacional, há nove anos para recuperar, enquanto, na Região, há sete anos para recuperar”.
“Nós entendemos que esta diferença de tempo não é motivo para atrasarmos o que quer que seja na Região, ou seja, o facto de termos menos tempo para recuperar nos Açores, não é razão para que se siga um processo mais demorado aqui na nossa Região”, afirmou.
Nesse sentido, a aplicação do modelo que vier a ser consagrado a nível nacional para a recuperação deste tempo, tendo em conta esta diferença, reverterá em benefício, também, para os docentes dos Açores, disse o Presidente do Governo.
Vasco Cordeiro salientou também que, dos encontros de hoje, ficou ainda o compromisso do Executivo de que qualquer questão nova que surja nos Açores, fruto da aplicação das soluções nacionais e tendo em conta as especificidades da Região, o “Governo dos Açores cá estará para analisar, para dialogar e decidir”.
GaCS/PC/MN

Associação Abraço apoia pessoas com VIH/SIDA

Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências prepara parceria com a Associação Abraço
A Diretora Regional de Prevenção e Combate às Dependências anunciou, em Angra do Heroísmo, a formalização de uma parceria com a Associação Abraço, que apoia pessoas com VIH/SIDA.
“Tendo a Abraço um longo caminho de prevenção e promoção da saúde, é de todo o interesse estabelecermos uma parceria no âmbito da sexualidade, infeções sexualmente transmissíveis, direitos sexuais e de género, nos eixos da prevenção, rastreios, formação e planeamento”, afirmou Suzete Frias, no final de uma reunião com o presidente da associação, Gonçalo Lobo.
A Abraço desenvolve atualmente projetos orientados para os rastreios e campanhas de prevenção, tendo a Diretora Regional salientado que, “aumentando os rastreios, estamos a promover a saúde pública, porque, diagnosticando e mantendo estas pessoas no tratamento, estamos também a prevenir que se reinfetem e infetem outros”.
Nos últimos anos registou-se nos Açores uma alteração nas vias de transmissão, sendo predominante a via sexual, de acordo com dados da Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências.
“Nos últimos dois anos, nenhum dos casos notificados com o vírus teve como via a toxicodependência, o que se pode atribuir à implementação dos programas de substituição opiácea e de troca de seringas na Região a partir de 2000”, frisou Suzete Frias.
A Associação Abraço, constituída em junho de 1992, tem por missão apoiar pessoas infetadas pelo VIH/SIDA, através de acompanhamento psicossocial e do combate à exclusão social, familiar e profissional.
Além do apoio a pessoas seropositivas, esta associação dá formação e auxílio a trabalhadores e técnicos de saúde envolvidos com o VIH e promove campanhas de prevenção da infeção, dirigidas à população em geral.
GaCS/MS/MN

Em Angra do Heroísmo exercício -Touro 2017:

Exercício de Proteção Civil pretende testar eficiência na resposta em situações de sismo
O Presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) afirmou em Angra do Heroísmo, que o exercício Touro 2017, que se realiza quarta e quinta-feira, tem como principal objetivo conseguir que "todos os agentes de Proteção Civil atinjam o maior grau de eficiência nas ações de socorro às populações em situações de sismo”.
Carlos Neves, que falava na conferência de imprensa de apresentação deste exercício, o maior que o SRPCBA organiza este ano, salientou que “todas as ocorrências" serão conduzidas como se fossem situações reais, decorrendo em “diferentes áreas da ilha Terceira”.
Para além de treinar a coordenação de todos os agentes com responsabilidade em Proteção Civil, este exercício visa ainda “treinar os efetivos dos corpos de bombeiros, testar o nível e a rapidez de resposta dos diferentes agentes de Proteção Civil neste tipo de ações e continuar a testar a rede integrada de telecomunicações de emergência”.
“A parte mais dinâmica e intensa do exercício decorrerá a 22 e 23 de novembro, num espaço temporal de 36 horas, incluindo diversos cenários, como habitações destruídas, populações isoladas e outras ocorrências que poderão suceder durante um sismo”, adiantou Carlos Neves.
O Presidente do SRPCBA alertou para a importância da participação da população neste exercício, através de voluntários e figurantes, destacando que a Proteção Civil "começa por cada um de nós”.
Nesse sentido, considerou que estes exercícios servem também para preparar as pessoas a reagir em caso de catástrofe.
Para além dos bombeiros das ilhas Terceira, Faial, Pico e São Jorge, além da Madeira, estarão envolvidos neste exercício as direções regionais da Saúde, do Turismo, das Obras Públicas e Comunicações, da Habitação, do Ambiente, dos Recursos Florestais e do Turismo, assim como o Laboratório Regional de Engenharia Civil, o Instituto da Segurança Social dos Açores e o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores.
O exercício também envolverá as duas câmaras municipais da ilha Terceira, através dos seus serviços municipais de Proteção Civil, a PSP, a GNR, as associações de radioamadores da ilha Terceira e o Comando Operacional dos Açores, através dos seus diferentes ramos e valências.
GaCS/AIC/MN

2.ª Reunião Ministerial e Diálogo de Alto Nível Indústria-Ciência-Governo sobre Interações Atlânticas

Açores estão disponíveis para acolher "sítio piloto" do Deep Ocean Observing System, afirma Gui Menezes
O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia manifestou, em Florianópolis, no Brasil, a "disponibilidade e o interesse” dos Açores em acolher um "sítio piloto” do Deep Ocean Observing System, um projeto baseado em Washington, nos EUA, e liderado por Patrick Heimbach, um dos investigadores que participou na elaboração do 'White Paper’, documento que serviu de base para a conceção do Centro Internacional de Investigação do Atlântico (AIR Center).
“Um dos desafios que a Declaração de Florianópolis coloca é a possibilidade de serem criados projetos piloto que comecem a dar corpo ao AIR Center”, afirmou Gui Menezes, referindo que ao Deep Ocean Observing System “poderão juntar-se outros projetos e infraestruturas que serão lançados nos próximos anos”, nomeadamente o European Multidisciplinary Seafloor and Water Column Observatory (EMSO), que integra o Roteiro de Infraestruturas de Investigação europeias.
O Secretário Regional falava na 2.ª Reunião Ministerial e Diálogo de Alto Nível Indústria-Ciência-Governo sobre Interações Atlânticas, onde foi formalizada a criação do AIR Center, através da Declaração de Florianópolis, assinada por oito países e pelo Governo Regional dos Açores.
Gui Menezes frisou que, “desde o início, o Governo dos Açores esteve empenhado, com o Governo da República, nesta iniciativa em prol de um projeto de investigação cientifica, envolvendo inúmeros países em redor do Atlântico”.
“Para os Açores é uma honra e uma responsabilidade acolher a sede do AIR Center e sermos, em simultâneo, um dos nós das estruturas que estarão associadas a este centro”, disse, assegurando que a Região “está empenhada em proporcionar todas as condições” para a sua concretização.
O titular da pasta da Ciência lembrou que, para além das várias infraestruturas científicas existentes no arquipélago, “os Açores têm-se destacado pelo conhecimento e investigação do mar profundo e do mar aberto”.
Durante a sua intervenção, salientou “a necessidade de explorar os recursos do Atlântico de forma sustentável e de prever os impactos das alterações climáticas” nestes recursos.
Gui Menezes defendeu que “os Açores e as ilhas atlânticas são locais privilegiados para testar as tecnologias de aquacultura offshore”, acrescentando que a Região já começa a dar os primeiros passos nesse sentido, através de iniciativas privadas.
Para além do oceano, o Secretário Regional salientou que os Açores “têm sido alvo de interesse na área espacial”, afirmando que o Executivo açoriano tem vindo “a apostar neste setor nas últimas décadas”.
Nesse sentido, indicou, a título de exemplo, a Estação Geodésica de Santa Maria, da Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas e Espaciais (RAEGE), um projeto criado entre o Governo dos Açores e o Governo de Espanha, através do Instituto Geográfico Espanhol.
“Temos estruturas da Estação Espacial Europeia, que são operadas pela empresa Edisoft, e participamos ativamente na rede NEREUS - Network of European Regions Using Space Technologies e no Copernicus Relays”, afirmou.
Gui Menezes referiu ainda que várias empresas ligadas ao setor aeroespacial “têm demonstrado interesse nos Açores” que, devido à sua localização geográfica, “têm um forte potencial para albergar uma plataforma de acesso ao Espaço”, colocando o arquipélago “no centro da era do Novo Espaço”.
Nesta intervenção, salientou ainda que o Governo dos Açores pretende que o AIR Center “possa constituir-se como um interessante motor para o desenvolvimento da ciência, da inovação e dos serviços potenciados por tecnologias espaciais e oceânicas para monitorização da atmosfera, do oceano e do processo climatológico”.
“Necessitamos de uma grande cooperação para enfrentar os desafios que temos pela frente”, frisou.
Na 2.ª Reunião Ministerial e Diálogo de Alto Nível Indústria-Ciência-Governo sobre Interações Atlânticas, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil, foi assinada a Declaração de Florianópolis que determina a criação do AIR Center.
Portugal, Brasil, Espanha, Angola, Cabo Verde, Nigéria, Uruguai, São Tomé e Príncipe são os países fundadores deste projeto, que conta ainda com a participação do Reino Unido e da África do Sul como países observadores.
No âmbito deste encontro será também criada uma comissão instaladora com o objetivo de definir um plano financeiro e de implementação desta plataforma internacional e intergovernamental.
A 1.ª Reunião Ministerial e Diálogo de Alto Nível Indústria-Ciência-Governo sobre Interações Atlânticas decorreu em abril na ilha Terceira e contou com a participação de cerca de três dezenas de países.
 
GaCS/GM/MN

Inauguração da Central Geotérmica da ilha Terceira

Central Geotérmica da Terceira é “vitória da determinação, da persistência e da ambição”, afirma Presidente do Governo
O Presidente do Governo dos Açores inaugurou a Central Geotérmica da ilha Terceira, um investimento no âmbito do objetivo estratégico de garantir a sustentabilidade da Região e que constitui uma “vitória da determinação, da persistência e da ambição”.
“É, efetivamente, uma vitória da persistência, uma vitória da determinação, uma vitória do acreditar que era possível transformar esse imenso recurso que está à nossa disposição – a geotermia - num fator concreto que contribua para a sustentabilidade do desenvolvimento desta ilha e da nossa Região”, afirmou Vasco Cordeiro.
Falando na inauguração da nova central da EDA Renováveis, o Presidente do Governo salientou que esta central se integra, de forma coerente e articulada, num conjunto de outras “opções estratégicas que foram tomadas no passado, que estão a ser concretizadas no presente e queremos que sejam apostas ganhas no futuro”.
Nesse sentido, Vasco Cordeiro adiantou que se verifica atualmente um crescimento do aproveitamento dos recursos energéticos renováveis nos Açores, através do investimento num sistema constituído por sete parques eólicos, 12 centrais hídricas e duas centrais geotérmicas, operando 21 centrais de produção de eletricidade, a que se junta a central hoje inaugurada.
De acordo com o Presidente do Governo, esta rede garante mais de 37% do total de eletricidade produzida no arquipélago através de renováveis, com a fonte geotérmica a assumir o papel predominante (24%), seguindo-se a eólica e a hídrica.
“Importa dar o devido destaque à geotermia, já que, e a título de exemplo, na ilha de São Miguel a contribuição da fonte geotérmica é de 44,5%, a qual, associada às fontes hídrica e eólica, perfaz já 54,7% da produção de energia elétrica nesta ilha”, destacou Vasco Cordeiro.
Segundo disse, com esta nova central da Terceira, estima-se que a produção geotérmica atinja cerca de 10% da cobertura das necessidades de eletricidade da ilha em 2018, contribuindo para o aumento da produção a partir das fontes renováveis ou endógenas de 22% registados em 2016, para quase 40 por cento no próximo ano.
Esta é uma opção estratégica que tem, também, a ver com a Autonomia, elevando-a a outras dimensões, nomeadamente ao nível da redução da dependência da Região relativamente à energia produzida a partir de combustíveis fosseis.
Na sua intervenção, o Presidente do Governo destacou ainda o cuidado e a preocupação no planeamento neste domínio, apontando os exemplos da criação da Estratégia Açoriana de Energia para 2030 e do Plano Regional para as Alterações Climáticas.
Vasco Cordeiro deixou, por outro lado, uma palavra de reconhecimento aos parceiros regionais e nacionais envolvidos no projeto desta nova central geotérmica, mas também aos internacionais, no âmbito do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu – EEA Grants, que “permitiram que esta central fosse uma realidade”.
GaCS/PC/MN